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Segunda-feira, 7 de Junho de 2010
Especialistas dizem que gestão de resíduos é uma das áreas ambientais mais desenvolvidas do país

Partilho convosco o artigo que saiu no Público no dia 5 de Junho acerca do desenvolvimento da área de gestão de resíduos no nosso país. Uma notícia tão surpreendente quanto motivadora e, não posso deixar de mencionar que a GesEntrepreneur, uma das empresas do Grupo Gesbanha, ministra formação  em gestão de resíduos e empreendedorismo nas escolas das Terras de Sicó.

 

“A gestão de resíduos é uma das áreas do Ambiente mais desenvolvidas em Portugal que, nos equipamentos eléctricos e electrónicos, está mesmo entre os cinco países da União Europeia mais eficientes na recolha e valorização, segundo dois especialistas.


A propósito do Dia Mundial do Ambiente, que hoje se assinala, a presidente da Quercus, Susana Fonseca, disse que, na área dos resíduos, foram “dados alguns passos em termos de conseguir resolver problemas de lixeiras e passar a ter aterros, embora também sejam um problema, e de apostar na reciclagem”.

 

O director geral da Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos (Amb3E), Fernando Lamy da Fontoura, defendeu que, no fluxo específico de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, “Portugal está entre os cinco países mais eficientes na recolha e valorização de resíduos da União Europeia”.

 

Em todos os aspectos do Ambiente “tem havido um avanço muito significativo. A parte dos resíduos, e em particular os fluxos especiais de resíduos, tem sido o sector que mais evolução tem tido no país”, salientou.

 

O responsável chama, no entanto, a atenção para a dificuldade de fazer comparações, já que “o desenvolvimento económico dos países é diferente. Para um sueco recolher quatro quilos por habitante e por ano é muitíssimo fácil porque eles até já estão a recolher 20 quilos. [Os romenos] nem colocam no mercado quatro quilos por habitante e por ano”.

 

A situação não é a mesma para todos os tipos de recolha e “há outros resíduos em que estamos mais atrasados, [como os] resíduos orgânicos urbanos, o seu tratamento está a melhorar muito todos os anos, mas ainda não nos podemos comparar com os países mais desenvolvidos da Europa”, salientou Fernando Lamy da Fontoura.

 

Susana Fonseca explicou que, a partir do exemplo da Sociedade Ponto Verde, que promove a recolha selectiva, a retoma e a reciclagem de resíduos de embalagens, foram criados vários fluxos, o que “ajuda a resolver a forma como é gerido o resíduo”.

A componente prevenção não registou os mesmos avanços que o tratamento de resíduos, alertou a presidente da Quercus. No Ambiente, “na origem de grande parte dos problemas de hoje [está] a questão da produção e consumo, ou seja, a forma como produzimos, sem respeitar a biodiversidade, e os recursos que gastamos”, defendeu, especificando que problemas como as alterações climáticas, a produção de resíduos ou as questões relacionadas com a água estão associados àqueles comportamentos.

 

Já para Fernando Lamy da Fontoura, os objectivos relacionados com o consumo de energia ou com a tentativa de evitar o desperdício energético não estão a ser concretizados da mesma forma que na área dos resíduos. “Fala-se muito, mas ainda se têm conseguido poucos avanços. O desperdício é brutal no consumo de energia e isso vai sair-nos muito caro, particularmente em Portugal, onde fontes energéticas são tão escassas, temos sol e vento e mais nada”, disse o director geral da Amb3E”, salientando que “é uma matéria em que ainda há tanto para fazer”.


In Público, 05/06/2010

 

 



publicado por Francisco Banha às 11:02
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
Gapminder- estatísticas para a compreensão do mundo

O Gapminder é uma organização sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento sustentável global através de estatísticas e outras informações relevantes sobre desenvolvimento social, económico e ambiental aos níveis local, nacional e global.

 
Assume-se como um “museu” moderno que tem como objectivo tornar o mundo compreensível através da utilização da internet.
 
O Gapminder nasceu na cidade de Estocolmo em 2005 pela mão de Ola Rosling, Anna Rosling Rönnlund and Hans Rosling e, mesmo estando registado como Fundação, não cede qualquer tipo de empréstimos. É uma fundação que fornece serviços, através de projectos colaborativos com universidades, agências da ONU, organismos públicos e organizações não-governamentais.
 
O Gapminder pretende ser, nas palavras dos seus fundadores, um “fact tank” que incite a uma visão do mundo baseada em factos (estatísticos) concretos.
 
Consulte o site em: http://www.gapminder.org/


publicado por Francisco Banha às 11:51
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
Negócio Social- uma via para o desenvolvimento

Muhammad Yunus, o economista que criou o conceito de microcrédito, sempre defendeu o empreendedorismo como meio de obtenção de necessidades básicas e para isso, fundou o Banco Grameen. Agora a sua aposta vai para o denominado “negócio social”, que se tem subjacente o altruísmo e os direitos humanos.

Parcerias, criatividade e amor ao próximo são os valores que norteiam o modelo de Yunus que leva a novas soluções no acesso à alimentação, água potável, saúde, educação, habitação, entre outras problemáticas sociais e ecológicas. A actual crise económica e ambiental, para o Nobel da Paz, inspira um novo paradigma e constitui-se numa oportunidade para educar de forma diferenciada as gerações vindouras.

O conceito de negócio social assenta no binómio do empreendedorismo e da responsabilidade social das organizações sem fins lucrativos, tendo como objectivo geral a resolução de problemas. É um negócio gerador de lucro, não necessariamente com uma margem de 20%, mas um lucro que implique que as pessoas beneficiadas possam aceder a alimentação, educação, água, energia, cuidados de saúde.

