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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011
A Qualidade da Gestão nas PMEs

As grandes forças ambientais, designadas por globalização da competição e dos mercados, a desregulamentação dos sectores económicos em todo o mundo, a convergência e a velocidade crescente da revolução tecnológica e o advento da era da informação- isoladas ou em conjunto - estão a levar as empresas a debruçarem-se com afinco, na palavra de ordem deste inicio século, COMPETÊNCIA ,como forma de sobreviver e prosperar.

Neste cenário, vem-se observando e acompanhando com ansiedade, o ritmo das reformas estruturais, tendo como pano de fundo um tema de grande relevância para as organizações, a profissionalização da gestão das empresas, com o objectivo básico de procurar a Excelência empresarial.

Excelência esta que, ao ter como pontos de referência a aquisição de condições de competitividade, ganhos crescentes de produtividade e competência para privilegiar a satisfação dos clientes, dos colaboradores e dos accionistas/sócios com elevados padrões de Qualidade faz com que a Informação e o Conhecimento sejam, no limiar de uma Nova Economia, as armas nucleares mais competitivas que os empresários têm ao seu dispor para fazer a diferença num mercado cada vez mais competitivo mas pleno de oportunidades.

Com efeito, em todos os sectores, as empresas bem sucedidas são aquelas que têm a melhor Informação, a qual controlam da forma mais eficaz e não as que têm recursos naturais, grandes negócios ou grandes contas bancárias.

Com base nas teorias Robert Kaplan, nomeadamente do Balanced ScoreCard, desenvolveram-se sistemas de controlo e medição adequados a uma tomada de decisão consistente sobre informação financeira, produtividade e/ou capacidade de inovação e informação sobre a distribuição de recursos, uma vez que as novas tecnologias e os sistemas de bases de dados multidimensionais permitem incorporar nos sistemas tradicionais de informação financeira factores como a Satisfação do cliente, Qualidade, Quota de mercado e incidência dos Recursos humanos no desenvolvimento da Estratégia.

Aqui chegados, importa colocar a seguinte questão : Mas como é que as PMEs portuguesas podem adoptar esta filosofia, baseada nos princípios de Gestão pela Qualidade Total, se ainda hoje, na maior parte delas, os sistemas de informação assentam em parâmetros tradicionais de contabilidade financeira que têm como objectivo principal a entrega de informação à administração fiscal para que esta efectue a respectiva cobrança de impostos?

Apesar de termos consciência de que a resposta à presente questão não é pacífica não deixaremos de enunciar que a solução passa pela a criação de parcerias entre as PMEs e as empresas de prestação de serviços de gestão e contabilidade , em regime de outsourcing, que privilegie um nível de qualidade de serviço que permita obter o máximo potencial de informação e de tecnologia na criação de valor que permita melhorar a rentabilidade dessas PMEs.

Com efeito, a empresa de Serviços ao possuir uma massa crítica de profissionais multidisciplinares, não só nas áreas tradicionais de finanças/contabilidade (gestão de tesouraria, recebimentos e pagamentos, obrigações fiscais, relatórios de gestão e contas), compras, recursos humanos, património, mas também nas áreas de reengenharia e tecnologias de informação, permitirá melhorar o desempenho, a rentabilidade e o valor das PMEs portuguesas através da introdução de melhores práticas de benchmarking e de tecnologias avançadas.

Através desta plataforma de partilha de informação fantástica que dá pelo nome de Facebook a Gesbanha tentará proporcionar a todos os interessados e de forma regular alguma da informação que até há bem pouco tempo atrás apenas estava reservada aos técnicos e especialistas de contabilidade, uma vez que passará a disponibilizar por esta via um conjunto de experiências e de conhecimento sobre as áreas da Governance empresarial que se encontram ao nosso dispor. 



publicado por Francisco Banha às 17:54
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011
Soluções Financeiras para PME

O jornalista Carlos Pereira do Diário Económico quis saber a minha opinião sobre um conjunto de questões sobre o Capital de Risco no nosso País e a nível internacional, no âmbito de um Suplemento sobre soluções financeiras que foi publicado hoje no citado Diário, e que não podia deixar de partilhar com todos aqueles que se interessam por estas importantes matérias.

