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Sexta-feira, 7 de Maio de 2010
Fórum para a Competitividade- informação sobre restrições ao trânsito

O site do Fórum para a Competitividade, plataforma útil de comunicação para todos, informa sobre as restrições ao trânsito em Lisboa, por motivos de segurança, devidas à visita oficial de Sua Santidade.

 

Saiba mais em http://competitividade.com.sapo.pt/documentos/visitapapa.pdf



publicado por Francisco Banha às 10:04
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Sexta-feira, 6 de Março de 2009
Crise: Prioridades para Portugal


Luís Mira Amaral
Presidente do Conselho Consultivo do Fórum para a Competitividade
 
A recessão das economias ocidentais (designadamente da Espanha) vem afectar as nossas exportações. A actual crise internacional vem assim agravar e explicitar de forma mais evidente a insustentabilidade da nossa trajectória, até porque ela vem tornar mais difícil o financiamento externo à economia portuguesa, ou seja, a captação de poupança externa longa, necessária para cobrir os cerca de 10% a mais do nosso consumo em relação ao nosso produto. Por via disso o crédito bancário será mais escasso. Os bancos portugueses são os que estão mais expostos na zona euro ao financiamento nos mercados grossistas, dado que o nosso défice de poupança não permite o funding da nossa banca, através dos depósitos dos agentes económicos. Com efeito, um défice externo é no fundo um défice de poupança nacional face ao investimento e ao crédito que o financia!


 

Na actual conjuntura, as preocupações com a sustentação da procura interna e com o combate ao desemprego, não podem esquecer a restrição externa e a sustentabilidade das finanças públicas, pois que este problema está longe de estar resolvido.
 
Uma vez que o BCE ainda tem margem de manobra para descer taxas de juro (ao contrário do FED) e uma vez que a fraqueza da procura mundial deverá manter preços mais baixos de energia, nos juros e na energia já teremos um alívio para os portugueses.
 
Quanto à política fiscal, se a ideia fosse baixar impostos às famílias para sustentar o consumo (embora parte dele venha de importações), tal só valerá a pena nas famílias de menor rendimentos, pois nas de maior rendimento essa redução de impostos levaria a um aumento da poupança e não a um aumento do consumo. Na frente fiscal, o que se deve então fazer é reduzir a carga fiscal e parafiscal às empresas de bens transaccionáveis para, por essa via, estimular as exportações de que precisamos como de pão para a boca para suavizar a restrição externa.
 
Para a sustentação de procura interna e de apoio ao emprego temos ainda o investimento público, onde importa projectos que simultaneamente sustentem a procura e o emprego no curto-prazo e aumentem a taxa de crescimento potencial da economia a médio-longo prazo. Nesta perspectiva inserem-se: (1) As pequenas obras como recuperação de escolas e troços de ligação (“last mile”) entre as auto-estradas existentes e centros urbanos. Essas pequenas obras criam mais emprego e oportunidades para as PME’s da construção civil que grandes investimentos, tipo TGV; (2) Barragens, investimentos na eficiência energética, nas energias renováveis e nas redes digitais da nova geração.
 
Não se inserem claramente neste compromisso entre curto e longo prazo investimentos megalómanos em bens não transaccionáveis que têm forte conteúdo de importação, não darão um euro a mais nas exportações, não reduzirão custos de transacção e agravarão dramaticamente a prazo as nossas finanças públicas e o nosso endividamento externo, tais como:
- TGV Lisboa-Porto e auto-estradas ao lado doutras já existentes. Talvez que as dificuldades de financiamento travem esses projectos. Há males que vêm por bem…
 
A crise impõe assim uma redefinição das prioridades da nossa política económica no sentido das políticas públicas de apoio aos bens transaccionáveis, e do congelamento de projectos megalómanos nos bens não transaccionáveis que só iriam agravar a situação a prazo.
Se antes da crise, os decisores já valorizavam pouco o aumento da produtividade, a redução de custos e as politicas do lado da oferta (“supply-side policies”) há o risco agora, de se assistir a um “keynesianismos” insensato, gastando, à custa da “música” do investimento público, os nossos escassos recursos, reais ou alavancados no endividamento público, rapidamente em quantidade sem prioridades, em vez de serem afectados criteriosamente às prioridades das actividades mais produtivas.
 
