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Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
Business Angels de olho no Ambiente e Energia

Num momento em que as palavras "crise" e "recessão económica" assombram o dia-a-dia das pessoas e das empresas, evidenciando um sentimento generalizado de mau-estar e de alguma desorientação da sociedade, recordo as sábias palavras do meu falecido professor e amigo Ernâni Lopes que defendia que "momentos de crise sempre houve e haverá! O que conta não é lamentarmo-nos, mas antes buscar, com inteligência e esforço, novas soluções". Temos, por isso, de aproveitar este momento desfavorável para descobrir novas oportunidades e traçar novos objectivos. Afinal, os maus anos também são de construir, criar, unir e encantar.

Congratulo-me por ver que este espírito de incentivo à inovação está presente na revista Indústria e Ambiente com a organização de mais uma edição do "Prémio Nacional de Inovação Ambiental" que destaca anualmente as empresas que se posicionam na fileira da inovação valorizando assim os empreendedores que as lideram e que ao optar por introduzir novas tecnologias e novos modelos de negócio representam o futuro do sector.

Mais do que nunca é essencial apoiar a inovação no domínio do ambiente e energia, em particular quando se trata de um sector que está tão ligado à economia e à sociedade. Se vamos já tarde para prevenir as sérias alterações climáticas de que somos ameaçadas, vamos pelo menos a tempo de reagir minimizando-as e porque não fazê-lo de forma a valorizar também a nossa economia que vê aqui uma oportunidade de explorar um sector onde os nossos recursos abundam, ao contrário do modelo energético assente em combustíveis fósseis que tem até agora vigorado?

Cabe tanto às empresas actuais como às jovens start-ups este papel de mudança que pode ter um impacto muito significativo no nosso país. Às empresas emergentes, aquelas que exploram novas técnicas estudadas em laboratório ou as que trazem novos modelos de negócio cabe o papel de inovar, introduzindo técnicas disruptivas e vanguardistas que fazem questionar se serão esses os modelos do futuro. Às empresas já instaladas, cabe também inovar pela sua própria investigação, mas também apoiar estas novas gerações, quer comprando os seus produtos e serviços inovadores, quer assumindo um papel ainda mais activo investindo nelas, conscientes de que pode ser esse o seu futuro.

No contexto de restrição em que vivemos, não se pode esperar que seja o Estado a financiar projectos inovadores nesta área, muito menos se deve esperar que é a banca que cabe apoiar estes projectos cuja incerteza é habitualmente demasiado elevada para os seus padrões de risco. Restam duas vias: crescer pelas vendas e crescer pelo investimento. Se para alguns destes projectos inovadores crescer pelas vendas é suficiente para financiar a sustentabilidade e crescimento da empresa, para outros é inevitável o investimento de risco e é aqui que entra o papel quer das empresas mais maduras que podem investir nas emergentes, quer do sector de capital de risco nacional.


O CAPITAL DE RISCO E OS SECTORES DA ENERGIA E AMBIENTE

De acordo com as estatísticas da Associação Portuguesa de Capital de Risco e Desenvolvimento (APCRI), foram investidos no ano passado 5,3 milhões de euros em empresas relacionadas com os sectores da Energia e Ambiente, um valor bastante inferior ao que se tinha verificado em 2009 de €23,9 milhões. Se tivermos em conta o valor de investimento por empresa, este sofre também uma retracção de 3 milhões de euros para 900 mil euros por investimento realizado. Dados estatísticos proporcionam-nos médias e não poderemos nunca determinar quantas destas empresas eram start-ups mas se a tendência de investimento foi negativa, o valor investido por empresa levanta a possibilidade de estarmos a assistir a investimentos em fases mais iniciais de desenvolvimento das empresas. Para mim, essa é a tendência a que precisamos de assistir.

Nos últimos anos Portugal tem sido palco do aparecimento de um novo tipo de investidores: os "Business Angels". Os "Business Angels" são investidores individuais, normalmente empresários ou directores de empresas, que investem o seu capital, conhecimentos e experiência em projectos liderados por empreendedores que se encontram em início de actividade. O objectivo dos investimentos é a sua valorização a médio prazo, na expectativa da alienação posterior a outros interessados.

