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Quinta-feira, 16 de Junho de 2011
Uma nova bolha na Internet?

Na edição de hoje do Diário Económico e a pedido da Jornalista Sara Mota emiti a minha opinião sobre os recentes IPO de empresas que desenvolvem negócios assentes na Internet e em particular nas Redes Sociais que não podia deixar de partilhar convosco. Aguardo os vossos sempre proactivos comentários:

Há uns dias recebi através das redes sociais um jogo onde todos nós podemos brincar aos investidores de capital de risco. Enquanto bolhas flutuam, podemos atirar notas e vê-las aumentar, diminuir ou rebentar. No final, todas rebentam.

O jogo, que não é mais do que uma peça de humor, não representa o sector de capital de risco mas está lá perto. Os que investem, sejam eles business angels ou fundos de capital de risco, sabem que há um grande risco em cada operação que se faz. Dizem as estatísticas que por cada 10 investimentos, um torna-se um sucesso e gera um retorno de 1000%, 3,5 ficam assim-assim e geram o retorno integral do capital até 5 vezes e os restantes investimentos - 5,5 “rebentam” e só geram prejuízo. A média, porém, situa-se nos 120% obtidos num período de 3,6 anos, a acreditar nos dados publicados pela NESTA no mercado britânico.

O IPO do LinkedIn é considerado uma das primeiras grandes entradas no mercado aberto de capitais por uma rede social (seguiu-se por exemplo à rede de partilha de carros Zipcar em Abril). Em Junho o Groupon iniciou o processo para um IPO que se estima possa vir a público por $1000 milhões, representando uma hipotética valorização da empresa nos $20.000 milhões. Redes como o Facebook e Twitter entre muitas outras, permanecem na esfera da especulação com investimentos sucessivos de capital de risco que compram e vendem as suas participações com base em expectativas futuras de rendimento - acrescento que o Facebook e o Twitter estão avaliados no mercado secundário em $76.000 milhões (mais do que a Boing ou a Ford) e $7.700 milhões, respectivamente).

Apesar de ter consciência que a realidade actual é bem diferente da registada em 2000- altura em que conhecemos a “bolha internet”- uma vez que o mercado está muito mais consolidado, não só ao nível das infra-estruturas com velocidades de acesso muito superiores e maior penetração da internet, como à tendência para mais compras de produtos e serviços online, área em que as redes sociais ainda têm muito espaço para crescer.

Receio, no entanto, que os investidores - business angels e fundos de capital de risco - seguindo-se uns após outros a investir nas mesmas empresas, competindo entre eles e não competindo pelos negócios “menos consensuais” (descurando até o due diligence), criem uma espiral de especulação que pode resultar numa bolha, talvez não de um Facebook que vai dando cartas mas de outras redes menos consistentes.

Preocupa-me em particular o efeito que uma bolha terá sobre os business angels e por isso insisto na recomendação: procurar negócios não consensuais, em sectores não consensuais, onde seja mais provável encontrar as futuras “stars” de grande valorização.



publicado por Francisco Banha às 12:38
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