 

"Soluções Financeiras para PME" - ficheiro .pdf (0,59MB)



publicado por Francisco Banha às 15:50
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
A conjuntura global em 2010 e a actividade das PMES

A evolução da economia portuguesa ao longo de 2010 ao ser marcada pelo baixo crescimento da sua actividade e no aumento da taxa de desemprego a que se associou uma forte escassez de recursos financeiros, traduzidos nas restrições ao crédito bancário – para investimento e para a gestão corrente das estruturas empresariais e produtivas – e no aumento do custo do dinheiro, contribuiu naturalmente para uma diminuição geral do volume de negócios a que as empresas de serviços se vinham habituando a registar.

Por outro lado o reforço do processo de Globalização, apesar de se acreditar que a prazo permita uma melhoria global do bem-estar na economia, não deixa de implicar custos de transição muito importantes não só ao nível do País mas também ao nível de cada sector de actividade fazendo com que as empresas e os empresários tivessem necessidade de evidenciar um inusitado grau de resiliência e de adaptação a uma conjuntura altamente instável, que colocou em permanência novas ameaças e novos desafios, mas que ao mesmo tempo ainda nos inspira a acreditar que as oportunidades continuam a existir para quem tenha a sensibilidade para as percepcionar e capacidade para as aproveitar.

Num mundo dos negócios onde nada é garantido e onde tudo muda todos os dias, obrigando em cada dia a novas conquistas, a constantes “mind resets” e a uma luta tenaz para não se perderem clientes e quotas de mercado também a nossa empresa, não deixou de ser afectada por tão difícil conjuntura, tendo no entanto sido capaz de resistir, graças à sólida situação financeira construída ao longo dos últimos anos, à eficiência das medidas operacionais estipuladas e à rapidez da sua implementação, adaptando assim, a sua estrutura às difíceis condições de negócio.

Mesmo tendo presente uma diminuição do nosso volume de negócios e um nível de resultados insuficiente tendo em conta o esforço desenvolvido, podemos afirmar que o ano de 2010 não foi um Exercício negativo para a nossa Organização. De facto ao termos conseguido adaptar e melhorar os nossos processos, procurando sinergias e maximizando a eficiência integrada de toda a Organização, temos consciência de que adaptámos as nossas políticas à realidade, neste momento particularmente conturbado, e as nossas estratégias às exigências do mercado, do Sector e dos nossos Clientes.

Num exercício económico onde a actividade da nossa empresa foi particularmente influenciada em termos de afectação de recursos à implementação do novo normativo nacional – SNC – Sistema de Normalização Contabilística – instituído pelo decreto-lei nº 158/2009 e que simultaneamente revogou o POC - Plano Oficial de Contabilidade – sem que daí adviessem quaisquer proveitos financeiros, tornou-se fundamental a capacidade de adaptação da nossa Equipe não só às exigências técnicas do citado normativo mas fundamentalmente a agilidade e disponibilidade para continuarem a dar resposta, em tempo útil, aos requisitos de informação de gestão relacionados com o negócio dos nossos Clientes e ao fim e ao cabo a razão de ser da nossa Prestação de Serviços.

Mereceu igualmente uma atenção particular, no ano de 2010, a Gestão do Risco e de Controlo Interno, tendo a perspectiva contabilístico-financeira assegurado uma proactividade bastante acentuada na monitorização do desempenho económico e financeiro versus os objectivos do negócio contribuindo ao mesmo tempo para melhorar a produtividade dos colaboradores e conseguir um melhor foco no Cliente.

Como gestor e responsável da Gesbanha, do qual muito me orgulho, apercebo-me cada vez mais de que tenho de contribuir com o meu maior empenho para ultrapassar as dificuldades que se nos apresentam. À equipa que comigo constrói os objectivos a que nos propomos, não posso pedir menos do que o mesmo nível de exigência que a mim próprio exijo. Peço-o consciente das atitudes que como Organização temos de adoptar e que se traduzem em colocar a máxima competência em todo o nosso trabalho, em contribuir para a optimização dos recursos que empregamos e para proporcionarem uma organização mais flexível que saiba continuamente adaptar-se à realidade dos nossos clientes.

