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Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
Sobre "O Triplo Conflito"

O meu caro amigo António Neto da Silva lançou o livro “O Triplo Conflito”.
Na base desta obra, estão os três vectores que, na sua opinião, irão definir uma nova ordem mundial: Globalização, Fundamentalismo Islâmico e Desenvolvimento Sustentável.
 
O raciocínio inovador de interligar estes três temas - que António Neto da Silva encarou como uma "obrigação inalienável" -, procura demonstrar que não será o fundamentalismo Islâmico a impedir o processo de globalização, mas a “responsabilidade de manter a vida na Terra” a transformar os valores de competitividade. Mas, “não se enganem os leitores dizendo que este raciocínio é mais um grito alarmista…”
 
Uma obra que, nas palavras de Ernâni Lopes, autor do prefácio, “havemos de aproveitar em termos de profundidade de conhecimento e de grau de consciência – e, certamente, de agradecer no presente e de fazer frutificar no futuro”.



publicado por Francisco Banha às 17:02
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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007
Lufada de ar fresco

Em período pré-eleitoral, a organização patronal francesa MEDEF (Mouvement des Entreprises de France) lançou o livro "Besoin d’air" ("Necessidade de ar"), onde descreve os principais problemas da economia francesa e aponta soluções para o seu crescimento sustentável.

 

Saiba mais em  http://www.besoindair.fr/



publicado por Francisco Banha às 11:29
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007
A duas velocidades

 

 

Em 2015, a Região da Grande Lisboa vai concentrar 45,3% do total da população portuguesa, tornando-se na terceira maior capital metropolitana da UE, a seguir a Londres e Paris. 

 

As previsões são de um estudo da ONU, “Prospectivas de Urbanização do Mundo”, segundo o qual a capital portuguesa verá aumentar a sua população de 3,8 milhões no ano 2000 para 4,5 em 2015. A Área Metropolitana do Porto também vai crescer em termos demográficos, com 23,9% do total da população portuguesa em 2015. Nas zonas rurais permanecerá apenas 22,5% da população e nas restantes áreas urbanas 8,3%.

 

A excessiva concentração de pessoas e actividades – capazes de gerar inovação e investimento – nas grandes metrópoles contrasta, assim, com a secundarização do papel das cidades médias e a desertificação do interior rural.

 

Os dados trazidos por este estudo vêm contrariar a tendência desejada e as práticas públicas dos últimos anos, no sentido de corrigir as carências dos meios mais pequenos. O desenvolvimento de infra-estruturas de transporte e grandes superfícies comerciais, o papel das Universidades e Institutos Politécnicos e iniciativas políticas como as “Cidades e Regiões Digitais”, “Acções Inovadoras de Base Regional” e "Pólos de Competitividade e Tecnologia" são alguns exemplos.

 

Com base no Jornal de Negócios

 

 

 

 



publicado por Francisco Banha às 15:36
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007
Gestoras de fundos preocupadas com questões ambientais

Com as alterações climáticas e a subida dos preços das matérias-primas nos últimos anos – e as preocupações que daí advêm –, há cada vez mais pessoas que só investem em empresas que promovam a sustentabilidade.

 

Consequentemente, surgem fundos direccionados para os sectores ligados ao ambiente e com grande potencial de desenvolvimento. O último a chagar a Portugal é o Parworld Environmental Opportunities, do BNP Paribas Asset Management, que aposta nas energias renováveis, água e resíduos. O fundo, lançado em Maio do ano passado, está à venda apenas para clientes institucionais e de private banking, mas em breve estará disponível nos canais de retalho normais.

 

Do sector ambiental fazem parte cerca de 420 empresas cotadas no mundo – geralmente pequenas e médias empresas – e o seu valor de mercado supera os 120 mil milhões de euros (de acordo com dados da Impax de Abril de 2006).

