Ainda na sequência do post anteriror, deixo-lhe aqui a caracterização do Business Angels Club (www.businessangels.pt), o 1º Clube de BA criado em Portugal.
Data de constituição: 1999
Membros iniciais: 15
Número de membros actuais: 60
Âmbito de actuação: a nível nacional
Perfil dos seus membros: 70% empresários e 30% gestores de empresas
Numero de operações realizadas pelos seus membros: 6
Clube nacional com maior número de operações concretizadas
- uma operação de alienação com sucesso: LUMA – Manutenção de Equipamentos Informáticos que um Business Angels do Clube alienou ao grupo Promosoft
- duas operações que foram descontinuadas: terranatal.com e bolsadecarga.net
- três operações em curso: Sociedade Panificadora Estrela S. Cristóvao ( indústria de panificação com localização no alentejo); Mirakon, SA ( software para optimização de processos de gestão industrial) ; CSX , SA ( desenvolvimento aplicacional de infra-estruturas ).
- duzentos e oitenta e cinco projectos recebidos em 2007. Dos quais 2 foram apoiados no presente mês de Julho : “ ORTIK” e o “EASY VIDEO” .Ver slides em anexo.
Primeiro clube de business angels português inscrito na EBAN
Clube fundador e presidente da direcção da FNABA - Federação Nacional das Associações de Business Angels
Principais questões sobre a actividade dos BA em Portugal:
- Quadro Fiscal Favorável: Em Inglaterra / Eua / França tem possibilidade de abater à matéria colectável 20 A 25% do valor dos investimentos efectuados em empresas em fases iniciais;
- Apoio na dinamização regional dos clubes de BA: em França o governo francês criou um programa que permite aos clubes regionais ter uma verba de 100.000 euros para aplicar em três anos na realização de iniciativas em prol da actividade dos business angels.
- Promoção anual da Semana Nacional dos Business Angels: em França o governo francês apoiou a federação nacional de associações de ba francesa com a quantia de 140.000 euros para promover em Novembro passado a primeira edição da Semana Nacional dos Business Angels.
As principais vantagens dos clubes de Business Angels são, para os:
Empreendedores:
- Facilitar o encontro com investidores idóneos, mas de difícil acesso;
- Encontrar, para além de capital, sócios que transmitam a sua experiência dentro de um determinado sector, os seus contactos profissionais, os seus conselhos, etc.;
-Contactar de uma única vez com um conjunto de investidores privados.
Investidores:
Escolher uma de entre diversas oportunidades de investimento;
Conhecer atempadamente a existência das oportunidades, isto é, antes dos investidores profissionais
Participar em empresas que possuem necessidades financeiras limitadas e em valorizações que se encontrem ajustadas aos seus projectos actuais.
Os investidores privados que constituem o BAC Gesventure, seleccionados pessoalmente pelo Director-Geral da Gesventure, reúnem trimestralmente num ambiente privado no qual são apresentadas diversas oportunidades de negócio pelos seus respectivos dinamizadores.
Compete aos serviços da Gesventure, SA a selecção dos projectos a apresentar aos membros do BAC , pelo que os interessados poderão submeter à apreciação da Gesventure as suas necessidades, devendo, para o efeito, preencher o formulário que se encontra em www.businessangels.pt e enviá-lo por e-mail para fbanha@gesbanha.pt.
Para uma melhor compreensão dos temas por mim abordados neste blog, deixo aos meus amigos internautas um pequeno glossário:
Capital de Risco
Não existe nenhuma definição universal/aceite, mas em termos gerais podemos dizer que é: Capital fornecido a empresas novas ou jovens que estão direccionadas para áreas de alto risco de negócio, mas onde as possibilidades de crescimento são atractivas.
Sociedades de Capital de Risco
As sociedades de Capitais de Risco são sociedades anónimas, cujo objectivo é deter participações em empresas com forte potencial de crescimento e de desenvolvimento. Investem por períodos de tempo limitados, mas sempre numa perspectiva de médio/longo prazo (5-7 anos, em média) e de forma minoritária, geralmente não ultrapassando os 49% de capital.
