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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009
pergunta aberta
Gostaria de desafiar os leitores deste blog com uma questão que me preocupa face ao actual período conturbado de crise:

O que mantém uma empresa coesa nos tempos conturbados em que vivemos?

Deixe o seu contributo nos comentários.

Obrigado.



 



publicado por Francisco Banha às 02:34
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16 comentários:
De Pluz a 14 de Fevereiro de 2009 às 16:41
A Coesão de uma empresa está na valorização do capital humano. Uma permanente e motivadora comunicação. Saber-se dimensionar a cada momento e estar disponivel para a mudança.
PLuz
http://twitter.com/ZULP


De Francisco Banha a 9 de Janeiro de 2009 às 17:38
Novos comentários recebidos via Linked In:

"Nos tempos de crise económica é crítico que as empresas tenham equipas de pessoas motivadas e que se unem para em conjunto superarem as dificuldades enfrentadas pela crise económica. As empresas necessitam de sentir que podem contar com os empregados em momentos maus. Mas, as empresas também têm que saber compensar esses empregados em melhores alturas... "

Alexandre Tavares
Galp Energia

------------------------

"A coesão da equipa de gestão e a sua atitude determinarão o comportamento dos restantes colaboradores.
A liderança comunicativa e receptiva a feedback interno e externo mas, em simultâneo, firme e fiel a uma missão sem cair na demagogia de querer ser democrata sem mais."

Libório SIlva
Centro Atlântico

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"Em termos muito gerais direi que a coesão ou implicítamente o sucesso de qualquer empresa em particular em momento de recessão económica (diria que mais do que uma crise financeira e agora económica, vivemos numa profunda crise social e cultural), depende em termos resumidos de duas variáveis: parceiros da empresa (entenda-se, clientes, fornecedores, pessoal e bancos) e do Estado. Aliada a uma gestão com um minímo de bom senso (o que não existe como se vê em algumas instituições bancárias e não só...) o empresário tem algum poder para escolher e definir a primeira variável. O Estado é um mal com que temos de aprender a viver e sobre o qual nada podemos fazer (a não ser que estejamos na politíca ou tenhamos por lá um amigo ou familiar...).
A coesão resulta então da capacidade da empresa se redimensionar a cada momento do seu ciclo de vida, escolhendo os parceiros correctos, sabendo prever o futuro e se possível aplicar a tudo isto uma boa dose de diversificação, a começar pelo negócio em si mesmo."

Paulo Simões
Papelaria Fernandes

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"No nosso entender uma forte liderança. Tanto a nível de topo como a nível da área comercial para que a equipa não entre numa espiral descendente de confiança e fique de facto tudo perdido. "

José Almeida
Ideias e Desafios

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"Uma gestão adequada, um control rigoroso do cash flow e uma forte aposta na area comercial. "

José Carlos Graça
Netshop


De Joana Nóbrega a 9 de Janeiro de 2009 às 01:34
Neste momento em particular, mas noutros diria o mesmo, julgo ser fundamental ter uma enorme capacidade para explorar as nossas redes de contactos, mantendo e estabelecendo laços de confiança com as pessoas certas. O modo como cuidarmos dessa rede de contactos vai criar uma verdadeira diferenciação. Já não é só o conhecimento que conta, Know-How (que fazemos), mas a confiança, as amizades e as redes de relacionamento que criamos com clientes, potenciais clientes e todos os stakeholders , ou seja, o Know-Who (quem conhecemos).
O que é importante para uma empresa sobreviver com sucesso neste tempo, mantendo a sua integridade interna e mantendo-se apelativa para o exterior , é que além de utilizar tecnologia de ponta, deve igualmente, ter em atenção o modo como nutre e personaliza a sua rede de contactos pessoais e profissionais, criando laços de confiança.

Joana da Nóbrega Guilherme
GesEntrepreneur


De aninno a 8 de Janeiro de 2009 às 15:43
O denominador comum da maior parte dos post anteriores tem sido os "colaboradores", por exemplo: "a vontade e o ânimo de todos os colaboradores, que em conjunto atraves de pequenas coisas, fazem grandes coisas".