Os tempos não são fáceis mas é sobretudo a marca da esperança e do optimismo que pretendo incutir nesta mensagem, consciente que é possível desenvolver em cada um dos nossos competentes colaboradores atitudes empreendedoras que nos permitam continuar a aproveitar as oportunidades trazidas pelas novas tecnologias e pelas necessidades resultantes dos novos negócios que sempre surgem após as épocas de crise.

Termino reafirmando que é com confiança que na Gesbanha encaramos o futuro assim como é com determinação e rigor que continuaremos a enfrentar os nossos desafios quotidianos por mais difíceis que estes sejam.



publicado por Francisco Banha às 12:31
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Terça-feira, 19 de Abril de 2011
Conferência "PME convida PME"

 

A Exame e o Banco Popular associaram-se para organizar o ciclo de conferências "PME convida PME" sobre a internacionalização das empresas de média e pequena dimensão.

 

As PME constituem a maioria do tecido empresarial português. Muitas destas empresas têm os mercados externos como destino dos seus produtos ou serviços, mas a maioria delas não vê além das nossas fronteiras geográficas...Com as dificuldades económicas sentidas em Portugal, para que a economia portuguesa enverede por uma via de crescimento, temos de partir à conquista de mercados de maior dimensão e exportar e internacionalizar as nossas empresas.

 

A Exame e o Banco Popular dão um contributo para o incentivo à internacionalização das PME com um ciclo de cinco conferências a realizar em cinco pontos do país.

 

A primeira conferência do ciclo, "A Internacionalização das PME: com os olhos no mercado mundial", ocorre já a 10 de Maio, em Lisboa, na Associação Comercial de Lisboa (ACL) e fui honrosamente convidado para assistir. As próximas conferências serão em Évora (Junho), em Leiria (Julho), em Aveiro (Setembro) e o ciclo encerrará no Porto (Novembro).     

 

Conheça o Programa da Conferência “A Internacioanlização das PME” em http://aeiou.expresso.pt/programa-da-conferencia-internacionalizacao-das-pme=f644284


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publicado por Francisco Banha às 12:50
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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010
Governo reduz capital social das sociedades por quotas para um euro

«A medida é aprovada hoje em Conselho de Ministros e pretende facilitar a criação de empresas.


O capital social mínimo para a constituição das sociedades por quotas vai ser reduzido passando dos actuais cinco mil euros para um euro quando as sociedades são unipessoais e para dois euros quando têm, pelo menos, dois sócios.


A decisão será tomada hoje pelo conselho de ministros e deixará de fora as sociedades anónimas que continuam com o capital social mínimo de 50 mil euros.


Na prática o Governo pretende reduzir os custos de contexto para as micro-empresas permitindo ainda que a constituição do capital social seja feita um ano depois da sua criação e não na sua formalização.»

in Diário Económico, 30/12/2010



publicado por Francisco Banha às 17:42
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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010
Artigo Gestao Estrategica: Que PME queremos ter no futuro?

 

Partilho com os seguidores deste blog este apaixonado artigo de Jorge Lascas, que chegou até mim através YEN- Young Entrepreneurs Network.

 

“Este artigo é sobre gestão estratégica. Sobre visão de futuro, para além dos problemas do dia- a-dia, dos pagamentos de impostos, funcionários e fornecedores. Para além das cobranças, fáceis ou difíceis. Para além da secretária que é desastrada, da telefonista respondona, ou do vendedor que chega sempre atrasado.

 

Terá o empresário capacidade de projectar a sua empresa num horizonte temporal que vá além do fim do mês ou do fim do ano? Alguns sim. Maior parte não.

 

Comecemos por distinguir entre empreendedor e empresário. Na minha opinião uma coisa não leva necessariamente à outra. É certo que um empresário tem que ser empreendedor. Um empreendedor pode nunca chegar a ser empresário. Ser empresário, e principalmente numa PME, é muito mais do que ser empreendedor. Precisa perceber de liderança, processos, marketing, finanças, recursos humanos, enfim, de tudo o envolve a sua actividade, o seu negócio.