Estas operações permitem que os empreendedores obtenham capital, para além de conhecimentos e conselhos de alto valor acrescentado, numa fase de alto risco para o negócio. O investimento é normalmente feito em quatro fases distintas: capital semente, start up, desenvolvimento e reestruturação.
Business Angels
São investidores individuais, normalmente empresários ou directores de empresas, que investem, a título particular, o seu capital, conhecimentos e experiência em projectos liderados por empreendedores que se encontram em início de actividade. O objectivo deste investimento é a sua valorização a médio prazo, na expectativa de que posteriormente se possa alienar o capital investido a outros interessados.
Capital semente ou “Seed Capital”
Na expressão anglo-saxónica original, são os recursos necessários para comprovar a viabilidade de um conceito de negócio na sua fase de concepção. A comprovação é feita através do desenvolvimento de um protótipo, da validação de uma teoria ou da pesquisa de mercado, para testar a aceitação de um produto ou serviço. Os valores envolvidos nesta fase situam-se entre os 25 mil e os 200 mil euros.
“Start-up”
Uma vez comprovada a viabilidade do conceito de negócio, através de um protótipo e de estudos económicos e de mercado, tornam-se necessários recursos para iniciar o negócio propriamente dito. Os valores médios de investimento podem ir de 200 mil a cerca de 750 mil euros.
Capital Desenvolvimento ou “Expansion”
Uma vez implementado um produto ou serviço e a sua comercialização é bem sucedida, torna-se necessário obter recursos adicionais para desenvolver e realizar todo o seu potencial de crescimento e obtenção de lucro. É difícil mensurar os valores envolvidos nestas transacções, mas, em média, podem variar entre um e três milhões de euros.
Leveradge Buy Out
Técnica financeira de aquisição de uma empresa societária, com recurso predominante a capitais alheios, mediante a afectação dos excessos de cash flow( free cash flow) e das reservas livres, expressas ou ocultas na contabilidade, da sociedade adquirida à garantia e ao reembolso da dívida financiadora do preço de aquisição. Significa assim que a operação se financia numa percentagem muito elevada com dívida, obtida com suporte dos activos da própria empresa, que servirão de garantia real, e os rendimentos futuros que a empresa gerará.
MBO - Management Buy Out
Aquisição da empresa pelos seus próprios administradores ou gestores, a que se contrapõe o MBI- Management Buy In no qual os gestores que adquirem a sociedade são estranhos à mesma. Na maior parte das vezes a equipe de gestão é apoiada por um Grupo de Investidores alheios à empresa que facilitam o financiamento necessário à realização da operação de aquisição e com os quais repartem o controlo da sociedade.
Em termos genéricos as operações de MBO pressupõem a criação de uma nova empresa (newco em linguagem anglo sáxonica) na qual serão accionistas os membros da equipa de gestão e a Sociedade de Capital de Risco que, eventualmente, participe na operação. Uma vez constituída, esta nova empresa efectuará a aquisição da sociedade alvo que se converterá numa sua filial.
BIMBO - Buy In Management Buy Out
Supõe uma combinação entre MBO e MBI ao ter em linha de conta que os gestores da empresa adquirem a mesma, contando no entanto com a participação de gestores alheios àquela.
Principais características do capital de risco:
- Não exige o pagamento de encargos financeiros;
- É um instrumento financeiro que assume a forma de uma participação temporária, e em regra, minoritária;
- Tem um papel de interlocutor activo;
- Parceiro do Empresário;
- Promove o apoio a jovens empresários auto-motivados;
- Criação de uma grande confiança entre as partes envolvidas no negócio.
O que torna o capital de risco diferente das outras formas de financiamento:
- Risco – é Maior;
- Envolvimento – é mais elevado;
- Envolvimento na Gestão – Inovação, Competências Tecnológicas, Financiamento;
- Medidas Especiais de Protecção – Acordos para-sociais;
- Venda da Empresa – Voto na venda da Empresa.
O capital de risco traz vantagens ao empresário que tem:
- Falta de capitais próprios e capacidade de endividamento muito limitada;
- Vontade de desenvolver um negócio salvaguardando o controlo do mesmo;
- Necessidade de crescer, mantendo a estabilidade e flexibilidade interna;
- Necessidade de planear a estratégia futura da Empresa, sem afectar a gestão corrente.
