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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
Novo ano lectivo pede desafios Empreendedores
Cerca de 2 milhões de alunos regressam esta semana à escola.


Talvez entre eles se encontre o seu filho, em quem deposita a esperança de um proveitoso ano lectivo, com boas notas e perspectivas de que possa trilhar o seu próprio caminho para a área de saber com a qual mais se identifica.


Julgo ser importante, neste momento em que se celebra um novo ano lectivo, dirigir uma mensagem aos alunos e em particular aos seus pais, para que estes os possam melhor guiar no caminho que os conduzirá à autonomia e à sua realização profissional.


Todos sabemos, pelos dias que correm, que um percurso académico bem sucedido não é condição única para o sucesso profissional. Milhares de licenciados encontram-se no desemprego ou a desempenhar funções diferentes daquelas para as quais estudaram e se qualificaram.

Não quero de forma algum desmoralizar quem começa um novo ano lectivo, muito pelo contrário. Pretendo sim chamar a atenção para um novo factor que tem vindo a ganhar relevo na nossa sociedade e que importa adoptar para além do habitual programa de ensino.

 


Refiro-me, claro está, ao Empreendedorismo.


Em Julho abordei num artigo (A Revolução Silenciosa do Empreendedorismo Nacional), o facto da Educação e o Empreendedorismo serem a forma de reinventar a sociedade, transformando-a.


Alguns - ainda poucos - estabelecimentos de ensino optaram por complementar os currículos com a oferta de programas dedicados à adopção de uma atitude mais Empreendedora. Desde concursos de ideias a desafios para a criação de planos de negócios ou olimpíadas empreendedoras, são muitas as iniciativas que são já materializadas no terreno e que representam um importante esforço para as autarquias locais mas ao mesmo tempo a confiança por um futuro melhor.


Não está aqui em causa a criação de uma geração de futuros empresários. O Empreendedorismo é muito mais do que isso. É uma atitude e uma forma de estar na vida e revela-se em qualquer sector da sociedade onde existem pessoas que ambicionam e procuram a excelência.


Após vários programas de Empreendedorismo bem sucedidos em diversas zonas do país (R. A. Madeira, Cascais, Nazaré, Alvaiázere, Penela, Sertã, S.J. da Madeira, Ansião, Moita, Oliveira do Hospital e Seia), é de congratular a opção feita recentemente pela Região Autónoma dos Açores de também os alunos do arquipélago poderem beneficiar de um programa de Empreendedorismo próprio


Aqueles que não têm ainda a sorte de poder beneficiar destes programas na sua escola, procurem-nos e exijam-nos junto das autarquias e das associações e agências de desenvolvimento. Não podemos deixar passar mais um ano sem apresentar a toda uma geração de jovens o Empreendedorismo para que estes descubram o Empreendedor que trazem consigo.


Conte comigo para responder no futuro aos desafios que o presente já apresenta.



publicado por Francisco Banha às 14:29
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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
“Promover em Portugal um círculo virtuoso do empreendedorismo requer um sistema de ensino que promova a criatividade”

Quem o diz é Soumodip Sarkar, professor da Universidade de Évora e considerado como um dos 100 especialistas na área do Empreendedorismo e Inovação pelo World Economic Fórum, no qual participou em 2008, em Silicon Valley. “Em termos de como promover o empreendedorismo, existe um círculo virtuoso: quanto mais empreendedores existem, gera-se uma cultura que promove o risco e promove a excelência. Esta cultura promove, por sua vez, mais o espírito empreendedor, não só a quem crie empresas, mas também dentro das empresas. Para promover este círculo virtuoso, a aposta é de longo prazo (daqui a 15-20 anos por exemplo), e temos que começar com o ensino básico, um sistema de ensino que promova a criatividade”, explica. Considera a propósito do nível de empreendedorismo num país que “a medida mais conhecida é talvez a do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), de Babson College e London Business School, que cobre o ciclo de vida do processo empreendedor e considera os indivíduos que criam ou afectam os recursos para a criação de um negócio (empreendedores nascentes), os que gerem um novo negócio e que pagam salários há mais do que 3 meses e há menos de 42 meses”. Soumodip Sarkar é autor de diversa bibliografia e de vários artigos científicos publicados nesta área.