Abordar este tema parece vir em má altura dada a actual conjuntura económica e os ventos de recessão que teimam em soprar cada vez mais fortes rumo a 2011. Mas o Mundo não vai acabar, Portugal não vai acabar e as empresas não vão acabar. (…)”

 

Continue a sua leitura em www.yenportugal.com/forum/topics/artigo-gestao-estrategica-que


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publicado por Francisco Banha às 14:59
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Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010
Mais pequenas empresas terão regime contabilístico facilitado

 

Lei publicada em "Diário da República" permite que mais empresas passem a respeitar uma norma contabilística que se destina apenas a "pequenas entidades".

 

São três os limites que permitem que as empresas sejam consideradas “pequenas entidades” e os três foram hoje alargados. Este facto permite que as mesmas se possam reger pela “Norma contabilística e de relato financeiro para pequenas entidades”, compreendida no “Sistema de Normalização Contabilística”.

 

Das três condições exigidas, apenas o cumprimento de duas é necessário para se ser enquadrado no conceito de “pequena entidade”. De acordo com a Lei n.º 20/2010 de 23 de Agosto, publicada em “Diário da República”, é alterado o decreto Lei n.º 158/2009, e se antes um pré-requisito era o de as instituições precisarem de obter um balanço de 500.000 euros, a partir de hoje o valor sobe para os 1.500.000 euros, aumentando o número de empresas que aí se insere.

 

Da mesma forma, também o total de vendas líquidas e outros rendimentos é mais alargado: passa de 1 milhão de euros para 3 milhões de euros. Já uma empresa com uma média de 50 trabalhadores empregados, aliada a um dos outros limites satisfeitos, também é considerada “pequena entidade”, quando antes eram apenas aceites as que tivessem uma média de 20 funcionários.

 

Para que as empresas sejam consideradas “pequenas entidades”, basta não superarem dois destes critérios.


Extraído de Jornal de Negócios, 23/08/2010



publicado por Francisco Banha às 13:11
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Terça-feira, 11 de Maio de 2010
Portal europeu das pequenas empresas

Quer saber o que a UE faz para promover as pequenas empresas na Europa e no mercado global, e o que pode fazer pela sua empresa? Este portal reúne todas as informações fornecidas pela UE sobre e para as PMEs, incluindo aconselhamento prático, questões de política, pontos de contacto locais e ligações de redes.

 

http://ec.europa.eu/small-business/index_pt.htm


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publicado por Francisco Banha às 16:49
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Quinta-feira, 11 de Março de 2010
Open Solutions propõe "Competitividade para Todos"

O evento "Competitividade para Todos" vai mostrar às PME's portuguesas formas de serem competitivas no mercado actual.

Hoje decorre o 1º evento Open Solutions, no auditório da DNA Cascais. "Competitividade para Todos" é o tema que vai mostrar às PME's práticas a adoptar e ferramentas a utilizar para serem competitivas na conjectura actual.

IP Brick, DNA Cascais, Gestix, Open Solutions e Power Piece são os players presentes em palco, num evento que se pretende que crie valor a muitos profissionais das PME's portuguesas.

 

As inscrições são gratuitas mas limitadas.

Saiba mais: www.opensolutions.pt

 



publicado por Francisco Banha às 10:06
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010
Conferência: “Novas formas de financiamento para PME

“Novas formas de financiamento para PME” é o mote da discussão que congrega o Dr. Miguel Athayde Marques (à esquerda), o Dr. Pedro Vaz Serra (no centro) e a minha pessoa no Auditório da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, na quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010, às 18h. A conferência realiza-se no âmbito da segunda Conferência de Estratégia do novo ciclo de eventos que a revista INVEST organiza em parceria com o ISLA e com apoio do iParque.