Áreas privilegiadas de actuação
- Telecomunicações;
- Software;
- Saúde;
- Ambiente;
- Turismo;
- Biotecnologia;
- Nanotecnologia;
- Energias Renováveis.
Entrevista realizada a Francisco Banha por Modwenna Rees-Mogg, editora da Angel News no âmbito da realização no Centro de Congressos do Estoril do EASY Investment Fórum nos passados dias 11 e 12 de Outubro, inserido no EASY Project, do qual a Gesventure é o parceiro Português.
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We also have high expectations that such an event can influence the Portuguese authorities to the relevance of the BA activity and the measures that are still to be taken in order to speed up the development of the activity.
Besides all this, it is very important to motivate the Portuguese entrepreneurs and BA with examples like this where 21 companies from all across Europe are willing not only to sell worldwide but also to be funded by foreign investors that will contribute to their full globalization process.
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Please tell us a bit about the entrepreneurial spirit in Portugal.
In the last 3 years, many seed capital operations took place in Portugal with the evolvement of the venture capital industry. This has been the market answer to a positive dynamics in the universities where the entrepreneurial attitude is being developed and revealed in the fields of Biotechnology (Brioalvo – www.bioalvo.com; Biotecnol – www.biotecnol.com; Alfama – www.alfama.com.pt) ICT (Critical Software – www.criticalsoftware.com; Outsystems – www.outsystems.com, Videogames (Move Interactive – www.move-interactive.com).
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Finally on a personal note, what is your own background and how did you get involved in angel investing?
My current evolvement with the angel investing started in 1999 when I created Gesventure (www.gesventure.pt), a Fund Raising company. I soon noticed that the VC’s had no interest in the seed phase and, following my Gesventure’s partner - Chausson Finance (www.chaussonfinance.com)– I decided to create the Business Angels Club (BAC) in 2000, the first BA network in Portugal. With some angels in the BAC and along the following years, I did a great effort in spreading the word about the concept mostly participating in seminars, organizing congresses, etc. Finally, in 2005, a few interested groups started to emerge throughout the country that lead to the foundation of the Portuguese BA Federation (FNABA). This network has now around 350 BA from 5 founding members and 2 others created more recently.
Personally, I am first of all an entrepreneur but also a Business Angel with 2 unsuccessful investments and 3 other being developed.
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Portugal e Grécia têm um investimento em conhecimento inferior a 2 por cento do PIB, os piores valores da OCDE, segundo o relatório da OCDE sobre Ciência, Tecnologia e Indústria, hoje publicado.
O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), indica que Portugal tinha em 2004 os mais baixos níveis de investimento da OCDE (em percentagem do PIB) no conhecimento, num ranking liderado pelos Estados Unidos da América. O investimento em conhecimento em percentagem do PIB excede a média da OCDE nos EUA (6,6 por cento), Suécia (6,4 por cento), Finlândia (5,9 por cento), Japão (5,3 por cento) e Dinamarca (5,1 por cento)
Artigo completo em Ciência Hoje.

Na minha qualidade de Vice Presidente do Fórum para a Competitividade tenho o prazer de disponibilizar aos meus amigos cibernautas o texto base da Conferência de Imprensa que integrou o Seminário sobre o Orçamento de Estado 2008, ontem levado a cabo por aquele Forum.
Mais informo que encontrará em http://competitividade.com.sapo.pt toda a restante documentação sobre o referido Seminário.

A Gesbanha associa-se à edição de 2007 do "24 HORAS DE GESTÃO".
O “24 HORAS DE GESTÃO” é um evento de incentivo e motivação do
empreendedorismo em Portugal, visando testar tanto a destreza intelectual
como a resistência física dos participantes.
Para além dos requisitos burocráticos e processos de gestão, a acção fomenta o
aperfeiçoamento de competências empresariais, em especial as que permitem a
antevisão dos impactos causados pelas diversas decisões a serem tomadas nos
primeiros tempos do negócio.
O jogo caracteriza-se pela prática real, materializada em contexto simulado,
possibilitando às equipas um contacto directo e in-loco, com todas as entidades e
individualidades que se encontram envolvidas neste tipo de processos.