 

Com base no Jornal de Negócios

 

 



publicado por Francisco Banha às 12:11
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007
Para racionalizar o consumo de energia eléctrica

A Union Fenosa vai desenvolver um programa para promover a eficiência energética em Portugal.

O plano engloba um conjunto de sete medidas – divididas entre os segmentos de mercado dos consumidores domésticos e das empresas –, que foram aprovadas pela ERSE no âmbito do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica (PPEC).

 O objectivo é, portanto, o de fomentar a utilização racional da energia eléctrica e dos recursos a ela associados.

 

Para saber mais consultar o Portal ERSE

Com base no Jornal de Negócios



publicado por Francisco Banha às 10:49
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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007
Portugal tem falta de energia!

Há cerca de trinta anos atrás, o Presidente Francês, Giscard d´Estaing criou o slogan: “Na França não temos petróleo, mas temos ideias” com o propósito de fortalecer o ego dos seus cidadãos motivando-os a enfrentarem os tempos difíceis que se encontravam a atravessar, em consequência dos elevados preços a que na altura se transaccionava o designado “ ouro negro”.

Ora, constatando-se que Portugal, volvidas longas décadas desde então, continua a depender, em larga escala, das importações de gás e de petróleo para fazer face às suas necessidades actuais de consumo, faria porventura sentido promover junto da Sociedade portuguesa um Slogan com aquela abrangência, pois apesar da questão energética ser frequentemente debatida pelos nossos “media” o facto é que não encontro fundamentos que me levem a acreditar que existe por parte dos nossos concidadãos uma tomada de consciência acerca da fragilidade do nosso modelo de desenvolvimento.

E esta constatação assume particular relevância se considerarmos as iniciativas que a este nível estão a ser criadas ao nível da Comissão Europeia e de cada país membro. Em Portugal, por exemplo, têm sido anunciados programas que totalizam mais de 14 mil milhões de euros que visam a multiplicação do uso das energias alternativas, a redução do consumo ou o apoio a novas tecnologias que permitam um baixo nível de emissões de carbono.

Todavia, e apesar dos desafios que se colocam actualmente a nível europeu e mesmo mundial, fazerem antever a necessidade do aparecimento de empresas e empreendedores,  no sector da Energia, que criem, comercializem e utilizem tecnologias de energia emergentes numa grande variedade de segmentos de indústria que vão desde a energia renovável, células de combustível, tecnologias de armazenamento de baterias e energia, sistemas de geração de energia distribuída, software, sensores e controlos, e até a gestão de rede/melhoramentos de interacção, quedará, então, averiguar: Onde estão os Empreendedores que se encontram a desenvolver em Portugal uma nova tecnologia no sector da energia?

É sabido que existem algumas tentativas na área dos painéis foto-voltaicos (módulos, componentes e instalação), das baterias (endereçadas à informática móvel, instrumentos médicos e outras aplicações “sem energia eléctrica”) e nos domínios tecnológicos ligados à produção, ao controlo de stocks e à distribuição de energia, contudo, e pelo que me é permitido observar, estas Start-ups têm dificuldade em passar do estado de gabinete de estudo para as fileiras das empresas bem sucedidas. Será porque continuamos sem saber transferir eficazmente uma tecnologia de pesquisa pública para uma exploração comercial? Será porque a investigação no sector energético é hoje completamente monopolizada pela EDP e pela GALP, a exemplo do que aconteceu no sector das Telecomunicações até ao momento em que a tecnologia sobre “IP” começou a abanar os alicerces dessa Indústria? Será porque o Estado não dá o exemplo, adiando o lançamento de concursos públicos para melhoria da eficiência energética dos seus edifícios e meios de transporte não apadrinhando no terreno os projectos de investigação de forma a dar-lhes visibilidade?