Pois a grande questão é como fazer para criarmos colaboradores que sejam impreendedores ": julgo que o caminho passa por complementa a formação técnica/especializada com o desenvolvimento pessoal, ie , a promoção do empreendedorismo espiritual e o desenvolvimento da inteligência espiritual.

Para além de colaboradores e gestores com pensamento de ordem superior (workshops ou aconselhamento em filosofia aplicada), para gerirmos situações de crise é fundamental um auto-conhecimento profundo.

"Crise", em caracteres chineses, significa perigo + oportunidade, ou seja um problema não é mais do que uma oportunidade para evoluirmos. Só o conseguimos se soubermos ler os sinais exteriores (daí a importância do investimento em formação/educação), mas também lermos os sinais interiores (desenvolvimento pessoal, auto-conhecimento , ...).

Termino com a máxima sempre actual do sábio e estratega chinês Sun Tzu (algures no sec . V ac ):

“Quem conhece o inimigo e se conhece a si mesmo, em cem batalhas nunca será derrotado.

Quem não conhece o inimigo mas de conhece a si mesmo, terá iguais probabilidades de vitórias e derrotas.

Quem não conhece o inimigo nem se conhece a si mesmo será derrotado em todas as batalhas”
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O denominador comum da maior parte dos post anteriores tem sido os "colaboradores", por exemplo: "a vontade e o ânimo de todos os colaboradores, que em conjunto atraves de pequenas coisas, fazem grandes coisas". <BR><BR>Pois a grande questão é como fazer para criarmos colaboradores que sejam impreendedores ": julgo que o caminho passa por complementa a formação técnica/especializada com o desenvolvimento pessoal, ie , a promoção do empreendedorismo espiritual e o desenvolvimento da inteligência espiritual. <BR><BR>Para além de colaboradores e gestores com pensamento de ordem superior (workshops ou aconselhamento em filosofia aplicada), para gerirmos situações de crise é fundamental um auto-conhecimento profundo. <BR><BR>"Crise", em caracteres chineses, significa perigo + oportunidade, ou seja um problema não é mais do que uma oportunidade para evoluirmos. Só o conseguimos se soubermos ler os sinais exteriores (daí a importância do investimento em formação/educação), mas também lermos os sinais interiores (desenvolvimento pessoal, auto-conhecimento , ...). <BR><BR>Termino com a máxima sempre actual do sábio e estratega chinês Sun Tzu (algures no sec . V ac ): <BR><BR>“Quem conhece o inimigo e se conhece a si mesmo, em cem batalhas nunca será derrotado. <BR><BR>Quem não conhece o inimigo mas de conhece a si mesmo, terá iguais probabilidades de vitórias e derrotas. <BR><BR>Quem não conhece o inimigo nem se conhece a si mesmo será derrotado em todas as batalhas” <BR><BR class=incorrect <a name="incorrect">Sun</A> </A>Tzu , “A Arte da Guerra”


De Karlos a 8 de Janeiro de 2009 às 12:24
A meu ver, a receita é sempre a mesma, estando ou não em crise/recessão.

Os gestores devem confiar nos seus colaboradores e não desconfiar.

Os gestores devem motivar os seus colaboradores e não desmotivá-los.

Os gestores devem transmitir e saber explicar que a situação económica/financeira está má, que é preciso mais esforço, que é preciso mais paciência ,que têm que existir contenção dos custos e dos ordenados. Mas também devem demonstrá-lo e dar o exemplo.

Os gestores devem promover o espírito de equipa e não o contrário.

Os gestores têm que ter tempo para estarem/falarem/partilharem com os colaboradores

Os colaboradores têm que ser profissionais,

Os colaboradores têm que pensar e agir como se a empresa também fosse deles.

Os colaboradores devem sempre expor as suas ideias juntos dos gestores( e os gestores tem que estar preparados para ouvi-las)

Os colaboradores têm que tentar sempre, serem os melhores nas suas áreas e nos trabalhos/projectos que desenvolvem.