O modelo de negócio social é em si uma inovação social, pois trata-se de um negócio cujo foco é a resolução de necessidades básicas, sejam desemprego ou habitação. Numa empresa convencional, poderá haver um pequeno departamento de ajuda social ou ambiental, sem uma orientação geral para o lucro. Coloca-se a capacidade tecnológica ao serviço dos problemas sociais e com isso, pode-se obter lucro e a satisfação plena do empreendedor.

Yunus exemplifica com três negócios sociais de sucesso, apesar de, como salienta “o sucesso não deve ser medido num ou dois anos, mas num prazo mais alargado. Posso dizer que estamos no bom caminho.” Existe em negócio social no Bangladesh que consiste no fabrico de iogurtes altamente nutritivos, sendo que se educa a população para os adquirir e assim alimentar as suas crianças; existe uma outra empresa que está a criar um sistema de fornecimento pago de água, para evitar que a população faça a recolha gratuitamente no rio, o que não é sustentável ambiental e socialmente; Yunus e a sua equipa estão igualmente a constituir uma escola de enfermagem para jovens mulheres, com a finalidade de reforçar a resposta a cuidados de saúde e, em simultâneo, contribuir para a emancipação destas jovens. O denominador comum a estes negócios sociais é a sua auto-sustentabilidade e a sua independência face ao Estado.

O empreendedorismo social nas escolas deve estar, assim, cada vez mais presente nos currículos, tal como a GesEntrepreneur antecipou e já promove a nível do ensino secundário: “Quando falo com estudantes, mostram-se excitados com esta ideia”. Yunus frisa que tem de se incutir aos jovens que ser bem sucedido não é apenas ter um emprego, uma posição de topo da hierarquia e ganhar um chorudo ordenado mensal. Afinal, todos devemos querer deixar algo de marcante no mundo!

A interligação é evidente: o microcrédito é uma das formas de financiamento de negócios sociais. Passa a haver os business angels do negócio social, isto é, investidores que ajudam os empreendedores a levar a termo as suas brilhantes ideias, que resolvem problemas concretos do nosso mundo.

O funcionamento seria simples e lança-se o repto... Numa cidade como Lisboa ou mesmo Oslo- que é uma cidade rica- duas ou três pessoas poderiam juntar-se e pensar em ideias de negócio social que retirem as pessoas à pobreza ou que evitem somar mais problemas ambientais. A sua criatividade poderia ser premiada com um (micro)empréstimo que alavancasse a seu negócio social. O foco do negócio social nunca seria a ambição de se ficar mais rico, mas a aplicação do lucro para expandir o negócio, empregando mais colaboradores e colocando novas sinergias em acção para a solução de problemas concretos. No fim de contas, “todos querem deixar a sua assinatura no planeta”.

Muhammad Yunus nasceu em Chittagong, no Bangladesh em 1940 e licenciou-se emEconomia na Universidade de Daca. Concluiu o seu doutoramento na Universidade de Vanderbilt, nos EUA. Fundou o Banco Grameen em 1983 com 27 dólares e a ajuda dos seus alunos. Em 2006 foi Prémio Nobel da Paz e em 2009 recebeu, do Presidente Barack Obama, a Medalha da Liberdade.

FONTE: Visão

 



publicado por Francisco Banha às 17:00
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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009
4º Fórum do Desenvolvimento Económico de Penela

Foi com grande prazer que voltei a estar em Penela, no passado dia 14, no apoio à Organização do 4º Fórum do Desenvolvimento Económico. De facto trata-se para mim de um grande privilégio poder colaborar com um dos Autarcas mais Empreendedores que temos no nosso País, o Engº Paulo Júlio. De facto poucos responsáveis, tem assumido com verdadeira Paixão os benefícios associados à existência de uma Cultura Empreendedora, a nível local e regional, e muito menos a conseguiram implementar com a determinação, persistência e criatividade com que o Eng Paulo Julio o tem vindo a fazer não só no Concelho de Penela mas em toda a Região das Terras de Sicó, sendo por isso um excelente exemplo de boas práticas para outros Concelhos e Regiões que só agora estão a lançar as primeiras "sementes" do empreendedorismo.

 

 

O privilégio de ter acompanhado as diversas iniciativas Empreendedoras levadas a cabo pelo Eng Paulo Julio (na foto) e a sua capacidade de  dirigir e liderar- assente numa adequada visão,  motivação e valores - é algo do qual muito me orgulho e por isso não podia deixar de me associar a este Evento que ano após ano vem fazendo a diferença quer pelo nível dos Oradores presentes quer pela pertinência e actualidade dos temas que nele se discutem.

 

Recordo também, ainda a propósito da minha participação no citado Evento,  parte da mensagem que me foi enviada pelo assessor do Presidente Paulo Júlio, o Dr Pedro Ferreira, a qual reflecte bem o espírito com que esta “nobre gente” desenvolve as suas actividades:

 

“Nada se faz sem apoio, sem recursos e sem crédito. Desses três elementos, o mais cruel de se conquistar é o crédito. Não um crédito bancário, mas um crédito que vem da confiança depositada numa organização. Um crédito que não é quantificável, mas pode ser avaliado quando percebemos os resultados conquistados por um evento como o Fórum de Desenvolvimento Económico.

Resultados que vão muito além do número de participantes nesta actividade. Resultados que tocam corações ao proporcionarem um espaço de crescimento pessoal e institucional. Espaços de troca de conhecimentos e experiências de pessoas comprometidas em cooperar com o desenvolvimento sustentável de um território.

 



publicado por Francisco Banha às 13:17
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