Há vários anos que defendo que este tipo de investidores é essencial para o desenvolvimento económico de Portugal, uma vez que garantem o financiamento entre o período que tem origem na criação da empresa e o momento em que os projectos em que investem ganham a dimensão suficiente para serem apelativos junto dos investidores clássicos de capital de risco.

Segundo o relatório publicado pela Associação Europeia de Investidores Early Stage (EBAN), o denominado sector das "clean tech" - que inclui todos os negócios relacionados com o ambiente e energias limpas – tem sido bastante procurado por estes investidores representando 10% dos seus investimentos, ou seja, 27,6€ milhões de euros investidos pelo sector early stage Europeu.

Também em Portugal há espaço para os Business Angels e outros agentes focados nestas fases iniciais de desenvolvimento se interessarem pelo ambiente e energia.


INVESTIMENTO EM START-UPS

Surgiram este ano no nosso País novos fundos de early stage no valor de 87 milhões de euros, os quais terão de ser aplicados obrigatoriamente em novos negócios até ao final de 2013.

Por sua vez, a comunidade Portuguesa de Business Angels deu um passo histórico ao aderir em grande número ao novo Fundo de Co-investimento promovido no âmbito do Programa Compete, que foi criado especificamente para as fases mais iniciais de investimento e que conta com uma capacidade de investimento de 42 milhões de euros, alavancada por mais de 200 Business Angels através de 54 entidades veículo.

Refira-se a propósito que tendo ficado operacional em finais do passado mês de Fevereiro a formalização dos contratos de financiamento estabelecidos entre cada uma das 54 entidades veículo e a PME Investimentos- Sociedade Gestora do citado Fundo de Co-Investimento - estas entidades já efectuaram 11 investimentos em novas empresas num total de 2.7 milhões de euros criando assim fortes expectativas de que os próximos meses serão caracterizados por um forte número de investimentos por parte da Comunidade de Business Angels nacionais.

Estamos assim perante uma oportunidade inigualável para o financiamento da inovação nos sectores da energia e ambiente e isto traduz-se em potenciais investimentos em empresas de inúmeros sub-sectores. Desde a geração eólica e solar às soluções relacionadas com o tratamento de água ou à grande incerteza que pesa ainda sobre a massificação dos veículos eléctricos, são inúmeras as oportunidades que para além de terem grande potencial em Portugal estão também na linha da frente das soluções que estão neste momento a interessar investidores de todo o mundo. Com isto concretizam-se três factores que são muito importantes para os Business Angels: 1) alavancagem do investimento graças ao recurso ao fundo de co-investimento; 2) sector de elevado potencial e incerteza e 3) mercado escalável e naturalmente global.

Investigadores universitários, gerentes de start-ups ou mesmo empresas já implantadas e com planos de crescimento devem olhar seriamente para este cenário e avaliar se está na altura de avançar com "aquele" projecto. Os investidores estão atentos mas os promotores também têm de dar a conhecer as suas ideias. A Federação Nacional de Associações de Business Angels representa actualmente 10 Associações regionais de Business Angels, distribuídas de norte a sul do país que procuram activamente projectos com elevado potencial de crescimento.

Eu próprio, enquanto Business Angel e Presidente do Business Angels Club, deixo o desafio a todos os empreendedores com negócios que se encontram em estado latente nos sectores da Energia e Ambiente, dêem um passo em frente e se venham apresentar nos próximos dias 28 e 29 de Junho, no Taguspark, a uma plateia de investidores nacionais que participarão na XI edição do Venture Capital IT -www.gesventure.pt/vcit2011- um palco que já apadrinhou muitos dos investimentos nacionais de capital de risco.

