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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
Ex-desempregados criaram mais de 12 mil empresas ao longo de três anos

Os números não enganam. O IEFP ajudou ex-desempregados a criar 12 446 empresas ao longo de três anos (2006-08). As histórias multiplicam-se. Despedido? Os empregadores não lhe dão trabalho? Há sempre uma solução...

Os dados fornecidos ao JN pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) mostram que o empreendedorismo pode muito bem ser a solução para quem perde o seu posto de trabalho e não encontra quem o empregue. As Iniciativas Locais de Emprego (ILE) e o Apoio à Criação do Próprio Emprego (APE) têm sido programas do IEFP responsáveis por retirar milhares de portugueses do desemprego. As ILE foram responsáveis pela criação de 7764 empreas e os APE por 4682 numa tendência crescente entre 2006 e 2008. Contas feitas, estes dois programas foram responsáveis pelo surgimento de 12 446 organizações, grande parte delas micro-empresas, que constituíram a salvação para muitos milhares mais de desempregados.

 



publicado por Francisco Banha às 11:54
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009
O risco de ser patrão - De desempregado a patrão

“A cada  dia, 2185 pessoas inscrevem-se nos centros de emprego.

 

O desemprego cresceu 24% em Março e atinge níveis recordes. Criar o próprio emprego a partir  da antecipação  das parcelas  do subsídio desemprego  e de incentivos  do Estado a fundo perdido pode ser uma alternativa.  O Instituto  do Emprego  e Formação Profissional tem 77 milhões de euros para o Programa de Apoio à Criação do Emprego Local.

(…)
 
Atingidos pelo desemprego alguns portugueses arriscaram criar o próprio negócio. Transformaram-se em patrões, mas não só. Fazem a vez de empregados e administradores. Estão sem salário ou ganham menos do que nos empregos anteriores. Dependem do companheiro, da família ou de emprego suplementar para sobreviver. Manter a porta aberta, pagar os custos mensais e as dívidas e fidelizar os clientes são as metas destes empreendedores. Buscam o ponto de equilíbrio, a sustentabilidade do negócio, e acreditam no futuro."
 
     Daniela Silva passou de solicitadora a empresária de chocolates gráficos em Vila Nova de Gaia.
 
Quando apresentou uma candidatura ao IEFP, tardiamente,devido a contratempos, a dotação orçamental da região esgoto. "O mais difícil foram as licenças camarárias para instalação da empresa. Os próprios técnicos da câmara não sabiam orientar-me sobre os pré-requisitos para a instalação de uma indústria de alimentos. Sem essas autorizações não era possível apresentar o projecto ao Instituto do Emprego.
Em busca de capital para abrir a empresa antecipou 3000 euros da parcelas a receber do subsídio desemprego. Obteve crédito da banca na ordem dos 100 mil euros e encontrou parceiro na Plataforma Finicia do IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação), que injectou outros 45 mil euros.
Em Fevereiro de 2008, a Carpe Chocolatum começou a produzir. "A previsão de facturação para 2008 era de 117 mil euros, chegámos a 36 mil euros. Em média faço 20 negócios por mês, o que resulta em cerca de 2500 euros mensais. Estamos a lutar para pagar os custos dos empregados, a licença de produção e o empréstimo bancário. Eu ainda não tenho salário, o que é frustrante, a família sobrevive com o emprego do meu marido ", relata Daniela.
 
     Depois de se fecharem as portas do atelier de designer de interiores em que trabalhava, Inês Cesteiro inaugurou o próprio escritório em Setúbal. Com mais duas amigas, ambas com empregos precários mas com formação em designer e arquitectura, tornaram-se sócias para realizar o sonho do próprio negócio e investir numa carreira profissional autónoma. "É um negócio para a vida, acreditamos piamente nesse projecto", garante Inês.
 
A primeira reunião no Centro de Emprego, para conhecer as possibilidades de apoio financeiro, foi "desmotivadora". "Concordo que seja assim, para que as pessoas percebam que não é fácil criar uma empresa, investir num negócio. É muito fácil desistir da criação do próprio emprego, pois os obstáculos legais, económicos e de mercado são muitos", pontua Sónia. O investimento inicial foi de 27 mil euros. Computadores, softwares de programação e o mobiliário consumiram a maior parte dos recursos. Além da antecipação do subsídio de desemprego de Inês, valeram o apoio ao primeiro emprego de Marina, que auxilia com 18 prestações do salário mínimo, e as economias das sócias. Para reduzir os custos mensais candidataram-se a uma sala no ninho de empresas de Setúbal. Inês e Sónia tinham ordenados na faixa de 1500 euros e, como estagiária, Marina recebia 750 euros. Com a abertura do próprio negócio passaram a um ordenado de 400 euros, que não está garantido. "As pessoas diziam que éramos loucas em apostar no próprio negócio em tempos de crise económica", relembra Sónia. "Faríamos tudo na mesma, sem o incentivo de criação do próprio emprego. Temos experiência no ramo, o que é determinante para os clientes que temos e os projectos que desenvolvemos", afirma Inês. "Mudámos o nosso padrão de vida, nada de jantares, viagens, compras. O importante é que os recursos que entram estão a manter o negócio vivo", assinala Marina.
 
 
Vêr mais testemunhos e artigo completo in Diário de Notícias, 26-04-09

 



publicado por Francisco Banha às 13:21
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