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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010
Ser Empreendedor

 

Existe um conjunto de cidadãos portugueses que não se resignam, com o estado actual do nosso País, e continuam a lutar, através dos meios que têm ao seu alcance, para que o futuro possa ser diferente, para bem de todos nós. Uma das pessoas que eu mais admiro neste tipo de iniciativas é o Professor do Colégio Vasco da Gama, Vitor Hugo, o qual ano após ano continua a influenciar positivamente os seus alunos através da promoção de actividades que os fazem obrigar a sair da sua zona de conforto conforme poderemos confirmar com o texto que os citados alunos me fizeram questão de dar a conhecer e que não poderia deixar de partilhar convosco.

 

Para o meu amigo Vitor Hugo os votos sinceros para que nunca resigne aos seus ideais pois os seus Alunos nunca deixarão de reconhecer o quanto foi importante para eles a sua visão e determinação, a exemplo do que acontece com o meu filho o qual imensas vezes se lembra de si quando é confrontado com situações da sua vida pessoal e profissional.

 

 

SER EMPREENDEDOR

Começou o ano lectivo 2008/09. Estávamos no 8º ano e, numa das nossas primeiras aulas de Área de Projecto, o professor Victor Hugo apresentou-nos um projecto bastante atractivo: um pequeno espaço escondido atrás dos campos de ténis do colégio pareceu o sítio ideal para a construção de um Museu Rural. Porque não sermos nós a fazê-lo?


 Avançámos então com o projecto, fazendo planos para o futuro do museu. Lembrámo-nos de usar a velha carroça e o arado há muito a ganhar pó na equitação. Renovámos então as peças, mas continuava a faltar alguma coisa.


Foi então, que o professor Victor Hugo nos falou de uma loja a caminho da Ericeira que vendia animais em fibra de vidro. A ideia era usá-los também como complemento ao nosso museu rural, mas havia um pequeno senão: o dinheiro. O que fazer para conseguir o dinheiro para a compra?


Pusemos as nossas vinte e seis cabeças a pensar e lembrámo-nos de fazer uma feira e como estávamos perto da data fizemo-la no São Martinho.


Cachorros-quentes, bebidas, gomas, bolos, chupa-chupas… E era sucesso garantido se houvesse alguns jogos à mistura.
Dividimos a compra dos produtos por todos e distribuímos os diferentes cargos por toda a gente.


Chegado o dia da feira, fomos arranjar o espaço da venda. Organizámos duas filas para o pré-pagamento e levámos tudo para lá. Dispusemos as coisas pelas mesas de pingue-pongue, para que pudessem estar à vista de todos.


Tocou. Logo uma multidão correu na nossa direcção e deitámos mãos à obra: uns atendiam, outros tratavam do dinheiro, outros ainda, faziam cachorros e o resto entregava a comida. Ao mesmo tempo, alguns de nós entretinham a multidão com jogos.
Ao fim do segundo dia e de vários intervalos caóticos, juntamos aproximadamente quinhentos euros de lucro.
Correu tudo muito bem, excepto um pormenor: o dinheiro não chegava.


Um bocado desapontados, mas ainda assim contentes com o sucesso, a nossa teimosia levou a melhor e resolvemos organizar outra feira.
Desta vez foi no Carnaval. Como tudo tinha corrido tão bem, resolvemos fazer tudo da mesma maneira. O mesmo lugar, os mesmos produtos, as mesmas pessoas, etc.


Para ao mesmo tempo podermos festejar o Carnaval, viemos todos vestidos de cozinheiros, e como o tema do dia era “Padres e freiras”, pendurámos uma grande faixa por cima da venda a dizer: “Rezando e cozinhando a fome vamos matando”.

 

 


Mais uma vez, tivemos muito sucesso. Tanto ou mais do que na primeira venda. Ao fim de dois dias, e feitas as contas, obtivemos de lucro seiscentos euros. Já tínhamos o dinheiro quase todo. Havíamos conseguido mil e cem euros, mas ainda nos faltavam cerca de duzentos euros para comprar uma vaca e um burro em fibra de vidro.


Foi então que, com o jeito de negociar do professor Victor Hugo e com a generosidade do Sr. António Fausto (proprietário da loja da Ericeira), conseguimos uma vaca, um vitelo e um burro pelos mil e cem euros!


Uns dias mais tarde, o nosso empreendimento deu frutos: os nossos animais tinham chegado! Fizemos então uma “cerimónia de inauguração” no local do museu. Presenteámos o Sr. António Fausto com uma garrafa de vinho e um postal pela grande ajuda que nos deu.


Este empreendimento, apesar do esforço que tivemos de fazer, valeu muita a pena, pois conseguimos concretizar o nosso projecto e tornar aquele pequeno espaço num verdadeiro Museu Rural.

 

A todos os que nos ajudaram a tornar este projecto possível, o nosso OBRIGADO!


O actual 9ºE,

Colégio Vasco da Gama, Ano lectivo 2009/2010

 



publicado por Francisco Banha às 09:55
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1 comentário:
De Ana Magalhães a 16 de Agosto de 2010 às 01:11
Em nome de todos os alunos que participaram neste projecto, agradeço a divulgação do mesmo.
O espírito criativo e inovador que nos foi incutido ao longo da nossa formação no Colégio Vasco da Gama, possibilitou-nos colocar em prática quaisquer ideias empreendedoras.
Foi muito importante para todos nós a oportunidade de presentear o nosso Colégio com esta obra, que perdurará com o passar do tempo.

Ana Magalhães, 9ºE (2009/10)



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