Tenho a certeza que se os investidores virem os 4 Ms que procuram em start-ups, nomeadamente o Management (a equipa de gestão certa para o projecto certo), o Market (um mercado pronto e ávido para receber a nova oferta), o Money (um plano que permite multiplicar várias vezes o valor investido no espaço de 3-5 anos) e – o mais importante de tudo – a Magic (aquele factor disruptivo que faz brilhar de entusiasmo o olhar do empreendedor e do investidor), não haverá desculpas para deixar passar esta oportunidade única que faz deste não só um momento único no capital de risco Português, como um case study Europeu.



publicado por Francisco Banha às 12:50
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Terça-feira, 12 de Abril de 2011
European Union Sustainable Energy Week

 

Teve ontem início a Semana Europeia da Energia Sustentável, uma iniciativa da União Europeia que conta com diversos eventos e uma entrega de prémios, os “Sustainable Energy Europe Awards”.


A Semana Europeia da Energia Sustentável conta no seu programa com conferências (em Bruxelas) e expressões da sua mensagem em várias cidades da União Europeia. Termina a 15 de Abril.


Saiba mais em www.eusew.eu


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publicado por Francisco Banha às 15:00
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Terça-feira, 20 de Julho de 2010
China lidera consumo de energia

 

A caminhada da China até ao primeiro lugar do pódio das maiores economias mundiais faz-se a um passo cada vez mais acelerado. O tigre asiático é já o maior consumidor de energia em todo o mundo, destronando os Estados Unidos da primeira posição, que ocupavam há mais de um século.


No ano passado, em plena recessão mundial, a China devorou qualquer coisa como 2.252 milhões de toneladas de petróleo e combustíveis equivalentes, mostram os dados ontem avançados pela Agência Internacional da Energia (AIE).


De acordo com a instituição sediada em Paris, no mesmo período, os Estados Unidos consumiram 2.170 milhões de toneladas. Ou seja, consumiu menos 4% que a economia chinesa, quando há apenas 10 anos consumia o dobro. "O facto da China ter ultrapassado os Estados Unidos como a maior consumidora mundial de energia simboliza o início de uma nova era na história da energia", afirmou o economista-chefe da AIE, Fatih Birol, que acrescentou ainda que a economia norte-americana ocupava o primeiro lugar do ‘ranking' desde 1900.


A ultrapassagem chinesa já era esperada, mas só perto de 2015. Só que a recessão mundial, que atingiu fortemente a indústria norte-americana, conjugada com os programas de eficiência energética levados a cabo nos Estados Unidos, acabou por acelerar o processo. E este ano, com a economia asiática a liderar a retoma mundial, o consumo de energia arrisca aumentar outra vez.


O tigre asiático continua a bater recordes, aproveitando da melhor forma o facto da crise mundial ter penalizado mais as economias desenvolvidas. Já no ano passado, no Verão, a economia chinesa tinha batido outro recorde: tornou-se a maior exportadora mundial,


In Diário Económico, 20/07/2010


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publicado por Francisco Banha às 12:24
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Segunda-feira, 3 de Maio de 2010
Até 2020, 10% dos carros em Portugal serão eléctricos

 

Carlos Zorrinho, secretário de Estado da Energia e Inovação garantiu que, em 2020, 10% dos carros serão eléctricos.


Durante a cerimónia da assinatura do contrato entre o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (INESC) e o Fundo de Apoio à Inovação (FAI), envolvendo 2,6 milhões de euros para o projecto REIVE (Redes Eléctricas Inteligentes com Veículos Eléctricos), o secretário de Estado afirmou que «a mobilidade eléctrica e as redes eléctricas inteligentes são uma escolha forte» e uma «janela de oportunidade de liderança».

João Peças Lopes, coordenador do projecto e director do INESC, afirmou, na ocasião, que «dentro de dois anos vamos desenvolver protótipos industriais para exportar e trazer riqueza a Portugal».

 

FONTE: Ciência Hoje

 



publicado por Francisco Banha às 11:10
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010
Bloom Box Fuel Cell

A Bloom Energy diz que dentro de 5-10 anos todos poderemos ter uma pequena central eléctrica por $3.000 USD. Ficção científica ou a mais avançada das energias limpas? O capital de risco norte-americano já investiu 400 milhões de dólares.