 

Leia na íntegra a entrevista feita por João Fernando Mendes a Soumodip Sarkar em http://jfmendes.blogspot.com/2010/02/promover-em-portugal-um-circulo.html

 

Fonte: Inovação e Empreendedorismo, Fevereiro de 2010



publicado por Francisco Banha às 01:40
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Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
Artigo de Opinião no SOL : “Universidades Empreendedoras”

 

A convite do Semanário SOL- que está já hoje nas bancas- escrevi um artigo de opinião sobre as Universidades e o Empreendedorismo. Partilho o artigo, na íntegra, consigo.

Votos de um ano de 2010 cheio de SOL, empreendedorismo e muitos e bons artigos!


Universidades Empreendedoras

 

Nesta Era em que vivemos de profundas transformações económicas e sociais, ditadas pelo fenómeno da Globalização e pelo desenvolvimento exponencial da Sociedade do Conhecimento, creio não existir atributo organizacional mais importante que o poder de adaptação.

Uma Organização que seja capaz de se adaptar à mudança é uma Organização proactiva nas respostas às necessidades emergentes e, consequentemente, capaz de garantir a redefinição contínua das expectativas de quem pretenda adquirir no futuro os seus bens e serviços.

Apenas as empresas dinâmicas estarão em condições de explorar novos horizontes que lhes permitam a obtenção de vantagens competitivas, nomeadamente o talento e a capacidade de diferenciação. E esse patamar de novos horizontes apenas estará ao alcance de uma nova geração de quadros empresariais capaz de criar modelos de desenvolvimento económico que respondam às exigências ditadas pelo Mercado.

Tal como noutras épocas do nosso processo histórico, este contexto de mudança de paradigmas impõe que se evolua de uma Sociedade assente num modelo organizacional estático e hierarquizado para uma Sociedade assente num modelo que permita, a cada indivíduo, criar o seu próprio futuro, potenciando o espírito de iniciativa, a criatividade, a capacidade de detectar e aproveitar oportunidades, de assumir o risco e de formar decisões. Uma Sociedade que invista na Educação do Empreendedorismo, enquanto premissa essencial para o sucesso na actividade empresarial, a melhoria da competitividade da economia e o incremento da riqueza gerada no país.

É precisamente neste contexto que cabe às Universidades um papel fundamental na formação de indivíduos capazes de criar riqueza, através da dinamização de empresas e, consequentemente, da criação de emprego.

Somente as Universidades que assumam a mudança de paradigma pedagógico sustentada numa Educação empreendedora poderão assegurar a preparação intelectual das futuras gerações para os novos modelos organizacionais impostos por uma Sociedade em profunda mudança, na qual os indivíduos deverão estar aptos a desenvolver os seus próprios modelos negócios gerados a partir do conhecimento induzido pelas próprias Universidades.

A prestação de contas mais importante a que uma Universidade está obrigada é com o futuro. E, para isso, deverá proporcionar aos jovens que hoje ensina uma Educação superior que lhes permita antecipar o futuro antes mesmo deste se transformar em realidade.



publicado por Francisco Banha às 12:04
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009
Família portuguesa diploma-se no mesmo dia



« A família Lopes, de Castelo Branco, conseguiu a proeza de todos (mãe, pai e filhos mais velhos) concluírem e festejarem, no mesmo dia, um curso superior.


Os diplomas foram entregues na mesma cerimónia na Universidade Metropolitana de Leeds (Leeds Met), em Inglaterra, de acordo com o que noticia a agência Lusa.


A filha Joana, de 23 anos, ingressou na licenciatura em arquitectura em 2003. O pai Eurico, com 48 anos, e a mãe, Arminda de 49 anos, docentes do Politécnico de Castelo Branco, visitaram-na mais tarde e optaram realizar ali os seus doutoramentos.