 

Participe e saiba mais em: www.revistainvest.pt
 



publicado por Francisco Banha às 11:37
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
PME PORTUGUESAS: Doze pequenos e médios desejos para 2010

Artigo publicado no site da Associação PME Portugal (11/01/2010):



«Manter postos de trabalho. A manutenção dos postos de trabalho é uma das preocupações de José Alves da Silva, recentemente eleito presidente da PME Portugal - Associação das PME - Pequenas e Médias Empresas de Portugal. Actualmente, existem cerca de 350 mil PME, com uma média de seis trabalhadores por empresa. "Se por acaso cada uma dispensar um trabalhador, o aumento do desemprego sobe para 360 mil desempregados."

Além da manutenção dos postos de trabalho, Alves da Silva detecta as falhas de segurança como outro problema. Segundo diz, deveria haver um maior policiamento das empresas, um processo que, regra geral, envolve muita burocracia e é custoso. O vice-presidente da PME Portugal, Paulo Peixoto, acrescenta que "os principais problemas das PME continuam a ser, e cada vez mais, a falta de liquidez e de alavancagem financeira, que lhe permitam manter-se competitivas". As empresas estão assim, "estranguladas" na sua tesouraria e a carga fiscal é uma séria ameaça à sua competitividade.

A falta de apoios reais ao empreendedorismo é outra das dificuldades apontadas por Peixoto. As ideias necessitam de maturação e é preciso que se criem mecanismos de ajuda para que os empreendedores possam dedicar-se a elas. "Para os empreendedores, o mercado nacional está perfeitamente esgotado (...). Uma das solução passa pela actuação no mercado internacional." "O desenvolvimento e a competitividade só devem poder ser atingidos num ambiente sócio-cultural nacional e europeu, que privilegia o diálogo social", acrescenta Alves da Silva.

 

Por isso, deviam ser aceites modelos de relações de trabalho que respeitem as regras da conservação do ambiente e da responsabilidade social das empresas. 

A associação criada em 1998 vai propor ao Governo medidas nacionais, regionais e locais sobre todos os temas sociais e económico-financeiros que directa ou indirectamente estejam relacionados com as micro, pequenas e médias empresas.

As 12 passas das PME

O Jornal de Negócios contactou a PME Portugal para saber que medidas gostariam de ver anunciadas no Orçamento do Estado para 2010. Para que o Governo ajude as micro, pequenas e médias empresas a enfrentarem as dificuldades que a crise trouxe:

1. Reduzir impostos
A PME Portugal defende a redução do IRC para pequenas empresas a uma taxa global de 15%.

2. Novo créditos para as empresas
Paulo Peixoto chama a atenção para as elevadas taxas de imposto de selo que incidem sobre os empréstimos bancários. Além do acesso ao crédito ser restrito, quem o tem, tem também uma maior necessidade de o renovar, obtendo um maior impacto dessas taxas.

3. Regime Simplificado para Pequenas Entidades
O pagamento do IVA ao Estado deve ser efectuado após o recebimento da factura. Alves da Silva considera que as empresas contempladas com o Sistema de Normalização Contabilística - Pequenas Entidades (SNC -PE) deveriam ter as mesmas condições das pessoas singulares, que são dispensadas da obrigatoriedade de pagar o SNC. Para isto, bastaria contemplar as pequenas entidades (com menos de 20 trabalhadores), que não "realizem na média dos últimos três anos um volume de negócios superior a 150 mil euros".

4. Criar mais emprego
"É fundamental o apoio à contratação", diz Paulo Peixoto. Se cada uma das PME empregar um trabalhador, o desemprego baixa sensivelmente para metade. Por outro lado, se prescindir de um, o desemprego chegaria perto de um milhão de desempregados.

5. Apoiar a investigação 
Tem de existir mecanismos paralelos de apoio que permitem esse mesmo investimento", acrescenta Paulo Peixoto.

6. Fomentar uma política para a internacionalização
Para o vice-presidente da PME Portugal, é urgente definir uma política para a internacionalização, que catapulte as PME para uma actuação global, não apenas circunscrita ao mercado português. Este perde, diariamente, poder de investimento e de compra.

7. Apoiar a tecnologia e formação profissional
Alves da Silva acrescenta que devem ser atribuidas verbas para apoios destinados à formação e aquisição de equipamentos relacionados com as Tecnologias de Informação, bem como o reforço dos incentivos da iniciativa Novas Oportunidades.