Aproveito para relembrar que este jogo foi premiado com o prémio "Melhor Evento Português de Motivação e incentivo" na Gala dos Eventos 2007.
Todos os interessados em participar deverão fazê-lo até dia 2 de Novembro no site do evento.

O investimento das empresas de capital de risco em Espanha atingiu os 3,28 mil milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano, 44,2% acima do verificado em 2006 e acima do investimento total realizado no ano passado.
Notícia integral em Diário Económico.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa, autor português (1888-1935)
Hoje deixo-lhe um pequeno vídeo com a apresentação e assinatura do "Memorando of Understanding" do projecto "112 Vídeo" durante o 9º Encontro Gesventure.

Sendo membro do Comité de Estatísticas da APCRI estive envolvido no apuramento da informação referente ao 1º semestre de 2007 que pela sua importância passo a dar a conhecer aos meus amigos cibernautas.
abraço
Fb
[Actividade de Capital de Risco em Portugal e na Europa - 1º Sem. 2007]
Ficheiro em formato .pdf (0,25 Mb)
Por Francisco Banha, Vice-Presidente do Fórum para a Competitividade
3 a 5% das empresas nascentes têm capacidade de absorver entre 50 a 70% de todos os novos empregos.
No âmbito da Presidência portuguesa da U.E., realizou-se na passada semana uma sequência de eventos, promovidos pelo IAPMEI, que pela sua importância certamente abrirão novos horizontes para o crescimento económico.
Especial distinção merecerá a cimeira mundial de ‘business angels’ pelo importante marco que representou na evolução da comunidade de ‘business angels’ existente em todo o mundo, através da assinatura de um memorando que deu origem à criação da Associação Mundial de Business Angels. Esta cimeira, que reuniu, no Estoril, representantes de cinco continentes e mais de 30 países – e na qual Portugal, representado através da FNABA, assumiu uma actuação incisiva e colaborante – cumpriu uma função primordial ao promover um efectivo contributo para a criação de um ambiente mais propício ao financiamento da inovação e do empreendedorismo no mundo.
Considero, por isso, ser este o momento chave para apelar aos empreendedores portugueses, à comunidade nacional de ‘business angels’ e aos organismos oficiais, uma reflexão atenta sobre o paradigma dos novos modelos de negócio e das empresas nascentes que, cada vez mais, se afirmam como as novas premissas de sucesso empresarial. E, mais ainda, como um imperativo de crescimento económico.
Atente-se que, são precisamente estas empresas nascentes que, partindo de uma ideia nascida a nível regional mas projectada para o mercado global, se revelam mais capazes de vir a influenciar os mercados internacionais, criando emprego, valor e acima de tudo inovação. Sublinhe-se que, 3 a 5% destas empresas nascentes têm capacidade de absorver entre 50 a 70% de todos os novos empregos, o que diz bem do importante papel que virão a desempenhar no futuro ao nível do bem-estar e da prosperidade das nossas sociedades.
A este propósito, refira-se que nos EUA o número de trabalhadores por conta própria aumentou cerca de 16% em apenas 3 anos, atingindo a barreira dos 20 milhões de trabalhadores, graças, em grande parte, a novas empresas que baseiam os seus negócios num elevado nível de especialização e numa grande capacidade de inovar, respondendo com rapidez e flexibilidade às necessidades dos seus clientes. Como exemplo clarificador desta situação veja-se o caso do Google que tendo nascido na sequência de uma “brincadeira” de dois jovens amigos, numa garagem no norte da Califórnia, que estavam insatisfeitos com os ‘sites’ de busca da época e que actualmente são possuidores de uma fortuna avaliada em 16 mil milhões de euros cada um.
À comunidade nacional de ‘business angels’ recomenda-se que, junto das redes internacionais de ‘business angels’, assuma uma missão actuante no estabelecimento de uma forte união que venha a resultar numa participação incisiva e concertada no processo de globalização empresarial. Efectivamente, a força motriz deste modelo de globalização depende do estabelecimento de inúmeros recursos e parcerias entre diferentes países para os quais as empresas nascentes pretendem expandir-se e no qual uma vigorosa comunidade mundial de ‘business angels’ se assume como sendo uma das estruturas mais bem posicionadas para suportar, a esse nível, a indispensável “explosão súbita” no crescimento global daquelas empresas, além do importante impulso que poderá proporcionar em matéria de investimentos transnacionais.