Os colaboradores não devem estar á espera que a empresa lhes faculte/patrocine formação, têm que ser eles próprios a procurá-la. Têm que ler, têm que investigar, têm que estar informados, têm que eles próprios cultivarem o seu “conhecimento”

Por fim a Empresa deve criar objectivos comuns, fomentar o diálogo, democratizar/partilhar as decisões, ter abertura á crítica, em resumo ser uma empresa onde todos (colaboradores/clientes/gestores) gostem de estar.


De Renato Póvoas a 8 de Janeiro de 2009 às 11:32

Eu identifico aqui as 8 principais características para as empresas suplantarem esta tão badalada crise:

- Comunicação
- Criatividade
- Inovação
- Transparência
- Perseverança
- Diferenciação
- Posicionamento
- Visão estratégica

E nunca esquecer: em temos de crise, fecha-se uma porta, escancara-se uma janela!

Renato Póvoas


De Libório Manuel Silva a 8 de Janeiro de 2009 às 11:30
A coesão da equipa de gestão e a sua atitude determinarão o comportamento dos restantes colaboradores.
A liderança comunicativa e receptiva a feedback interno e externo mas, em simultâneo, firme e fiel a uma missão sem cair na demagogia de querer ser democrata sem mais.


De Francisco Banha a 8 de Janeiro de 2009 às 01:47
Não posso deixar de adicionar alguns comentários recebidos através da rede social Linked In:

"Penso que a comunicação entre os responsáveis e os seus colaboradores é muito importante.

Os colaboradores têm que perceber que os tempos são difíceis e os líderes devem-lhes saber explicar, com simplicidade, porquê.

Os colaboradores devem perceber que o facto dos clientes serem cada vez mais "chatos" é normal, principalmente numa altura difícil. Os responsáveis podem/devem explicar aos seus colaboradores (aos que não tenham ainda percebido) as dificuldades porque passam os clientes. Até porque não podemos deixar que os clientes se "chateiem" connosco, senão estamos todos mal.

Mas, a mensagem de responsabilidade, de pedido dum esforço continuado ou ainda adicional, deve ser acompanhada duma conclusão positiva, honesta e realista. Os colaboradores devem ser conscientes das dificuldades, mas apavorá-los e ameaça-los não vai contribuir para a coesão da equipa.

Sigamos o exemplo do Obama. Yes we can !!"

João Patrício dos Santos
Gesventure

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"A coesão de uma empresa está no capital humano que detém. Quem não valorizou esse capital vai passar um mau bocado.

Na minha opinião as empresas só se manterão coesas se conseguirem fazer o que está neste link."

http://www.slideshare.net/satanic/new-year-resolutions-2009-presentation-881490/

Lourenço Brito e Faro
Grupo Prime

-------------------------

"A vontade firme dos seus dirigentes e accionistas e a resiliência dos seus colaboradores."
Ilidio Serodio
PCG Group


De era_uma_vez um empreendedor a 7 de Janeiro de 2009 às 23:33
Concordo com os restantes participantes,

Uma liderança democrata (comunicativa) é fundamental para ultrapassar os tempos.

A liderança deverá ser capaz de explicar e democratizar as suas decisões, no fundo estará em causa o trabalho de todos. Se forem explicadas as dificuldades os colaboradores “irão saber vestir a camisola”. São neste tempos que devemos manter mais unidos.

Aproveito também para solicitar ao "Dono do Blog" para abrir mais o blog às participações.

Sendo o senhor o “pai do empreendedorismo em Portugal”, não lhe fica bem, criar tantas comunidades fechadas como por exemplo o grupos Business Angels, que parecem clubes de amigos investidores. A democracia gera valor e riqueza, é esse um dos valores do empreendedorismo.

Um admirador,


De André Mendes a 7 de Janeiro de 2009 às 21:20
Uma liderança em quem se confie, seria o factor que eu apontaria, se tivesse de escolher apenas um. Parece-me que, em tempos conturbados, um ou vários líderes capazes, à frente de um projecto, exercem forte influência junto dos restantes colaboradores - sobretudo em culturas como a portuguesa, em que há tendência para a centralização do poder.


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