Se isso acontecer, quando a crise acabar, ficaremos, ainda com pior afectação de recursos e portanto em muito pior situação!


in http://competitividade.com.sapo.pt/ 



publicado por Francisco Banha às 15:38
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
Capital de Risco Universitário

 

 

Tem-se vindo a reconhecer, gradualmente, a necessidade de fomentar e melhorar em Portugal o binómio Universidade/Empresa, tendo em conta o grande fosso ainda existente entre o conhecimento cientifico que as Universidades geram e a transformação desse mesmo conhecimento em oportunidades imediatas para se comercializar novos produtos e serviços capazes de alcançar diferenciação no mercado.

 

No entanto, apesar de há muito se encontrar traçado o “diagnóstico” o certo é que a “terapêutica” continua por iniciar. Isto porque, inexplicavelmente, continuam por criar mecanismos financeiros que permitam operacionalizar esse cruzamento de interesses entre o mundo das empresas e as Universidades, tendo em conta que algures no meio haverá um encontro feliz, a bem da competitividade a longo prazo das empresas e da Economia.

E o mecanismo financeiro que se afigura mais idóneo para transformar I&D produzido pelas Universidades em Inovação empresarial será a criação de Fundos Universitários “Seed Capital”, com o envolvimento concertado do Estado, Universidades, SCR, FCR, Business Angels, Incubadoras, Parques Tecnológicos e outras entidades privadas, através dos quais sejam canalizadas para as Universidades verbas e conhecimento empresarial que permitam converter o fluxo fértil de ideias e inovações em novos negócios, criando, assim, condições para diminuir o efeito “vale da morte” a que se encontram sujeitas muitas inovações promissoras mas que nunca chegam a alcançar o mercado.

E esta realidade já há muito se encontra perfilhada por outros países. Inglaterra representa um excelente exemplo, na medida em que, desde 1998 -  data em que foi criado o 1º University Challenge Competition, com uma verba inicial de 64 milhões de Euros, 37 Universidades envolvidas e 81 investimentos efectuados – tem utilizado o capital de risco no financiamento de projectos universitários com aplicabilidade empresarial como o demonstram os investimentos efectuados na Solexa (adquirida pela Ilumina Inc (NASDAQ: ILMN)), Smart Holograms, Daniolabs, Bluegnome, Genapta, CellCentric, Lumora e a Psynova. 

Outro exemplo clarificador do processo de ligação da comunidade financeira e empresarial às Universidades, foi dado pelo Estado de Oregon, nos EUA, o qual, em 2007, criou a figura do “University Venture Development Fund”, constituído por cada uma das 8 Universidades a actuar ao nível das áreas da Ciência e Investigação, com uma dotação total de $14 milhões, repartida por cada uma delas de acordo com o seu respectivo grau de envolvimento. Esta iniciativa, foi lançada através de um Programa de Incentivos Fiscais aplicável a pessoas singulares e empresas decididas a apoiar iniciativas universitárias de I&D, tendo em vista a criação de comunidades dinâmicas capazes de transformar as descobertas de hoje nos negócios de amanhã. Também as parcerias, Governo – Universidade – Indústria – estabelecidas no âmbito do referido Fundo focalizaram-se nas iniciativas de investigação, educação empreendedora e transferência de tecnologia, tendo em vista assegurar a transposição das melhores ideias geradas nas Universidades para o mercado, a bem da Economia e do bem estar Social.

 

Os exemplos citados, aos quais se poderiam somar tantos outros, como os “Cambridge Enterprise Seed Funds”, mostram que não basta reconhecer, tal como tem vindo a ocorrer sistematicamente no nosso país, o importante papel que as Universidades podem desempenhar no desenvolvimento sustentado da Inovação empresarial, pois mais importante do que isso é possibilitar, sem mais demoras, o acesso directo das Universidades a fundos de capital semente com vista à criação de empresas inteligentes resultantes das inovações disruptivas detectadas no seio universitário. Para tal, dos responsáveis políticos espera-se uma nova visão capaz de reconhecer que os activos valiosos que as nossas Universidades representam são determinantes para o crescimento das nossas Indústrias de Inovação, e bem assim, que a criação de Fundos de Capital de Risco Universitários podem abrir a porta a ideias de vanguarda, novas tecnologias e oportunidades sem fim para o futuro de todos nós.