Os outros dois filhos, Maria, de 12 anos e João, de 21, acompanharam os pais na viagem, sendo que João ingressou também na Leeds Met e concluiu a licenciatura em arquitectura paisagística. »

artigo completo in TVI 24, 24/07/09



publicado por Francisco Banha às 13:10
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Don Tapscott coloca Portugal na liderança mundial do ensino do séc. XXI

Este artigo de Don Tapscott coloca Portugal na liderança mundial do ensino do séc. XXI. Vale a pena ler não só o artigo como as reacções subsequentes.
 

Don Tapscott's is the author of 13 books about new technologies in business and society, most recently Grown Up Digital. He is Chair of the nGenera Insight think tank, and an Adjunct Professor at the Rotman School of Management, University of Toronto. Twitter @dtapscott.


«I suggest the president take a look at a modest country across the Atlantic that's turning into the world leader in rethinking education for the 21st century.


That country is Portugal. Its economy in early 2005 was sagging, and it was running out of the usual economic fixes. It also scored some of the lowest educational achievement results in western Europe.


So Prime Minister Jose Socrates took a courageous step. He decided to invest heavily in a "technological shock" to jolt his country into the 21st century. This meant, among other things, that he'd make sure everyone in the workforce could handle a computer and use the Internet effectively.


This could transform Portuguese society by giving people immediate access to world. It would open up huge opportunities that could make Portugal a richer and more competitive place. But it wouldn't happen unless people had a computer in their hands.»

artigo completo em Huffington Post, 24/06/09


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publicado por Francisco Banha às 12:39
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Terça-feira, 2 de Junho de 2009
MIT Entrepreneurship Center

 

A revista In do Jornal de Negócios recomendava no passado dia 28 uma consulta ao site do Centro de Empreendedorismo do MIT de Cambridge (MA, EUA).

 

Fica o link para quem quiser pensar em realizar o MBA proposto de 2 anos numa das escolas líder deste tema.

 

http://entrepreneurship.mit.edu

 



publicado por Francisco Banha às 17:47
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Global Education Initiative

 

Leitura obrigatória.

Parabéns pela participação na elaboração do relatório de Shailendra Vyakarnam, do Centro de Aprendizagem Empreendedora, Universidade de Cambridge que participou no nosso Venture Capital IT da Gesventure de 2004 realizado em Lisboa.

O texto que se segue foi retirado do website IT Careers (Portal Terra Brasil), estando o original disponível em inglês no seguinte link:
http://www.weforum.org/en/media/Latest%20Press%20Releases/PR_EEreport
 


A Iniciativa Global de Educação (GEI) do World Economic Forum, divulga hoje o relatório, Educando a Próxima Geração de Empreendedores. Baseado na missão da GEI de ajudar os países a implementar sistemas educacionais sustentáveis, graduais e relevantes, o relatório oferece recomendações específicas para o setor acadêmico, privado, público e sem fins lucrativos para colaborar no desenvolvimento de ecossistemas empreendedores, nos quais a educação é um dos principais alicerces. O relatório ainda destaca a importância da educação em empreendedorismo para aprimorar habilidades, atitudes e comportamentos necessários para criar empregos, gerar crescimento econômico, melhorar o bem estar da sociedade e estimular a inovação para enfrentar desafios globais.
 

“Mobilizando mais de US$ 100 milhões em recursos e envolvendo mais de 1,8 milhão de estudantes e professores em iniciativas nacionais, a GEI já demonstrou o potencial de colaboração e parcerias. Nesse importante período econômico, esperamos que o relatório represente mais um incentivo para criar os ecossistemas empreendedores que precisamos para impulsionar a próxima onda de inovação e crescimento”, afirmou Alex Wong, Diretor Sênior e Chefe da Iniciativa Global de Educação, do World Economic Forum.


O relatório retrata as práticas educacionais mundiais em empreendedorismo, que incluem jovens (especialmente os menos privilegiados), educação superior (focando empreendedorismo de alto crescimento) e inclusão social (ênfase em comunidades marginalizadas). É a primeira vez que a educação em empreendedorismo foi abordada de uma maneira tão abrangente.