8. Fazer investimentos de curto prazo
"Impõe-se a moderação salarial e investimento público de proximidade, com efeitos de curto prazo e que envolva tecnologia, 'know-how' e capital humano portugueses", adianta Francisco Balsemão.

9. Incentivar a segurança
A atribuição de verbas ao reforço dos quadros de pessoal das Policias e do seu equipamento, nomeadamente instrumentos de defesa e de vídeo vigilância em todos os postos e viaturas policiais, é outro dos desejos de Alves da Silva.

10. Combater a pobreza
Para o presidente da PME Portugal, o Estado deve definir verbas que combatam todas as formas de pobreza, detectando e punido todos os que recorrerem a fraudes, para a obtenção deste tipo de subsídios. Também é importante que reforce as verbas para a saúde, tendo presente os benefícios sociais e económicos decorrentes dos diagnósticos preventivos.

11. Capitalizar a Segurança Social
Outro dos aspectos referidos por Alves da Silva é o reforço do orçamento da Segurança Social, melhorando a sua capitalização.

12. Descer a despesa pública»

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publicado por Francisco Banha às 10:34
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009
Mortalidade empresarial em Portugal

Portugal é o país da Europa onde a mortalidade empresarial é mais elevada. É certo que registámos o terceiro maior rácio europeu de nascimentos empresariais, porém morrem 15% das empresas activas em Portugal. Contra um nascimento empresarial à volta dos 14% em 2005/2006 (dados do Eurostat).

A média europeia de mortalidade empresarial é cerca de metade da nossa e o seu rácio de novas empresas ronda os 10%. Espanha está alinhada com a média europeia.

Portugal tem a maior mortalidade empresarial da Europa- apenas em Agosto deste ano fecharam portas 5200 empresas.

A sobrevivência empresarial em Portugal parece ser extremamente complicada: passado um ano do seu estabelecimento, apenas 73% das empresas se mantêm (contra 86% em Espanha); volvidos dois anos, só 59% das empresas ainda aguentem (contra 75% em Espanha).

Tenho-me referido bastante a pequenas e médias empresas nos posts mais recentes. As PME portuguesas constituem a maioria das vítimas desta elevada mortalidade, tendo a maioria menos de dez empregados. Das 5200 empresas que encerraram neste último Agosto, 3000 são do sector da construção civil.

Podemos apontar vários motivos para esta assustadora mortalidade- o insuficiente apoio prestado às PME, a actividades obsoletas associada, a ausência de evolução tecnológica, a apertada fiscalidade, a tremenda burocracia, a demora do retorno dos pagamentos do Estado. A exposição de uma economia pequena e aberta como a nossa às grandes economias mundiais de produção de baixo custo, como a China e a Índia, é um factor a que não podemos ficar alheios.

Em 2005, de acordo com o Eurostat, chegaram ao fim 130 mil empresas, que eliminaram 196 mil postos de trabalho. Apenas nos países com economias de grande dimensão é que números como estes são superiores- casos da Itália, Irlanda, França ou Reino Unido.

A elevada mortalidade empresarial num país onde predominam as PME’s explica também o desemprego, que de 2001 para 2006 subiu de 4% para 8%. Apesar de uma pequena baixa após este período, o desemprego tornou a aumentar com a crise económica, situando-se actualmente nos 9.1% (dados do INE).

Saiba mais em http://www.ionline.pt/conteudo/22098-pme-nascem-morrem-e-fazem-lembrar-os-paises-terceiro-mundo

 

 


 



publicado por Francisco Banha às 10:52
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
«AIP defende a criação de uma instituição financeira para as PME»

 Rocha de Matos no 5º Venture Capital IT (2005)

« A Associação Industrial Portuguesa (AIP) defendeu hoje o fortalecimento do investimento e da inovação através da criação de uma nova instituição no sistema financeira destinada às Pequenas e Médias Empresas (PME).

De acordo com Rocha de Matos, “existem actualmente várias sociedades de capital de risco dispersas, que são fundamentais para a reestruturação e redimensionamento das empresas portugueses”.