Vale a pena a reportagem do 60 minutes:
 

 


Watch CBS News Videos Online



publicado por Francisco Banha às 11:59
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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
14 milhões de veículos eléctricos em 2020 nos EUA

 

O relatório Eletrification Roadmap da americana Electrification Coalition, estima que em 2020 percorram as estradas americanas 14 milhões de veículos eléctricos, o que faria diminuir diminuir o consumo de petróleo de 8,6 para 2 milhões de barris por dia...

Este é apenas um dos impactos assinalados no relatório que pode ser descarregado em http://www.electrificationcoalition.org/.

 


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publicado por Francisco Banha às 12:33
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Tecnologias ‘Verdes’ atraem capital de risco

O ambiente de investimentos em tecnologias verdes está cada vez mais próximo do que existe na informática, com milhares de empresas surgindo com produtos inovadores ao redor do globo e um grande interesse dos investidores, mesmo com a crise global. "O setor já é o segundo que mais atrai capital de risco no mundo, depois da tecnologia da informação", afirmou ontem Richard Youngman, diretor-gerente para a Europa da consultoria Cleantech, durante a World Conference of Science Journalists, em Londres.
 




artigo completo em Último Segundo (1/07/09)
Cerca de um quarto do investimento de risco vai para tecnologias limpas."
Um grande impulso para o setor vem de legislações e regulamentos que estão sendo criados por governos ao redor do mundo para a adoção de uma matriz de energia mais sustentável. "Somente 3% da energia gerada no mundo é renovável", disse Jeremy Leggett, presidente da Solarcentury, empresa britânica especializada em sistemas de energia solar. "Este ano, os projetos de fontes renováveis devem receber cerca de 15% do investimento de US$ 1 trilhão que será feito em energia."


 


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publicado por Francisco Banha às 15:13
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Energia: Eléctrica norte-americana PG&E quer distribuir energia solar recolhida no Espaço em 2016


 

                

 PG&E - Technology Innovation Center                                                                                        

A eléctrica norte-americana PG&E prevê iniciar a distribuição de energia solar oriunda do Espaço em 2016, através da utilização de painéis solares em satélites que se encontram em órbita à volta da Terra.

A Solarem pretende obter a energia graças a painéis solares instalados em satélites, uma ideia que foi estudada pela agência espacial norte-americana NASA nos anos setenta e pela administração do ex-presidente Bill Clinton nos anos noventa. A instalação dos painéis solares no solo tem a vantagem de não ser necessário comprar grandes superfícies para a instalação destes no solo.

A eléctrica norte-americana afirma que a energia solar disponível no Espaço é "entre oito a dez vezes superior à que se obtem na Terra" e independente das condições climatéricas ou das Estações do ano, e que, "se a Solaren tiver êxito, o mundo das energias renováveis nunca mais será o mesmo".

 Vêr artigo completo in Agência de Notícias Lusa, 14.04.09

 



publicado por Francisco Banha às 11:37
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Segunda-feira, 30 de Março de 2009
Super-Papagaio para gerar energia

 

 

Mais uma interessante referência das Ted Talks:

Saul Griffith: Invenção de um Super-Papagaio para gerar energia em ventos de elevada altitude

Nesta custa intervenção, Saul Griffith apresenta a invenção em que a sua empresa Makani Power tem vindo a trabalhar: um papagaio-gigante que pode gerar quantidades elevadas de energia limpa e renovável.

 



publicado por Francisco Banha às 10:35
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Segunda-feira, 23 de Março de 2009
Estudo aponta as seis profissões mais promissoras até 2020 (Brasil)



"Ambiente e inovação se destacam entre as carreiras mais promissoras e que se consolidarão até 2020, segundo pesquisa recém-concluída pelo Profuturo (Programa de Estudos do Futuro) da FIA (Fundação Instituto de Administração)."

"A carreira citada pelo maior número de especialistas (72%) foi a de gerente de ecorrelações. "Está ficando clara a necessidade de empresas terem executivos que dialoguem com ONGs, consumidores e governo sobre sustentabilidade. Serão cada vez mais necessários, diante do crescente grau de consciência do consumidor", avalia o diretor-presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar."