Enquanto avanços bem-sucedidos foram constatados para aumentar habilidades empreendedoras, não houve uma abordagem sistemática para aproveitar esses resultados e promover abordagens efetivas que avançassem e implementassem a educação em empreendedorismo. Está na hora de colocar a educação de empreendedorismo na agenda global. As principais recomendações do relatório são:


· Transformação do sistema educacional
– As instituições de educação em todos os níveis (primário, secundário, superior, vocacional) devem adotar métodos e ferramentas do século 21, entre as quais abordagens multidisciplinares e métodos de ensino interativos para incentivar a criatividade, inovação, pensamento crítico, reconhecimento de oportunidades e conscientização social. Isso requer uma reestruturação fundamental do processo educacional. O mundo acadêmico deve inserir o empreendedorismo não somente nos currículos, mas também na doutrina institucional. As metas, as políticas, os resultados, as estruturas e o reconhecimento devem incentivar as abordagens educacionais necessárias para as gerações atuais e futuras de estudantes. Legisladores e governos devem criar planos ousados para a educação de empreendedorismo tanto nacional como regionalmente. O setor privado deve trabalhar em conjunto com governos e o mundo acadêmico para apoiar essa transformação do sistema educacional.


· Construir o ecossistema empreendedor
– O empreendedorismo cresce em ecossistemas nos quais várias partes desenvolvem papéis chave. As instituições acadêmicas são a peça central na educação em empreendedorismo. Ao mesmo tempo, agentes externos ao sistema educacional são cada vez mais importantes na sua interação com programas educacionais formais e informais e na aproximação com grupos específicos que são menos favorecidos ou que sofrem exclusão social. Os legisladores devem criar as estruturas regulatórias necessárias para as novas empresas, para os negócios em crescimento, os contratos de emprego e a propriedade intelectual. As instituições acadêmicas devem fortalecer suas ligações com o setor privado para aumentar a exposição dos seus alunos a exemplos práticos e da vida real de empreendedorismo, incentivando um ambiente propício para eles. O setor privado e os grupos sem fins lucrativos devem estimular e apoiar programas que abrangem grupos menos favorecidos como mulheres, minorias e pessoas desfavorecidas e deficientes físicos.


· Buscar resultados e impactos concretos
– As metas e o impacto da educação em empreendedorismo devem ser mais claros, baseados numa série de resultados abrangentes, não somente medidas estreitas como o número de novas empresas . A mensuração mais efetiva ainda precisa de dados mais concretos. Hoje, não existe um volume suficiente de pesquisas empíricas e de longo prazo a respeito da educação em empreendedorismo e seu impacto. As instituições acadêmicas precisam criar padrões para currículos e pesquisas de empreendedorismo, além de elaborar uma estrutura clara de resultados desejados e medidas para rastreá-los. Os legisladores devem incentivar e apoiar estudos e a coleta de dados sobre educação em empreendedorismo. O setor privado, as fundações e outros agentes podem aumentar a conscientização da importância do empreendedorismo compartilhando casos e dados a respeito de práticas efetivas da educação em empreendedorismo.


· Usar a tecnologia como facilitador
– O desenvolvimento simultâneo de TCI e da mídia mudou o cenário, criando oportunidades para maior acesso e escala na educação em empreendedorismo. Os resultados para o  crescimento empresarial e da educação empreendedora devem ser aproveitados, especialmente em países em desenvolvimento onde o fator escala é fundamental. Os legisladores e o mundo acadêmico devem apoiar a evolução  da tecnologia como ferramenta e canal de educação, disponibilizando a infra-estrutura de TCI, hardware e software em instituições educacionais e centros comunitários. O setor privado pode oferecer sua experiência e firmar parcerias com educadores e instituições para criar ferramentas on-line efetivas e material educacional com relevância local.
 

O relatório também será analisado durante as sessões das cúpulas regionais de 2009 do Forum, que serão realizados no Oriente Médio, África e Índia. Os principais tomadores de decisões na área educacional e os participantes das cúpulas devem considerar as recomendações do relatório dentro do contexto da sua região. “As oficinas realizadas durante as principais cúpulas regionais devem gerar uma oportunidade para legisladores, educadores e participantes para aproveitar a plataforma do Forum e avançar na educação de empreendedorismo na sua região”, comentou Ana Sepulveda, Gerente de Projeto e Conselheira de Liderança Global, da Iniciativa Global de Educação.