A associação defende que os apoios financeiros às PME – quer ao nível das capitais de risco, dos seguros de crédito ou do financiamento propriamente dito – deveriam ser reagrupados numa única entidade específica de apoio às PME.

“A própria Caixa Geral de Depósitos pode fazer um spin-off [nascimento de uma empresa a partir de uma unidade de outro grupo] de uma das suas participadas ligadas ao investimento e transformá-la numa organização específica para o apoio às PME”, afirmou Rocha de Matos.»

artigo completo in Público 30/07/09



publicado por Francisco Banha às 17:19
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Certificação electrónica

MICRO-PME

O Decreto-Lei n.º 143/2009, de 16 de Junho, publicado no D.R. n.º 114 (Série I), constitui a primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6 de Novembro, e cria a certificação por via electrónica de micro, pequena e média empresas e permite aferir o estatuto de PME de qualquer empresa, de acordo com a definição e critérios previstos na Recomendação n.º 2003/361/CE, da Comissão Europeia, de 6 de Maio.


publicado por Francisco Banha às 15:42
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Operadores de risco são o “parceiro ideal” das PME



Nuno Gonçalves, do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI), defendeu ontem, em Leiria, a integração de operadores de capital de risco nas empresas como forma de combater a crise financeira.

Esta foi uma das medidas de apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME) abordadas ontem, na Associação Empresarial da Região de Leiria - Nerlei, durante uma sessão de apresentação promovida em parceria com a Associação Industrial Portuguesa.

Sendo o IAPMEI “o maior investidor em Portugal de capital de risco”, Nuno Gonçalves explicou, para uma plateia de dezenas de empresários, as vantagens das PME terem como parceiro um operador de risco.

“É o parceiro ideal. As empresas ficam mais protegidas, porque acedem ao crédito e têm um parceiro que financia as PME”, sublinhou aquele responsável.

Por outro lado, frisou, a integração de um operador de capital de risco “permite também uma elevação qualitativa da gestão da empresa e um reforço do capital próprio”.

Reconhecendo que “não há mais de 200 empresas em Portugal com associados de capital de risco”, Nuno Gonçalves destacou as “vantagens” deste apoio, sobretudo na “negociação de financiamento e de fornecedores da empresa”.


Artigo completo em Diário de Leiria, 22/04/09

 



publicado por Francisco Banha às 08:48
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Sábado, 28 de Março de 2009
BES entra no capital de PME


Em reposta às necessidades  das pequenas e médias empresas e numa altura em que os recursos são escassos, o BES vai lançar o fundo BES PME Capital Growth, gerido pela Espírito Santo Ventures e com um montante inicial que ascende a €120 milhões.

Destina-se às PMEs que possuem uma estratégia clara de crescimento e de internacionalização, com vantagens competitivas e inovadoras, de forma a terem uma estrutura financeira sólida a médio prazo.

A autorização do fundo já foi pedida à CMVM, prevendo-se começarem a fazer operações ainda neste primeiro semestre.

 

[Jornal Expresso, 14/03/09] 



publicado por Francisco Banha às 11:31
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Quinta-feira, 26 de Março de 2009
PMEs na Europa



Carlos Coelho, Deputado português no Parlamento Europeu disponibiliza no seu site um interessante Dossier sobre as PMEs e a Europa com 24 questões directas sobre caraterização e apoios disponíveis.
 

http://www.carloscoelho.eu/dossiers/pme/default.asp?submenu=20


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publicado por Francisco Banha às 15:11
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Quarta-feira, 18 de Março de 2009
capital de risco pode potenciar aumento de 8% do PIB

Esta manhã tive a oportunidade de assistir a uma excelente iniciativa, levada a efeito pelo Diário Económico, na qual foram efectuadas, por diversos Oradores, importantes reflexões sobre as PMEs e a Recuperação Económica.

 

Foi com particular interesse que ouvi atentamente a exposição do Presidente da Caixa Geral Depósitos, o meu amigo Engº Fernando Faria de Oliveira, uma vez que revelou a criação de dois novos fundos para actuação na área do capital de risco a saber: um fundo focado no apoio ao  empreendedorismo e à inovação - projectos que tenham a ver com novas iniciativas empresariais -  e um outro destinado a  empresas com alguma dimensão tendo em vista o seu crescimento e reforço dos capitais próprios – projectos que visam o crescimento via mercados externos.