Do lado dos Operadores de Capital de Risco seria interessante saber porque motivo os seus Fundos apenas  destinam a este importante sector de actividade montantes da ordem dos 9 milhões de euros – números do 1º semestre de 2006 ainda assim superiores aos apenas 1.8 milhões de euros obtidos em 2005.
 Seria, igualmente, importante esclarecer porque razão as empresas e as SCR portuguesas a actuar neste sector não se fazem representar nos grandes eventos internacionais onde se debatem estes temas, como por exemplo o “European Energy Venture Fair” que se realiza, desde 2002, em Zurique, com o objectivo de aproximar investidores a empreendedores, tendo em vista identificar as tecnologias que formarão amanhã a base do nosso sustento energético?
Naturalmente que, por parte das empresas a actuar neste sector, não faltarão respostas para justificar tal factualismo, nomeadamente a falta de meios, cultura tecnológica, domínio do inglês e tantos outros obstáculos que condicionam uma participação activa em Eventos que são dos poucos meios que podem assegurar a notoriedade e as conexões indispensáveis à ultrapassagem das diversas etapas, que se encontram subjacentes ao desenvolvimento de um negócio.

Por sua vez, os Investidores dir-me-ão que tal é devido à excessiva concentração na maioria dos mercados europeus, à falta de vontade política para a entrada de novos operadores e à opacidade na informação, que vicia os sistemas de fixação de preços, congelam o mercado, diminuindo significativamente as suas perspectivas de saída e consequente realização das mais valias que fazem atrair os fundos a esta Indústria.

Porém, esta visão comummente partilhada por todos os actores a actuar neste sector, não passa a meu ver, de uma visão incipiente que ignora as virtualidades dos empresários portugueses que em nada ficam aquém dos seus homólogos europeus. Certamente que esta minha afirmação apenas surtirá efeito nos leitores que se assumam como empresários empenhados que lutam por fazer singrar os objectivos que afincadamente perseguem. E quanto a estes, não hesitarei em apelar à indispensável preserverança que os levará seguramente aos seus destinos, pese embora os contratempos existentes.
Denote-se, como factor abonatório ao desenvolvimento deste sector, os inúmeros investimentos que a Apax Partners, Wheb Ventures, Scottish Equity Partners, Iti  Energy, Atmos, Hydro Technology Ventures, Bankinvest New Energy Solutions, ArcLight Energy Partners, Corpfin Capital, Impala Capital e a AC Infraestructuras, têm vindo a realizar em empresas que apresentam soluções inovadoras, para nichos de mercado ainda não explorados no sector energético, o que faz antever a obtenção de excelentes retornos financeiros nesta classe de activos emergente.

A latere, sublinhe-se o bom augúrio anunciado pelo crescimento continuado da energia não poluente, uma vez que segundo as investigações da “Clen Edge”, os mercados para (i) os Painéis fotovoltaicos solares irão crescer de $7,2 mil milhões em 2004 (comparado com $4,7 mil milhões em 2003) para $39,2 mil milhões em 2014 (ii) as novas instalações de energia eólica estão projectadas para se expandirem de $8 milhões em 2004 (idêntico a 2003) para $48,1 mil milhões em 2014, enquanto que (iii) as células de combustível e hidrogénio distribuído estão projectadas para crescerem de $900 milhões (numa fase inicial para contratos de investigação, demonstração e unidades de teste) para $15,1 mil milhões na próxima década.

Depois de visto (mais) panoramicamente o mosaico de oportunidades que se profetizam neste sector em termos globais, facilmente se conclui que a questão energética continuará a assumir uma grande importância nos anos vindouros, porventura marcada por um choque entre os antigos modelos monopolísticos e a emergência de numerosos mercados locais, mais diversificados e mais rentáveis.
Quanto a Portugal, é manifesto o seu atraso relativamente a este movimento global. E, enquanto assim for, restar-nos-á continuar a admitir que Portugal tem falta de Energia!

Artigo publicado no Diário Económico de 8 de Fevereiro de 2007, na qualidade de Vice-Presidente do Forum para a Competitividade



publicado por Francisco Banha às 11:31
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