Os seguintes autores colaboraram para a produção do relatório pela GEI: Steve Mariotti e Daniel Rabuzzi, da Fundação Nacional para Ensino de Empreendedorismo (capítulo de Jovens), Christine Volkmann, da Bergische Universität Wuppertal (capítulo de Educação Superior), Shailendra Vyakarnam, do Centro de Aprendizagem Empreendedora, Universidade de Cambridge (capítulo de Inclusão Social) e Karen E. Wilson, da GV Partners (resumo executivo, recomendações, Comitê Diretor, estudos de caso e consolidação do relatório completo). O relatório foi patrocinado pela AMD, Cisco, Goldman Sachs, Intel e Microsoft Corporation.



publicado por Francisco Banha às 17:05
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Terça-feira, 31 de Março de 2009
Do schools kill creativity?


publicado por Francisco Banha às 17:26
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Quinta-feira, 19 de Março de 2009
Empreendedorismo no MBA do ISEG



[Empreendedorismo - MBA ISEG]

Entre Abril e Junho vou ministrar a cadeira de "Empreendedorismo" no MBA do ISEG.

 

Esta disciplina permitirá aos participantes o contacto com uma metodologia de ensino assente no aprender fazendo (learning by doing), através da qual aprenderão a identificar o perfil de um empreendedor, descobrir o seu potencial empreendedor e perceber quais são os passos necessários para se obter financiamento junto de diversos actores do ecossistema empreendedor.

Uma das componentes essenciais desta Disciplina, que a torna extremamente eficaz, consiste no facto de assentar em actividades e experiências, em vez de ser ministrado teoricamente aos formandos. O programa irá proporcionar uma participação efectiva, multi disciplinar, cumulativamente com uma experiência pedagógica que utiliza a formação centrada na aprendizagem. Deste modo, pretende-se apoiar os participantes na descoberta e desenvolvimento das qualidades, características e atitudes de empreendedores bem sucedidos.

Ao nível dos mecanismos de financiamento assumirá um papel predominante o estudo do instrumento "Capital de Risco" tendo em vista contribuir para a formação dos alunos e empreendedores como potenciais agentes especializados que fomentem a entrada nos processos produtivos de novas ideias, de inovação e de um espírito empresarial mais criativo e renovador, constituindo as vias necessárias para introduzir dinâmica nos processos de investimento e criação de postos de trabalho.


Pretende-se que na vertente do "Capital de Risco" a Disciplina tenha como objectivos científico-pedagógicos, preparar o aluno para:

• Ter um conhecimento integrado do que é o capital de risco, das suas vantagens e especificidades;
• Poder ajudar o tecido empresarial português a aproveitar este mecanismo de financiamento;
• Fomentar o espírito empreendedor dentro da realidade empresarial portuguesa


Merece igual destaque a aprendizagem de conhecimentos que privilegiem uma mentalidade criativa e empreendedora no êxito das operações de parceria via capital de risco, nomeadamente através do desenvolvimento do pensamento criativo, da cooperação empresarial e da ética nos negócios.


Esta Disciplina não facultará apenas instrumentos para organização de iniciativas de promoção do empreendedorismo, mas incentiva o espírito de iniciativa, a criatividade, a pró-actividade e a audácia. Como produto final da Disciplina de Empreendedorismo, os estudantes deverão efectuar um Plano de Negócios com o intuito de ser apresentado à comunidade portuguesa de Business Angels e perante algumas Sociedades de Capital de Risco, representantes da respectiva indústria.