Há, pois, que reconhecer a nova janela de oportunidade que se abre para os empreendedores e business angels nacionais, nesta conjuntura económica cada vez mais propícia e abonatória das empresas com ambição global, capazes de criar novos conceitos e responder às necessidades crescentes dos mercados. E, mais do que reconhecer, há que continuar a potenciar, no nosso país, as necessárias condições – como seja a adopção no Orçamento do Estado para 2008 de um enquadramento fiscal favorável a esta actividade – para que os ‘business angels’ possam, de forma cada vez mais sustentada, apoiar e facilitar o crescimento das empresas nascentes com potencial transfronteiriço, sendo certo que ao fazê-lo, estarão a abrir, em igual medida, a janela global do crescimento económico e da inovação.
Hoje convido-o a ler o discurso de encerramento do 9º Encontro Gesventure, da autoria do Partner da Gesventure Dr. Sérgio Póvoas:
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Sérgio Póvoas Partner da Gesventure |
Numa semana repleta de eventos dedicados aos temas da inovação, financiamento e empreendedorismo, onde inclusivamente no dia de hoje ocorreram três eventos em simultâneo (Lisboa, Cascais e Estoril), não quero deixar de congratular-me com isso, e defender que nunca é demais discutir estas temáticas.
Só existe Empreendedorismo se existirem formas de financiamento alternativas à banca tradicional, para esses projectos, e se houver perfeita sintonia entre investidores e promotores. |
Só existe Inovação, renovação do tecido empresarial, retenção de “cérebros” no nosso país, se existir por parte dos operadores (BA / SCR) uma verdadeira cultura de risco.
Sabemos que nestas matérias, ainda estamos em Portugal relativamente atrasados face a uma França ou Reino Unido, mas também sabemos que muitas melhorias foram entretanto introduzidas, e que estamos muito melhor hoje do que estávamos há 9 anos atrás quando a Gesventure foi criada, com o intuito de “casar” as Ideias com o Capital.
Como pudemos verificar hoje aqui, os meios existem, os vários players existem, os programas estão criados, … etc etc… ou seja, na teoria tudo existe, vamos todos fazer um esforço para que na prática as coisas realmente funcionem, os casos de sucesso empresarial apareçam com cada vez maior frequência, e possamos aumentar o peso do Capital na Economia nacional, pela poderosa ferramenta de financiamento que ele representa.
Tal como em todas as outras áreas temos de aprender com os melhores, daí que exemplos como os que o John White, o Luigi Amati, o Manuel Roman, e o Claude Jaquemim hoje nos trouxeram são bastante importantes, dando a entender claramente que em Portugal muito mais se pode ainda fazer, nomeadamente em termos de Early Stage, da ligação entre o conhecimento e o capital, e entre a investigação e o meio empresarial.
Acho por isso mesmo que o trabalho que tem sido desenvolvido em Portugal na área dos Business Angels, nomeadamente pela FNABA é de louvar, e oxalá, a comunidade de BA actualmente existente em Portugal, sozinha ou em conjunto com SCR como a InovCapital possa concretizar em projectos empresariais de sucesso a “massa cinzenta” que Portugal possui, nas Engenharias, Medicina, Biotecnologia,…
Espero sinceramente que este 9º Encontro tenha sido mais um contributo para o Capital de Risco e Empreededorismo em Portugal, e faço votos para que no próximo ano aqui estejamos todos a debater os progressos ocorridos nestas áreas.
Gostaria ainda de aproveitar esta ocasião para promover uma vez mais o projecto EASY, ou seja, o Early Stage Investment Fórum que se irá realizar amanhã e depois, no CCongressos do Estoril, e em que a Gesventure como o parceiro português nesta iniciativa europeia, é Co-Organizadora.
Tendo como objectivo promover os investimentos transnacionais ao nível do Early Stage, iremos ter nestes dois dias a apresentação de 21 projectos europeus, nas áreas das TI’s, Biotech, e Ambiente e Sustentabilidade que procuram financiamento, proporcionando o contacto directo entre empreendedores e investidores. Existem já mais de 100 investidores inscritos de toda a Europa, mas lanço o repto para quem esteja interessado apareça, e fique a para de alguns dos projectos inovadores que vão sendo desenvolvidos por essa Europa. Quem sabe não encontre uma boa oportunidade de negócio.
