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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010
Os Conselhos de Ram Charan

 

Ram Charan (na foto) é consultor, professor universitário e autor de vários best sellers. É doutorado pela Harvard Business School, escola onde também lecionou. Foi laureado com inúmeros prémios pela sua excelência na área de educação executiva. Orientou diversos CEO's de sucesso no mundo durante 35 anos, entre eles Jack Welch, ex-presidente da GE, e escreveu 13 best-sellers nas áreas de liderança e gestão.

Para Charan a gestão é como o desporto, e ser um líder é como ser um atleta: para se ser bom, é necessário treino, muito treino. Simplificar questões complexas com didactismo é uma das características mais celebradas por este autor. O seu método é simples: Charan basicamente faz perguntas e formula hipóteses; conta histórias para exemplificar; e, a partir daqui, elabora uma regra geral e um esquema.

Para Charan, as 5 características e valores dos líderes atemporais passam por:

 

 

a) Inspirar os outros a cada encontro. Charan acredita na troca de energias entre um líder e seus colaboradores;

b) Jamais ser obsoleto. O líder tem de crescer como o seu país, caso contrário, fica para trás;
c) Verificar as tendências externas. “Leiam o Financial Times e o Wall Street Journal, mesmo que por apenas 20 minutos”, aconselha;
d) Crescer com seus colegas. Se os seus colegas forem capazes, o seu alcance como líder será maior; os mesmos devem ser treinados e deve-lhes ser dado feedback;
e) Ter um sucessor em mente. “Se não tiver quem o suceda em mente, o líder vai ficar preso às atribuições rotineiras; se ele souber quem pode substituí-lo, vai poder dedicar-se a atividades de excelência”, afirma Charan.

Quanto às 5 tendências inexoráveis para o futuro, Charan destaca:

a) Há 1 bilhão de pessoas no mundo a sair da linha de pobreza e tornarem-se consumidores. “Com o crescimento de países como China, Índia e Brasil, estamos a assistir à transferência de riqueza para o hemisfério Sul e, logo, haverá mais pessoas para consumir, mercados em ascensão”, diz Charan;
b) A comunicação entre as pessoas, com a tecnologia, vai aumentar continuamente;
c) Haverá um aumento de transações e negócios pela internet;
d) É crescente a preocupação com a saúde e o bem-estar no mundo inteiro;
e) Vai-se intensificar a competição internacional por recursos naturais de importância. “Veja a importância crítica do lítio, por exemplo, usado em baterias recarregáveis”, exemplifica o autor.

Depois desta reflexão podemos interrogar-nos sobre quem são os líderes hoje. Ram Charan exemplifica com o Presidente da Nokia, que considera um verdadeiro arquitecto de estratégia:

“O presidente da Nokia visitou a Índia e previu ali um enorme mercado de comunicações em potencial. Sabia que, para ter sucesso ali, teria que dominar o mercado e criar um aparelho barato. Chamou 12 funcionários de tipo da empresa: 3 da Finlândia, sede da empresa; 3 da China, especializados em aparelhos baratos; e 6 da Índia, porque conheciam melhor o mercado. ‘Quero um aparelho que domine o mercado e que custe menos de US$ 30. Têm seis meses para criá-lo’, disse o presidente. Eles conseguiram. Hoje a Nokia tem 73% do mercado local, um volume de mais de US$ 30 bilhões.”

Finalizo com as palavras de Ram Charan, numa conferência para executivos que este deu recentemente em São Paulo, Brasil:“Não existe nada de novo no que eu falei. Simplesmente pratiquem, treinem, e alcançarão o sucesso”.

FONTE: Revista PEGN



publicado por Francisco Banha às 01:34
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010
Gestão da Mudança

Quais as chaves para gerir a mudança e alcançar os objectivos pretendidos?

Antes de mais, gostaria de reflectir convosco sobre um mito que vai prevalecendo na literatura de gestão, que tem como premissa que as pessoas resistem à mudança e têm de ser manipuladas, intimidadas e persuadidas a abandonar a tranquilidade do seu status quo.

Tenho uma perspectiva diferente, pois acredito que todos nós acolhemos bem a mudança, uma vez que apesar de todas as nossas tendências ortodoxas, estamos sempre à procura de novas experiências e novos desafios!

O busílis da questão coloca-se pois as pessoas só mudam por aquilo em que acreditam e uma vez que quem muda são as pessoas e não as empresas, só se conseguem os objectivos pretendidos se se conseguir que as pessoas, isto é, os nossos colaboradores o façam.

Para que uma organização se adapte à mudança e se projecte no século XXI, deixo algumas dicas:

• Os Líderes devem poder ser responsabilizados pelos colaboradores da linha da frente;
• Os colaboradores devem poder sentir-se livres para discordar;
• O estabelecimento de políticas deve ser o mais descentralizado possível;
• O altruísmo deve ser respeitado e encorajado.