Em resumo, pretende-se que os alunos no final consigam ter conhecimentos que lhes permitam:

Aprender como financiar a sua start-up; escolher um "seed angel" , VC ou sócio estratégico, construir a equipa fundadora; escrever um plano de negócios; aspectos legais e de patentes; tipos de cooperação - privado vs entidades não lucrativas; lidar com respostas negativas; construir um painel de directores e consultores; criar modelos financeiros e projecções; aprender sobre o mercado de Capital de Risco; conhecer os principais empreendedores e ouvir as suas histórias; conhecer os investidores de Capital de Risco e as suas áreas de intervenção; R&D do produto; desenvolvimento do serviço; estudos de mercado e estratégias de mercado; apoio público (governo); sucessos e fracassos mais relevantes.

 

 

 


Programa da Disciplina:

1. Empreendedorismo porquê?

1. (i) Um Novo Modelo Organizacional;
1. (ii) Inovação dos Conceitos de Negócios;
1. (iii) O novo Regime da Inovação;


2. Módulo Comportamental

2. (i) O empreendedor em mim;
2. (ii) Ideias Empreendedoras;
2. (iii) A Descoberta dos Negócios;


3. Empreendedorismo e financiamento

3. (i) Fontes de start-up capital;
3. (ii) O papel dos "venture capital markets": investidores formais e informais; Sociedades de Capital de Risco, Corporate Ventures e Business Angels;
3. (iii) Estágios de Desenvolvimento: "seed capital", "start up capital" e "expansion capital";
3. (iv) Relevância e modalidades do financiamento familiar no caso das start-ups.

 

4. Evolução do capital de risco em Portugal, Europa e nos EUA

4. (i) Origem;
4. (ii) Fundos aplicados e disponíveis, número de sociedades, investimentos;
4. (iii) Sectores privilegiados de actuação;

5. (iv) Enquadramento legal e fiscal; Comparação com SGPS's e Sociedades de Investimento.


5. Aspectos conceptuais do capital de risco

5. (i) Variáveis de risco e retorno;
5. (ii) Definições (seed, risk, development, replacement, mezzanine, etc);
5. (iii) Factores que condicionam a actividade


6. O financiamento de negócios start-up

6. (i) Os elos da cadeia de financiamento;
6. (ii) Os Business Angels;
6. (iii) A importância dos venture catalysts;
6. (iv) O efeito da liquidez;
6. (v) Partilha dos resultados e risco;
6. (vi) Parceiro de gestão.


7. O capital de Risco e os processos de restruturação empresarial (operações de management buy-out e buy-in)

7. (i) Operações de MBO e MBI;
7. (ii) Competitividade, empreendedores e as SCR;
7. (iii) Exemplos práticos de participações das SCR no capital de uma PME portuguesa.


8. O relacionamento entre um Empreendedor e um Investidor


8. (i) Forma de abordagem ao Investidor;
8. (ii) A avaliação do projecto;
8. (iii) A importância dos consultores e das empresas de Angariação de Capital;
8. (iv) A tomada de uma participação;
8. (v) O acompanhamento de um projecto;
8. (vi) A cessão de uma participação;
8. (vii) Os acordos parassociais;
8. (viii) As acções preferenciais.


9. A importância do "Espírito" Empreendedor no sucesso do relacionamento Empresa / Investidor


9. (i) Motivação, formação e liderança;
9. (ii) Participação em redes empresariais;
9. (iii) Novas mentalidades, novas soluções.

 

10. A Construção do Business Plan

10. (i) A Importância dos 4 M's;
10. (ii) A Personalidade do Empreendedor;
10. (iii) A Experiência do Empreendedor;
10. (iv) Características do Produto ou Serviço;
10. (v) Características do Mercado;
10. (vi) Modus Operandi;
10. (vii) Modelo Económico;
10. (viii) Modelo Financeiro;
10. (ix) Ambição.


Estudos de Caso:

1. Análise e discussão de casos práticos;

2. Sessões com convidados com experiência directa em projectos de empreendedorismo;

3. Apresentação de Business Plan a Business Angels e Gestores de Sociedades de Capital de Risco.

 

Componentes de Avaliação:

(Exame(s), Projecto(s), Série(s) de Problemas, etc.)