"A segunda mais mencionada (67%), a de CIO (Chief Innovation Officer), foca o desenvolvimento tecnológico e a educação continuada, e não só a criação de produtos, diz Spers."

"Em terceiro lugar, vem o gerente de marketing e-commerce (46%). Para Agenor Castro, diretor de marketing do Yahoo! América Latina, ele foca várias mídias on-line, como internet e TV digital. "O marketing deve estar onde o consumidor está."

[artigo completo in Gazeta do Sul, 22/03/2009]

 



publicado por Francisco Banha às 15:51
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Hora do Planeta 2009

 

 
http://www.wwf.pt/hora_do_planeta_2009/

No próximo dia 28 de Março, às 20H30, você tem um compromisso com o Planeta para demonstrar que a luta contra as Alterações Climáticas é possível.

Esta iniciativa, promovida pela WWF, envolve Cidadãos Comuns, Governos e Empresas numa acção conjunta que pretende sensibilizar os menos atentos para os efeitos nefastos do aquecimento global. Até ao momento, mais de 900 cidades em 80 países já se comprometeram a apagar as luzes dos seus edifícios mais emblemáticos.
 

Em Lisboa, o Cristo-Rei, a Ponte 25 de Abril, o Palácio de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Padrão das Descobertas, o Castelo de São Jorge, os Paços do Concelho, o Museu da Electricidade e o Centro Cultural de Belém vão ficar às escuras como sinal de apoio à mensagem da Hora do Planeta.
 

A WWF pretende que a Hora do Planeta se converta na maior iniciativa de participação voluntária, em todo o mundo, na luta contra as alterações climáticas.

 

Quantos mais países, quantas mais cidades e pessoas assumirem este compromisso, mais será eficaz e clara a mensagem que se quer fazer passar aos líderes mundiais que se vão reunir na Cimeira de Copenhaga, em Dezembro de 2009: que elaborem medidas mitigadoras eficientes na protecção do nosso Planeta.

 

Nesta perspectiva, as associações e movimentos comunitários desempenham um papel fundamental na difusão da mensagem da Hora do Planeta e na sua adesão e sensibilização.

 

As empresas são fortes motores económicos e mecanismos de mudança na sociedade e, por isso, a mudança de mentalidade quanto à necessidade de se ter um pensamento sustentável deve ser liderado, entre outros agentes, pelas próprias empresas. Se por um lado elas são parte do problema, por outro são, igualmente, parte da solução.

 

Como pode colaborar a sua empresa?

  • Ajudando na divulgação da campanha Hora do Planeta entre os seus colaboradores e clientes;
  • Mudando o sistema de iluminação dos escritórios, optando pelo uso de lâmpadas de baixo consumo;
  • Se utilizar ar-condicionado, procure tê-lo nas temperaturas recomendadas: 23-25ºC no Verão e 20-22ºC no Inverno;
  • Instale equipamentos que tenham a opção de poupança de energia;
  • Faça um donativo à WWF Portugal para ajudar no seu trabalho na luta contra as Alterações Climáticas.

 


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publicado por Francisco Banha às 12:52
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Segunda-feira, 16 de Março de 2009
maior condomínio residencial microprodutor gera 50.000€/ano



O condomínio dos Jardins de São Bartolomeu, na Alta de Lisboa, concluiu a instalação de 16 unidades de microprodução de electricidade através de energia solar (painéis fotovoltaicos).

Com este projecto o condomínio prefigura-se como o maior condomínio residencial microprodutor em Portugal, a gerar mais de € 50.000/ano de receitas pela venda de energia e simultaneamente contribuindo para o cumprimento dos objectivos nacionais de energias renováveis e de redução de gases com efeito de estufa, já que produzirá cerca de 80 MWh/ano de electricidade e evitará a emissão de 38 toneladas de CO2 eq.

Esta iniciativa pioneira, promovida pelos moradores do condomínio, enquadra-se no programa "Renováveis na Hora", que tem por objectivo a promoção da microprodução de energia eléctrica utilizando fontes renováveis de energia.

