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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007
Observatório de Start-Ups Inovadoras

Ao longo dos últimos três anos, foram criadas em Portugal cerca de 150 start-ups de carácter inovador - quer ao nível da tecnologia, dos métodos de comercialização e/ou do seu modelo de desenvolvimento - que contaram, na sua génese, com  financiamento via capital de risco, decorrente da dinâmica de investimento instaurada pelas Sociedades de Capital de Risco, detidas maioritariamente por capitais públicos,  acompanhadas na sua generalidade, em operações sindicadas, por “players” do sector privado.

 

A favorecer este cenário, evidenciou-se o envolvimento do meio universitário nas fases de criação de empresas, o surgimento de novas incubadoras de empresas e a criação de diversas Associações de Business Angels, factores estes altamente abonatórios e coniventes com a potenciação de um perfil de empreendedor muito singular - o tecnopreneur – atenta a sua apetência nata para conceber projectos de carácter inovador projectados para o mercado global e baseados num elevado nível de especialização.

No entanto, é sabido que, apesar da importância que estes projectos de cariz inovador assumem na criação de um mercado cada vez mais evoluído e competitivo, o índice de sucesso deste tipo de start-ups é muito reduzido, e, estatisticamente, somente duas em cada dez, consegue alcançar, com inquestionável êxito, a sua fase de experimentação junto do mercado. Mas também é sabido que o encaixe financeiro alcançado por aquelas duas start-ups justifica todo o risco associado, sendo disso exemplo paradigmático o sucesso alcançado pelos Promotores do Google, os quais são hoje possuidores, cada um deles, de uma fortuna avaliada em 16 mil milhões de euros. E por isso, são estas empresas que se afirmam como as novas premissas de sucesso empresarial, na medida em que se revelam as mais capazes para criar emprego e valor à sociedade.

Tendo por base este factualismo, considera-se primordial criar um mecanismo, verdadeiramente expedito e eficaz, que permita estudar e avaliar, as melhores práticas, factores de sucesso e principais tendências de mercado, e bem assim o correspondente impacto económico e social que estas empresas nascentes produzem no crescimento da economia nacional.

Considera-se, igualmente, importante que a criação desse mecanismo de estudo e de avaliação sistemática da evolução das start-ups portuguesas com elevado índice de inovação, assente na implementação de um programa de acção adequado - que integre, entre outras medidas, a execução de Indicadores semestrais de carácter quantitativo e qualitativo, que permitam a obtenção de informação específica relacionada com a actividade, modelos de gestão interna e competências das referidas start-ups - se encontre apto a traduzir-se numa importante referência da melhoria da performance e competitividade da generalidade das empresas portuguesas.

E é tendo plena noção da importância de materializar as acções que esta iniciativa inegavelmente contém, quer para empreendedores que lideram start-ups, quer para a generalidade dos agentes com estes relacionados, designadamente Sociedades de Capital de Risco, Associações de Business Angels, Agências Governamentais e Privadas, Incubadoras de Empresas e Universidades, que o Fórum irá abraçar, a muito breve trecho, a implementação de um Observatório destinado a mensurar a permanente evolução das start-ups portuguesas, com elevado índice de inovação, financiadas com Capital de Risco e Business Angels e tipificando, com rigor e ponderação, os valores e os modelos de criação de riqueza por estas desenvolvidos.

Queremos acreditar que, após a verificação de algumas edições semestrais e correspondentes análises comparativas daí resultantes, o referido Observatório passará a assumir-se como uma bússola que servirá de referência a todos os interessados em acompanhar a direcção e a evolução das start-ups inovadoras, revelando-se, simultaneamente, a radiografia das melhores start-ups do semestre e o indicador das principais tendências de mercado subjacentes à actuação dessas empresas.
 



publicado por Francisco Banha às 11:22
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