6 comentários:
De Anónimo a 18 de Agosto de 2009 às 02:00
Caro Francisco Banha,
não sou de todo entendida nesta linguagem financeira, sei que tenho um projecto inovador que me lancei nele, sei que vai por portugal na vanguarda do mundo cientifico. Porque é tão inovador e revolucionário, também mexe com muitos interesses instalados. Tudo isto associado à crise, não imagina como tem sido dificl. Tenho batido a todas as portas. Mas a resposta é sempre a mesma: pois se não estivesse com essas dividas, ainda arriscava (estamos a falar de valores irrisórios para o mundo empresarial).
Onde é que está afinal assumir o risco?
Tenho procurado por todos os meios arranjar um busines angel. É a situação que mais interessa. Mas a resposta é a mesma. Mas a resposta é do mesmo género.
Veja este blog
http://cappa-postura-dtm-oclusao-dislexia.blogspot.com/
Veja o que escreve o professor Viana Queirós quando diz: "Uma proposta minha para a criação de uma Secção de Reumatologia na MIG foi derrotada, em votação com o braço no ar, com o argumento de que eu era demasiado jovem. Tinha 33 anos de idade e não me esqueço dos opositores à minha proposta."
Com mais dificuldade sei que vou vencer e também daqui por anos hei-de dizer àqueles a quem um dia pedi ajuda que não me esqueci deles!!!!
Cumprimentos
Maria José Carrilho


De Paulo Gomes a 17 de Agosto de 2009 às 23:03
Caro Francisco Banha,

Infelizmente, na minha perspectiva, tem toda a razão no que diz: capital de risco para seed capital é mentira.

Na minha experiência de tentar colocar uma spinoff de uma Universidade a andar, o contacto com o único programa do governo para o efeito (pelo menos que eu tenha conhecimento) foi uma perfeita desilusão: queriam que passasse um cheque em branco por 45K euros. Basicamente fiquei com aversão a CR e achei que de nada era valorizado a capacidade empreendedora de pessoas dispostas a correrem riscos para levarem uma ideia à prática.

Acho que as pessoas à frente desse fundo não estão a ver a perspectiva de uma faixa de pessoas com um grande potencial de ideias que estão nas universidades e que não são nada encorajadas a arriscar fora do mundo académico.

Um Abraço e continuação do Bom Trabalho,

Paulo Gomes


De Raul Mota a 15 de Agosto de 2009 às 22:45
Caro Francisco Banha,
Parabéns mais uma vez, pela seu artigo, como conhecedor (dos poucos deste país), da realidade do CR em Portugal.
Infelizmente, as entidades responsáveis neste país, pelo desenvolvimento destas iniciativas, mostram-se por sistema autistas, em relação a quem sabe na prática e por experiência, de quanto é importante para o nosso país o desenvolvimento de novos projectos, geradores de emprego e capacidade empreendedora.
Falo com experiência própria, da ineficiência e má gestão de quem é responsável , pelo acompanhamento e apoio a estes projectos.
Infelizmente em Portugal (independentemente das forças políticas governantes), o apoio ao investimento, não passam de slogans eleitoralistas.
Felizmente, há pessoas com o Dr. Francisco Banha, que com provas dadas, neste sector não se coíbe a pôr os pontos nos ii`s , doa a quem doer.
Bem haja.
Raul Mota


De JOSE CARLOS GRAÇA a 15 de Agosto de 2009 às 01:30
Caro Francisco,

Em Portugal existe efectivamente CR mas para projectos de Early Stage . O que me parece ser efectivamente o papel da capital de risco.
Para Start Ups o IAPMEI tem excelentes ferramentas de financiamento através do FINICIA .

Considero que cabe aos Business Angels entrar na fase de start up devido aos baixos montantes normalmente envolvidos . Outro problema gritante é a falta de experiencia e conhecimento por parte dos promotores. Montar uma empresa não é uma brincadeira nem uma experiencia, é uma coisa seria aonde se pode ganhar e perder dinheiro.

Os Business Angels tem um papel fundamental no preenchimento das lacunas dos promotores. O dinheiro por si só não resolve o problema, temos
que meter mão na massa.

Gostaria de ver os Business Angels mais activos.

Para finalizar gostava de citar uma frase do nosso amigo EINSTEIN com um toque pessoal:

Imaginar é fácil , difícil é fazer mas vender ainda é mais difícil

Um abraço,
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Caro Francisco, <BR><BR>Em Portugal existe efectivamente CR mas para projectos de Early Stage . O que me parece ser efectivamente o papel da capital de risco. <BR>Para Start Ups o IAPMEI tem excelentes ferramentas de financiamento através do FINICIA . <BR><BR>Considero que cabe aos Business Angels entrar na fase de start up devido aos baixos montantes normalmente envolvidos . Outro problema gritante é a falta de experiencia e conhecimento por parte dos promotores. Montar uma empresa não é uma brincadeira nem uma experiencia, é uma coisa seria aonde se pode ganhar e perder dinheiro. <BR><BR>Os Business Angels tem um papel fundamental no preenchimento das lacunas dos promotores. O dinheiro por si só não resolve o problema, temos <BR>que meter mão na massa. <BR><BR>Gostaria de ver os Business Angels mais activos.<BR><BR>Para finalizar gostava de citar uma frase do nosso amigo EINSTEIN com um toque pessoal: <BR><BR>Imaginar é fácil , difícil é fazer mas vender ainda é mais difícil <BR><BR>Um abraço, <BR><BR class=incorrect <a name="incorrect">Jose</A> </A>Carlos Graça <BR><BR>


De António Sousa Mendes a 14 de Agosto de 2009 às 12:56
Caro Francisco Banha,

Sou um seguidor anónimo do seu trabalho desde 2005 e felicito-o pelas suas iniciativas e por colocar os pontos nos iis. Creio que em Portugal abundam os pseudo empreendedores e pseuso empresários pois são raros aqueles que actuam sem ter a expectativa de um subsídio, de um apoio, ou de uma mãozinha do Estado. Na minha modesta opinião a solução não está no Estado (que aliás tem as costas largas) e quando muito podemos e devemos exigir que haja regras claras e duradouras que evitem oportunismos e fomentem o empreendedorismo e os empreendedores de corpo e alma. Entretanto penso que há uma massa de quadros e técnicos anónimos que podem ser mobilizados para o investimento nas start-ups portuguesas. Espero em breve poder desenvolver e apresentar-lhe pessoalmente esta ideia. Bom trabalho e boas férias (se for o caso).
ASM


De Miguel AIres a 13 de Agosto de 2009 às 12:07
Amigo Francisco Banha,

"Contra factos, não há argumentos"... o CR em Portugal "não existe", pura e simplesmente! Sobretudo na vertente de "Seed" e "Start up".
Não creio que alguma vez tenha tido hipóteses de vingar; nem que venha a ter. Portugal não tem nem dimensão nem cultura que o permita, infelizmente. E nada se faz para mudar, pelo menos a cultura.
Em Portugal, o CR deste tipo (Seed e Start Up) só poderá e deverá ter um único "patrocinador": o Governo. Canalizar 2 ou 3 centenas de M€ para investir nesta área, geridos por uma equipa capaz, ágil, que soubesse munir-se de condições para validar tecnológicamente as candidaturas, só poderia ser uma boa aposta!
Infelizmente, as poucas entidades de capitais públicos criadas para esse efeito, são precisamente as menos capazes de o fazer.
Fogem deste tipo de investimentos "como o diabo da cruz".
Eu acredito que se pode mudar esta situação!
Há que concentrar esforços nesse sentido!

Abraço,
Miguel Aires


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