A instalação foi concluída em Dezembro de 2008 e será inaugurada esta 4ª feira (18/Mar) com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, o Secretário de Estado Ordenamento Território e das Cidades, João Ferrão e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.

[vídeo do Nós por Cá (SIC)]


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publicado por Francisco Banha às 19:11
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Quinta-feira, 12 de Março de 2009
certificação energética

 

(informação recebida via e-mail)

Desde 1 de Janeiro de 2009 é obrigatória a existência do certificado energético nos edifícios existentes aquando da celebração de contratos de venda, arrendamento e escrituras.
 
Entraram em vigor os diplomas que visam a melhoria do desempenho energético e da qualidade do ar interior dos edifícios (Decretos-Lei n. 78/2006, 79/2006 e 80/2006) e da Portaria n.º 461/2007 que define a calendarização da aplicação do Sistema de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior (SCE).


 
Estes diplomas surgiram devido á evidência científica e os inúmeros relatórios que atestam o estado frágil do ecossistema Terra, bem como as preocupações relativas ao custo e segurança do abastecimento energético. Surge neste contexto a necessidade da implementação de um sistema de certificação energética de forma a informar o cidadão sobre a qualidade térmica dos edifícios, aquando da construção, da venda ou do arrendamento dos mesmos, permitindo aos futuros utilizadores a obtenção de informações sobre os consumos de energia potenciais (para novos edifícios), reais ou aferidos para padrões de utilização típicos (para edifícios existentes).


A classificação do edifício segue uma escala pré-definida de 7+2 classes (A+, A, B, B-, C, D, E, F e G), em que a classe A+ corresponde a um edifício com melhor desempenho energético, e a classe G corresponde a um edifício de pior desempenho energético. Embora o número de classes na escala seja o mesmo, os edifícios de habitação e de serviços têm indicadores e formas de classificação diferentes.
 
Nos edifícios novos (com pedido de licença de construção após entrada em vigor do SCE), as classes energéticas variam apenas entre as classes A+ e B-. Os edifícios existentes podem ter qualquer classe.
 
Cada CE ou DCR tem um número único, que identifica esse documento no SCE. No caso de um edifício ou fracção autónoma ter mais do que um certificado emitido, apenas é válido o mais recente.
 
Cada edifício (completo ou zona independente) deve dispor de um certificado energético válido por um período de tempo. Nas transferências de propriedade ou arrendamento deverá ser emitido um novo certificado se passaram mais de dez anos desde a última emissão. As metodologias de cálculo utilizadas na determinação da classe energética de um edifício dependem da sua tipologia.
 
Desta forma, os consumos energéticos nos edifícios, em condições nominais de utilização, são um factor de comparação credível aquando da compra ou aluguer de um imóvel, permitindo aos potenciais compradores ou arrendadores aferir a qualidade do imóvel no que respeita ao desempenho energético e à qualidade do ar interior.
 
Nos edifícios existentes, o certificado energético proporciona informação sobre as medidas de melhoria de desempenho energético e da qualidade do ar interior, com viabilidade económica, que o proprietário pode implementar para reduzir as suas despesas energéticas, bem como para assegurar uma boa qualidade do ar interior, isento de riscos para a saúde pública e potenciador do conforto e da produtividade, no entanto salienta-se o facto de a implementação das medidas referidas não ser obrigatória.


A partir de 1 de Janeiro de 2009, aquando da celebração de contratos de venda ou arrendamento de imóveis/fracções, o proprietário tem obrigatoriamente de apresentar o Certificado Energético (CE) do imóvel ou fracção em causa. 


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publicado por Francisco Banha às 15:06
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Segunda-feira, 9 de Março de 2009
Masdar

 

O desenvolvimento do planeta nos actuais moldes irá requerer um aumento de 2 milhões de metros cúbicos de água por dia, 75 milhões de megawatts/hora de energia, produzindo 3,5 milhões de toneladas de resíduos e 300 milhões de toneladas de emissões de carbono por ano.
 

Este nível de desenvolvimento não é sustentável.