Permitam-me para terminar endereçar um agradecimento aos nossos patrocinadores: Inovcapital , SPGM, AICEP Capital Global, DNA Cascais, Abreu Advogados e APCRI, sem os quais não teria sido possível levar a efeito mais um Encontro Gesventure. A todos os oradores cujos contributos permitiram enriquecer bastante o objectivo da conferência. E por fim a todos os participantes que ajudaram em muito ao êxito deste 9º Encontro Gesventure.
in Oeste Online
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Onze professores do Externato D. Fuas Roupinho, na Nazaré, estiveram envolvidos no passado dia 9 numa actividade designada "Negócio por um Dia". Organizados em pequenos grupos, os professores montaram bancas abertas ao público com negócios diversificados. |
Venda de produtos de beleza, barras de cereais, prestação de serviços e medição de tensão arterial foram alguns dos negócios postos em prática, com o objectivo de adquirir experiência, em primeira mão, sobre as questões relacionadas com a iniciativa empresarial.
Esta actividade inseriu-se na acção formativa que estes professores desenvolveram ao longo da semana, no âmbito do ensino para o empreendedorismo, que a empresa municipal Nazaré Qualifica está a dinamizar junto das escolas do 3º ciclo e ensino secundário do concelho. Conceitos de gestão, simulação de contexto em sala de aula e troca de experiência com empresários locais foram outras das experiências proporcionadas por esta formação.
O desempenho dos docentes no seu "negócio por um dia" foi acompanhado por formadores da empresa GesEntrepreneur, que está a assessorar a empresa municipal neste projecto. A norte-americana Susan Jewkes Allen, há vários anos envolvida na formação para o empreendedorismo em vários países, referiu que “estes grupos demonstraram uma reacção muito positiva, muita energia e muito entusiasmo face a um desafio para o qual só tiveram uma noite para se preparar”. “Ao princípio, ficaram preocupados porque nunca tinham feito nada do género mas, com imaginação, empenho e atitude positiva, conseguiram criar negócios muito interessantes e bem sucedidos”.
De acordo com a formadora norte-americana, esta experiência vai ser uma importante ferramenta de trabalho para os professores, quando estes precisarem de passar os seus conhecimentos sobre empreendedorismo aos alunos, nas mais diversas disciplinas. “Acima de tudo, os professores descobriram em si qualidades que eles próprios desconheciam e perceberam que o espírito de iniciativa é uma questão de auto-confiança”, refere Susan Allen.
Susan Allen acredita que o ensino do empreendedorismo aos mais jovens pode ser útil para fazer surgir uma nova cultura de iniciativa empresarial. “A Nazaré é uma terra maravilhosa e cheia de potencialidades mas, como muitas cidades orientadas para o turismo, sofre os problemas da sazonalidade”, salienta a especialista. “Os pequenos negócios podem ajudar a diversificar a base económica, atrair novos consumos e gerar riqueza”, conclui.
O ensino do empreendedorismo nas escolas da Nazaré é uma das iniciativas previstas no projecto "Nazaré Concelho Empreendedor", que a Câmara Municipal e a empresa municipal "Nazaré Qualifica" pretendem desenvolver, com o objectivo de incentivar uma cultura empresarial orientada para o conhecimento e inovação.
Representantes de 5 continentes encontraram-se no Estoril para preencher uma falha do mercado mundial de financiamento. Aqui fica a press release na sua totalidade:
No dia 10 de Outubro de 2007, no Estoril (Portugal), os participantes da Cimeira Mundial de Business Angels (Business Angels Leaders Forum), co-organizado pela FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels), pela EBAN (European Business Angels Network) e pela ACA (Angel Capital Association), da América do Norte, decidiram criar a Associação Mundial de Business Angels, com início oficial a 1 de Janeiro de 2008.
Este encontro foi patrocinado pelo IAPMEI, DNA Cascais, InovCapital e pela Gesventure.
