Partilhe comigo e com todos os visitantes deste espaço, a sua opinião sobre empreendedorismo, capital de risco, inovação, gestão, business angels, ideias de negócio, balanced score card, planos de negócio...
Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007
Os ‘business angels’ e a fiscalidade

  

artigo por Francisco Banha

Vice-Presidente do Fórum para a Competitividade

 

No passado dia nove de Agosto o novo Ecossistema Empreendedor nacional obteve uma excelente notícia com a aprovação, em Conselho de Ministros, do decreto-lei que criou a figura do Investidor em Capital de Risco ou seja dos designados ‘Business Angels’ (B.A.)


Com efeito numa Sociedade, bastante conservadora, na qual muitos dos seus membros continuam a possuir uma percepção negativa do mundo dos negócios em virtude de verem aqueles que optaram pelo mundo empresarial mais como indivíduos pouco rigorosos em termos de integridade intelectual e ética do que alguém que possuiu a coragem para tomar decisões difíceis e assumir riscos e por isso capaz de receber um prémio maior, quando as suas apostas se revelam vencedoras, tornou-se muito importante que o Governo tenha tido, o mérito e a coragem para reconhecer publicamente a importância deste tipo de investidores.

Este facto é tanto ou mais importante quanto se sabe, um pouco por todo o mundo, que os BA são a fonte mais importante de obtenção de fundos para investimentos nas fases ‘seed capital’ e ‘start-up’ ou seja precisamente as fases onde as Sociedades de Capital de Risco menos investem e onde existem grandes falhas de mercado conforme o demonstra o facto de mais de 2/3 dos bons projectos não chegarem a ver a luz do dia por não terem possibilidade de obter o respectivo financiamento.

O papel dos BA no apoio não só financeiro, às ‘start-ups’ de alto potencial que se encontram nas fases iniciais, mas também no fortalecimento da capacidade destas para gerir e absorver o crescimento, com que se irão deparar, está a ser cada vez mais importante para o crescimento e diferenciação da economia europeia.

Nesse enquadramento a generalidade dos países têm vindo a constatar a necessidade de tratar das falhas de mercado, no financiamento de projectos nas citadas fases de arranque, tanto do lado da procura como do lado da oferta desenvolvendo um conjunto de iniciativas que permitem criar programas de estímulo aos BA e Empreendedores. Assumem particular importância as experiências dos mercados mais maduros, como os EUA, Reino Unido e França, ao demonstrarem que os incentivos fiscais são uma das formas mais eficazes no apoio ao investimento, em ‘start-ups’, através da actividade de BA. No RU um estudo, realizado por uma entidade independente, constatou que entre 52 a 62 % dos fundos investidos por BA não teriam sido destinados a esta actividade caso não existisse um enquadramento fiscal favorável.

Em face do exposto e tendo em linha de conta que recentemente foi divulgado que o Ministério das Finanças se encontrava a avaliar as melhores práticas internacionais nesta matéria o que irá permitir, aos seus responsáveis, conhecer os elevados benefícios que as economias dos referidos países tem vindo a obter com a existência dos citados BA, então teremos de acreditar que o Orçamento de Estado para 2008 contemple uma proposta concreta para a implementação, de medidas fiscais que estimulem o investimento por parte dos BA num ambiente mais favorável a uma actividade de maior risco, compensando a falta de espírito empreendedor e a aversão ao risco presente na Sociedade portuguesa.

Sabemos que a questão fiscal não é pacífica mas o Governo Inglês, Americano ou até mais recentemente o Francês não estão a realizar qualquer obra de caridade quando atribuem este tipo de incentivos fiscais pois eles sabem que os mesmos visam criar riqueza e empregos que por sua vez irão permitir arrecadar impostos em sede de IRC, IRS, IVA e contribuições para a Segurança Social.

Contudo a atracção de novos BA só será uma realidade se à introdução de incentivos fiscais eficientes conseguirmos:

I) melhorar a comunicação na actividade de BA e o conhecimento geral de como funcionam o que pressupõem o envolvimento dos Organismos Públicos, Media, Comunidade Financeira e Empreendedores

II) criar uma comunidade potencial de BA através da introdução de programas de ensino levados a cabo por Redes de BA e outros actores profissionais

III) promover as histórias de sucesso e insucesso.



publicado por Francisco Banha às 17:39
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Novembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
12

13
15
17
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


posts recentes

franciscobanha.com

BIOALVO pioneira na explo...

Business Angels

Estudo do impacto nas con...

V SNBA Covilhã

V SNBA Lisboa

V SNBA na Marinha Grande

V Semana Nacional de Busi...

Evento sobre Business Ang...

V SNBA é um sucesso

Entrevista à Regiões em D...

Há 42 milhões de euros pa...

Frases Que Fazem Pensar

V Semana Nacional de Busi...

Fórum de Desenvolvimento ...

Cavaco Silva nos EUA numa...

4º Forum Empresarial das ...

OE 2012: A Recuperação do...

Sessão de Lisboa da V Sem...

Frases Que Fazem Pensar

arquivos
tags

todas as tags

Blogs Recomendados

- Portal do Empreendedorismo no Desporto
- Antonuco
- iZNovidade
- Start-Up Whisperer
- Seth Godin
- Venas Inside
- No Fio da Navalha

subscrever feeds