Nos Emirados Árabes Unidos, está a ser desenvolvido um projecto que se pretende um modelo de cidade ecológica, “The Masdar Developement”. O plano é fruto de uma inovadora cooperação internacional e tem por objectivo criar uma cidade perto de Abu Dhabi com uma área de 6 km2 para uma população de 47 000 habitantes, livre de emissões de carbono e sem recurso ao petróleo. Os projectos foram atribuídos a “Foster + Partners” .As principais fontes de energia são a solar e a eólica, estando os edifícios projectados com uma proximidade tal que permitam criar sombras uns sobre os outros como forma de diminuir o impacto das altas temperaturas que o deserto à volta produz.


Em Janeiro de 2008, Masdar irá acolher a 1ª “World Future Energy Summit”, uma conferência que pretende apresentar caminhos para mudar o rumo ao crescente aquecimento global e à poluição.
 

Está prevista a inauguração da cidade de Masdar em final de 2009.


[artigo publicado no blog de Atelier Pedroso]

 


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publicado por Francisco Banha às 15:52
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Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009
o quinto combustível



Sabia que:

(i) neste momento, cerca de metade da electricidade dos EUA provém da queima do carvão, 20% da energia nuclear, 15% da queima de gás natural, 3% da queima de petroleo, 7% da energia hidráulica e 2% da queima de madeira e fontes de energia geotérmica, solar e eólica? E que a Franca obtém cerca de 75% da sua electricidade de centrais de energia nuclear?

(ii) Um barril de petroleo corresponde a 159 litros e os EUA consomem mais de 21 milhões de barris por dia? E que mais de metade dessa quantidade é importada? Em que desses 21 milhões cerca de 14 milhões destinam-se aos automóveis,camiões,aviões,autocarros e comboios? E ainda que os restantes 7 milhões sao usados no aquecimento dos edificios e no fabrico de químicos e plásticos?

(iii) 40% da energia consumida nos EUA sao utilizados pelos seus edifícios? E que estes utilizam 70 por cento da electricidade total? E que por causa destes dados o CEO da Duke Energy, Jim Rogers, chama à Eficiencia Energetica o "quinto combustivel" depois do carvão, do gás, das energias renováveis e da energia nuclear?

(iv) A construcao "verde" não é, necessariamente, produzirmos a nossa propria energia, com moinhos de vento e paineis solares, mas sim abordar o lado do consumo com projectos e engenharia realmente criativos, de forma a eliminarmos os desperdícios e a reduzirmos a utilização de energia.

Segundo Thomas L. Friedman, esta será a proxima Revolução Industrial e por isso incentivo todos aqueles que possuem projectos que possam contribuir para a criação e funcionamento desta nova realidade a não hesitarem em recorrerem ao capital de risco para os financiarem pois trata-se de um sector extremamente actractivo para os investidores como aliás o exemplo da Caixa Capital referido há poucos dias neste blog o pode confirmar.

--------------------

Sobre o mais recente livro de Thomas L. Friedman - "Quente, Plano e Cheio. Porque precisamos de uma revolução verde"

 

Depois do bestseller o “Mundo é Plano” neste seu novo livro, Thomas L. Friedman apresenta um olhar provocatório em relação a um dos maiores desafios que enfrentamos no mundo de hoje: a crise global do ambiente que está a afectar as nossas vidas, desde a alimentação até às florestas. Ao longo de 17 capítulos, este autor três vezes vencedor do Prémio Pulitzer, defende entre outros assuntos, que a revolução verde necessária não é comparável com nenhuma outra revolução a que o mundo já assistiu.




 



publicado por Francisco Banha às 21:22
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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008
Aumento de 41% nos investimentos em energias renováveis

 

"Os investimentos mundiais em energias renováveis aumentaram 41% no ano passado, para mais de 117,2 mil milhões de dólares (79,367 mil milhões de euros), segundo um estudo da consultora New Energy Finance."

 

"A energia eólica recebeu a maior fatia de investimentos, de 16,800 mil milhões  de euros, enquanto os biocombustiveis registaram um aumento de 30 por cento,  aquém do aumento de 171 por cento entre 2005 e 2006."

 

in Jornal de Negócios Online.



publicado por Francisco Banha às 12:06
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