1.Exame Final
2.Trabalho (facultativo) 20%

 


Bibliografia:


Livro(s) de Apoio base:

Allen, Kathleen R., 2008, " Lauching new ventures an entrepreneurial approach" 5 Edition, Houghton Mifflin, ISBN -10: 0547014562

Banha, Francisco Banha 1995, "O Impacto da Fiscalidade no Sector de Capital de Risco"; Tese de Mestrado ISEG e/ou Editora Vida Económica.

Banha, Francisco Banha 2001, "Capital de Risco: Os Tempos estão a Mudar"; Bertrand Editora.

Berkery, Dermot,2008, " Raising Venture Capital for the Serious Entrepreneur", MC Graw Hill, ISBN 13:978-0-07-149602-5;

Block, Zenas and MacMillan, Ian, 1993, "Corporate Venturing" Harvard Business School Press, ISBN 0- 87584-321-2;

Canton, James, 2008, " Sabe o que Vem Aí ? " Editorial Bizâncio.

Catlin, Katherine & Matthews, Jana, 2001, " Leading at the Speed of Growth", Kauffman Center for Entrepreneurial Leadership" ISBN 0-7645-5366-6

Chesbrough, Henry, 2006, " Open Innovation", Harvard Business School, ISBN 978-1-4221-0283-1

Farrell, Larry, 2001, "The Entrepreneurial Age" Allworth Press ISBN 10: 1581150776

Hamel, Gary 2000, Leading the Revolution, Harvard Business School Press.

Innovation Leaders, 2008, Editado por Caroline Jones, ISBN 978-1-904902-95-9
ISBN 0-273-65615-5;

Kawasaki, Guy,2008, "Reality Check" Portfolio ISBN 978-1-59184-223-1

Lang, Jack, 2002, " The High-Tech Entrepreneur's Handbook" FT Prentice Hall,
Lasher, William, 2005, " The Perfect Business Plan", A Made Simple Book, ISBN 0-7679-1858-4;

Metrick, Andrew, 2007; "Venture Capital and the Finance of Innovation, WILEY ISBN 0-470-07428-0;

Osnabrugge, Mark Van & Robinson, Robert J., 2000," Angel Investing - Matching Start-Up Funds With Start-Up Companies" Harvard Business Shool, ISBN 0-7879-5202-8;
Preston, Susan L, 2007, "Angel Financing for Entrepreneurs", WILEY, ISBN 978-0-7879-8750-3

Timmons, Jeffry A.,1994, Fourth Edition, "New Venture Creation". IRWIN, ISBN 0-256-11548-6

Vasconcellos e Sá, Jorge Alberto1997, " Os Senhores da Guerra" Bertrand Editora.

 


Apontamentos de Apoio:

 

 

 

Dez lições sobre Empreendedorismo;

Dez Erros Comuns aos Empreendedores;

Diversos textos de autoria do Responsável da Disciplina disponíveis em : www.gesbanha.pt

Guia do Facilitador - Um manual prático para a aplicação da metodologia "Learning by doing" ao empreendedorismo - Professor Chris Curtis - Versão portuguesa efectuada pela GesEntrepreneur - Empreendedorismo Sustentável, Lda, será fornecido aos estudantes pelo Professor Francisco Banha.



publicado por Francisco Banha às 19:57
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
Francesco Alberoni - Ensino

 

A nossa vida depende das oportunidades que nos são oferecidas e das pessoas com quem nos cruzamos.

Há jovens com grandes capacidades e talentos extraordinários. Contudo, trata-se de meras potencialidades que, para se manifestarem, precisam de alguém que os ajude a reconhecê-las, a cultivá-las, a fazer com que dêem frutos.

Conheci jovens que tinham inteligência e autodisciplina suficientes para terem êxito em qualquer escola. Bastava que os pais os pusessem num bom liceu, e depois na faculdade que queriam. Também conheci outros que, na terrível idade que vai dos 14 aos 20 anos eram demasiado rebeldes, irrequietos e não queriam estudar. Era preciso que alguém lhes oferecesse um trabalho adequado, os inserisse num grupo.
 

[artigo completo em Diário Económico 11/08/08]


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publicado por Francisco Banha às 13:27
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