 

 

(Excerto adaptado da minha intervenção no Fórum “Liderazo Directivo: desarrollo de equipos y organizaciones- Qué liderazgo necessitamos?”, organizado pelo ITAE, prestigiada Escola de Negócios de Espanha, no passado dia 11 de Novembro)
 



publicado por Francisco Banha às 09:40
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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010
O Líder, as Equipas e a Gestão da Mudança

Uma das funções do Líder é fomentar o espírito de responsabilização, assumindo como prioridade a defesa dos interesses dos que têm mais poder para criar ou destruir o valor dos stocks dos accionistas, em detrimento daqueles que têm a pretensão residual de obtenção de lucros pela empresa. O meu percurso profissional e a minha aprendizagem têm-me mostrado que as seguintes acções são de uma enorme utilidade para gerar equipas aptas à mudança:

• O Líder deverá despender mais tempo a dialogar com os colaboradores de topo - com o objectivo de aprender com eles, ao invés de os persuadir;

• O Líder deve dar aos colaboradores, antes da tomada de decisões por parte do topo, a possibilidade de definir os processos de gestão que influenciam directamente o seu trabalho;

• O Líder deve incentivar a participação em fóruns de discussão interna, sem censura ou questionamento, criando, por exemplo, uma intranet da empresa de forma a estabelecer ligações entre todos (o Facebook serve muito bem este propósito);

• O Líder deve tentar reduzir a diferença de salários entre os colaboradores mais poderosos e os restantes.

Estou convicto de que desta forma poderemos ter equipas onde as crenças egoístas e ultrapassadas da gestão de topo terão menos probabilidades de funcionar como impedimento para a mudança.

 

(Excerto adaptado da minha intervenção no Fórum “Liderazo Directivo: desarrollo de equipos y organizaciones- Qué liderazgo necessitamos?”, organizado pelo ITAE, prestigiada Escola de Negócios de Espanha, no passado dia 11 de Novembro)
 



publicado por Francisco Banha às 10:00
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010
Como deve o Líder desenvolver competências na sua equipa?

Em primeiro lugar, importa reconhecer que as competências fazem parte do compósito do conhecimento humano que serve os propósitos produtivos das nossas empresas. Conhecimento, capacidades, competências e atitudes podem ser moldados na sua empresa com as seguintes dicas, provenientes da minha experiência:

• Escutar, motivar, valorizar, facilitar e aplicar as ideias que as equipas apresentam;
• Criar um ambiente participativo onde todos contribuem para uma melhoria de processos;
• Fomentar um ambiente de constante aprimoramento organizacional;
• Avaliar, em conjunto, ideias não eficazes para que haja um entendimento geral e não se gere frustração ou falta de estímulo;
• Realizar reuniões periódicas de modo a estimular o desenvolvimento de novas ideias nas equipas;
• Fazer sessões de brainstorming, promovendo a criatividade e elaborando manuais organizacionais de processos administrativos/ contabilísticos que contribuam para a melhoria contínua do desempenho global da sua empresa.

O factor fundamental para o sucesso estratégico tem a ver com as pessoas!
Pessoas criativas- todos o são, mesmo que o desconheçam -  questionam o status quo e trabalham para melhorar os processos. A aprendizagem contínua é a base da inovação e da criatividade- Learning and Growth.

Um Líder que consiga que a sua organização encoraje as pessoas a expressarem as suas ideias, sustenta o seu sucesso. Estas ideias são vitais porque vêm de experts, ou seja, de pessoas que estão diariamente envolvidas nos processos. A melhoria dos processos leva a produtos e serviços de maior qualidade que, por sua vez, conduzem à satisfação do cliente. Clientes satisfeitos levam a melhores resultados- também financeiros!

 

 

 

(Excerto adaptado da minha intervenção no Fórum “Liderazo Directivo: desarrollo de equipos y organizaciones- Qué liderazgo necessitamos?”, organizado pelo ITAE, prestigiada Escola de Negócios de Espanha, no passado dia 11 de Novembro)
 



publicado por Francisco Banha às 10:55
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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
A Comunicação do Líder

Costuma-se dizer que os exemplos devem vir do topo: o Líder deve ser o primeiro a dar o exemplo na sua organização, nas suas atitudes, no seu comportamento, na sua energia, no seu envolvimento.

A forma como o Líder comunica é fundamental para um clima organizacional positivo, receptivo e aprendente. A comunicação eficaz do Líder está longe de ser um processo fácil. Deixo, porém, algumas dicas advindas da minha experiência:

• O Líder deve focalizar as suas preocupações em dois/ três problemas de cada vez para não correr o risco de “perder o norte” ou “não cumprir promessas”;

• O Líder deve trabalhar de forma cooperante, com uma mensagem como “O meu trabalho não é dizer o que vocês devem fazer, mas sim trabalhar convosco e descobrirmos, em conjunto, o que fazer”; o Líder deve ser directo e objectivo sempre que comunica;

• O Líder deverá ter disposição para assumir erros e aprender com os mesmos;

• O Líder deve saber ouvir, de forma humilde e aberta, evitando ser arrogante e orgulhoso.

Em suma, penso que a comunicação do Líder deve conseguir criar uma ponte entre o que os clientes esperam da empresa e o que os seus colaboradores realizam dentro da mesma. A marca da Liderança deve coincidir com a marca da empresa.

 

 

 

(Excerto adaptado da minha intervenção no Fórum “Liderazo Directivo: desarrollo de equipos y organizaciones- Qué liderazgo necessitamos?”, organizado pelo ITAE, prestigiada Escola de Negócios de Espanha, no passado dia 11 de Novembro)



publicado por Francisco Banha às 10:02
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