António d’Orey Capucho, Presidente da Câmara Municipal de Cascais, mostra-se satisfeito por “decorrer no município de Cascais a recepção desta comunidade internacional que tanto representa o esforço que o próprio município tem feito no estímulo ao empreendedorismo”.
Este evento teve lugar no âmbito da Presidência Portuguesa da U.E., facto que levou Jaime Andrez, Presidente do IAPMEI, a comentar no encerramento do evento que “este é um importante passo para o desenvolvimento da comunidade de business angels em todo o mundo, sendo certo que a presidência portuguesa continuará este movimento no próximo Conselho de Ministros da U.E. sobre a Competitividade, que terá lugar em Novembro em Portugal”.
As seguintes regiões foram representadas pelas associações:
- América do Norte, representada pela ACA
- Europa, representada pela EBAN
- Países de origem Árabe, representados pela ABAN (Arab Business Angels Network)
Os seguintes países estiveram presentes:
| Angola | Austrália | Brasil | Cabo Verde |
| Chile | China | Finlândia | França |
| Índia | Itália | Japão | Malásia |
| Polónia | Portugal | Espanha | Reino Unido |

“Ter representantes de 5 continentes e mais de 30 paíeses, foi um grande desafio para a FNABA, EBAN e ACA. Estou desde já muito satisfeito com os resultados atingidos e que excederam largamente as nossas expectativas. Tenho a certeza de que este evento e a criação da associação munidal, fomentará a actividade da Comunidade de Business Angels portuguesa e de todo o mundo”, mencionou Francisco Banha, Fundador e Presidente da FNABA.
Os participantes consideraram que:
- A actividade dos Business Angels em todo o mundo contribui para a criação de um ambiente propício ao financiamento da inovação e do empreendedorismo.
- É importante conhecer e disseminar as ferramentas adequadas para o financiamento da inovação e empreendedorismo, de forma a estimular o aparecimento de empresas start-ups com o suporte de Business Angels.
- É importante estabelecer parcerias entre redes de anjos de diferentes países, bem como fomentar os investimentos transnacionais.
- É importante para os legisladores de cada país ter acesso à informação recolhida pela comunidade de Business Angels e fomentar a sua capacidade de criar e desenvolver mecanismos de financiamento numa lógica público-privada, tendo em vista o suporte à inovação e ao empreendedorismo.
“A EBAN considera que esta iniciativa se tornará no pontapé de saída para uma vigorosa comunidade internacional de Business Angels. Gostaria de agradecer à FNABA, ao Governo Português, ao Município de Cascais e aos patrocinadores que tornaram este evento possível”, afirmou Anthony Clarke, Presidente da EBAN.
A Associação Mundial de Business Angels terá os seguintes objectivos:
• Divulgar mundialmente a importância e a prática do investimento realizado pelos Business Angels;
• Apoiar os membros na reflexão, realização de iniciativas e tomadas de decisão que contribuam para a difusão do conceito de investimento em early stage, nomeadamente o investimento de early stage realizado por particulares em empresas;
• Realização de um evento anual;
• Criar um portal de web para disseminação de informação e facilitar a comunicação entre os membros;
• Identificar e divulgar através do website informação relevante que conduza à adopção internacional de boas práticas no financiamento da inovação e do empreendedorismo;
• Estudar a exequibilidade de investimentos transnacionais com a participação de vários business Angels.
• Promover a partilha de informação e conhecimento de boas práticas por Business Angels;
• Contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade, promovendo a adopção de todos os recursos disponíveis sobre Business Angels para o suporte à inovação e ao empreendedorismo.
John May, Presidente da organização que representa mais clubes, afirmou reconhecer que “nunca mais um país ou rede de business Angels pode ficar no topo da inovação e da energia do empreendedorismo, sem considerar o resto do mundo. Agradecemos a oportunidade de co-organizar este inovador encontro mundial. Ficamos agora disponíveis para participar em esforços organizativos futuros”.
Portugal, Estoril, 10 de Outubro de 2007
Para mais informações contacte:
EBAN – claire.munck@eban.org
ACA – john@angelcapitalassociation.org
FNABA – info@fnaba.org
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Portal do Empreendedorismo no Desporto
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Antonuco
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iZNovidade
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Start-Up Whisperer
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No Fio da Navalha