Francisco Banha

Vice-Presidente do Fórum para a Competitividade

 

publicado no Diário Económico de 24/01/08



publicado por Francisco Banha às 15:25
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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
Capital de Risco, uma aposta a não perder!

 

  

 

   

 

por Francisco Banha, Vice-Presidente do Fórum para a Competitividade

 

O capital de risco é um instrumento de financiamento com importantes efeitos dinamizadores sobre a inovação e o crescimento económico, conforme o demonstra o elevado crescimento alcançado pela Economia Americana, durante os anos noventa e início da década de 2000, fundamentalmente obtido através do financiamento do seu tecido empresarial via capital de risco.


Os benefícios obtidos pelos países, em geral, como consequência dos resultados alcançados pelas empresas alvo dos citados investimentos deverão continuar a justificar políticas públicas que incentivem as actividades de C.R. Como exemplo clarificador, veja-se o grande êxito obtido em Israel através da concretização deste tipo de políticas, nomeadamente na área da Incubação de projectos de base tecnológica para os quais a iniciativa privada não queria afectar os seus recursos financeiros em virtude do estado inicial desses projectos comportar um risco muito elevado. No entanto, actualmente Israel é um dos países a nível mundial que, à semelhança dos EUA e do Canadá, tem mais empresas de base tecnológica cotadas no NASDAQ demonstrando, assim, um elevado dinamismo empreendedor, muito por força da existência do apoio do Estado à dinamização da sua indústria de C.R.

Acresce, ainda, que actualmente o sector de C.R. privado, em termos gerais, tem vindo a manifestar uma tendência de concentração, tendo sobretudo em vista o aproveitamento das vantagens inerentes a economias de escala. Como resultado, verifica-se uma aceleração do valor médio das participações efectuadas pelas SCR privadas, fazendo com que o número de empreendedores passíveis de ser apoiados por este instrumento de financiamento seja cada vez menor, pois, em contrapartida, o nível de exigência e de selectividade é cada vez maior.

Tendo em linha de conta que estudos realizados pelo Observatório Europeu das PME nos mostram que 4% das empresas criadas hoje representarão 50% do emprego de amanhã, então, o Estado não pode deixar de assumir a sua quota parte de responsabilidade na criação de condições que permitam às PME nacionais não serem prejudicadas pelo elevado grau de exigência e selectividade acima citado. Assim, e tal como acontece com as Small Business Investment Corp. Americanas, também em Portugal, a intervenção pública deve ser legitimada pela necessidade de eliminar algumas lacunas que a iniciativa privada em determinados segmentos de mercado, por exemplo no financiamento dos projectos de “seed capital” e “start-up”, não está a conseguir ultrapassar.
 
No entanto, nada será possível, quer o investimento seja publico ou privado, sem a verificação das seguintes condições:

(i) uma profunda mutação das mentalidades visando a preferência pelo risco à segurança o que pressupõe mais informação e educação por parte dos diversos actores envolvidos neste negócio

(ii) o desenvolvimento de iniciativas que incentivem e apoiem os actores privados - Para quando a implementação do tão aguardado e prometido enquadramento jurídico e fiscal favorável à actividade de Business Angels no nosso País?

(iii)
a dinamização de instrumentos de suporte às três fases iniciais do ciclo de vida do negócio: - a fase "ideia empresarial" em que o objectivo primordial será a geração de projectos empresariais, desde o âmbito universitário aos centros de investigação; a fase "criação-empresa" que se distinguirá pela concessão de empréstimos "semente" destinados a empresas nos seus primeiros meses de vida e, por último, a fase de "capital de risco" propriamente dita que deverá estar orientada a facilitar a entrada de investidores de C.R. em empresas com menos de dois anos de actividade.

Nessa conformidade, e numa óptica de convergência, Portugal deverá continuar, com carácter urgente, a dotar-se de medidas que dinamizem a capacidade empreendedora, transferindo para o sector de Capital de Risco uma maior dinâmica e eficiência, o qual muitas vezes é criticado por ser lento nas respostas e tomada de decisão, pouco dinâmico na busca de oportunidades, algo conservador e pouco flexível na negociação.  


publicado por Francisco Banha às 11:01
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