 

Os novos Fundos terão a designação respectivamente : Fundo Caixa Empreendedor no valor de 25 Milhões de Euros e Fundo Mezzanine no valor de 150 Milhões de Euros.

 

Contudo, a grande mensagem transmitida, pelo Engº Faria de Oliveira,  traduziu-se na informação de que Investimentos de 1 mil milhões de euros na actividade de capital de risco têm um efeito induzido directo de investimento na Economia de 12.5 mil milhões de euros ou seja 8% do PIB português.

 

 

A evidência dos citados números facilmente dissipam quaisquer dúvidas que porventura ainda possam subsistir sobre a importância do Capital de Risco como forte alavanca do crescimento económico e empresarial.

 

Esta é uma das principais razões que tem justificado todo o meu envolvimento no processo de evangelização de um Ecossistema Empreendedor, no nosso País, suportado por uma forte Indústria de Capital de Risco.

 



publicado por Francisco Banha às 20:32
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Small Business Economic Stimulus Package

 

 

No passado dia 18 de Fevereiro, Barcak Obama assinou o American Recovery and Reinvestment Act, programa mais conhecido como Economic Stimulus Bill e que fez história nos EUA dada as extensividade da legislação que envolve e que visa rejuvenescer a economia através de estímulos a diferentes sectores.

 

 

Apresento em baixo as medidas incluidas neste plano que podem servir de inspiração aos legisladores de muitos outros países:

Tax deduction under section 169

Under this deduction small businesses can in some occasions write off certain qualified plant and equipment purchases in a calendar realist year. Till last year this deduction was limited to only $ 128,000 and also could not be more than the income of the small business. Now the stimulus Bill will benefit the small businesses by increasing this deduction to $ 250,000 yearly beginning in 2008 tax year. However the type of equipments that a small business buys is important for receiving this deduction. It can not applicable for land, buildings and other improvements. It is only applicable for things like computers, vehicles, office equipments and like things.

Special Depreciation Deduction

Another provision included in the stimulus Bill for the benefit of small businesses is special depreciation deduction. Small businesses can apply for a special depreciation deduction for the year 2008.This will help you, for example, if you purchase a land or any property that you can not include under the section 179 deduction during 2008 then you can be able to depreciate 50% of it’s value during the financial year 2008 with the help of this provision. This will help you to utilize the remaining 50% of the value of that land or property for calculating your regular depreciation tax deduction.

Miscellaneous tax cuts

Small business owners can also enjoy certain tax cuts by showing miscellaneous expenses. The expenses for promotions directly related to a small business can be included in the miscellaneous expenditure. The small businesses can delay the payment of 3% withholding tax in goods and services to the government. Moreover, those share holders of publicly owned small businesses who are holding the shares for more than five years can receive a special capital gains tax cut.

Job creation

Those small businesses which employ workers who have been out of job for more than six months and also those students who left school six months back and are still unemployed, will receive special tax credits under this provision.

Small Business Administration Benefits

The Stimulus Package also clearly outlines the role of Small Business Administration (SBA). The SBA will ensure that the small businesses can more easily get loans and also will offer incentives to lenders who will give the loan for small businesses. This will ensure more capital flow in the market.

 

Mais informações: http://www.8000credit.org/156/small-business-economic-stimulus-package/


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publicado por Francisco Banha às 17:12
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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
Definição de PME

Uma informação útil para um termo tão usaod como a sigla PME - Pequenas e Médias Empresas:

 

DIMENSÃO N.º DE EFECTIVOS VOLUME DE NEGÓCIOS (VN) OU BALANÇO TOTAL (BT)
PME < 250 <= 50 milhões de euros de VN ou
<= 43 milhões de euros de BT
Pequena < 50 <= 10 milhões de euros de VN ou BT
Micro < 10 <= 2 milhões de euros de VN ou BT


in Decreto-Lei 372/2007

 


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publicado por Francisco Banha às 12:53
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