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Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
A evolução da Economia passados seis meses de 2011

A evolução da Economia passados seis meses de 2011, a Execução Orçamental e as medidas da Troika já executadas foram o tema desta edição que contou com a minha presença e as de Jorge Santos, professor do ISEG, Rui Leão Martinho, bastonário da Ordem dos Economistas e José Almaça, professor universitário.

 

Parte 1

 

 

 

Parte 2

 

 

 

Parte 3

 

 

 

Parte 4

 



publicado por Francisco Banha às 11:38
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Quinta-feira, 30 de Junho de 2011
Empreendedorismo na Irlanda 2010 (GEM)

Em 2010, 2,6% dos adultos na Irlanda deram inicio ao seu próprio negócio, enquanto 8,6% já geriam as suas próprias empresas.

O ministro para o emprego, empreendedorismo e inovação, Richar Bruton disse que o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) prova que "o espírito empreendedor na Irlanda está vivo e em grande forma".

De notar ainda que segundo o relatório, 32% da actividade empreendedora na Irlanda se deveu à necessidade derivada da actual situação económica.

Pode aceder ao relatório aqui



publicado por Francisco Banha às 17:03
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Quarta-feira, 29 de Junho de 2011
Situação económica em Espanha

Comissão Executiva de 21 de Junho sobre a situação económica em Espanha que conta com a minha participação além das de Francisco Contreras, Secretário Geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso Espanhola e José Almaça, Professor Universitário.

 



publicado por Francisco Banha às 11:35
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Terça-feira, 21 de Junho de 2011
Contas são contas

Contas são contas, programa semanal da Regiões TV sobre temas económicos com as participações de José Almaça, Diamantino Marques e a minha como convidado nestas 2 edições em particular, uma sobre empreendedorismo e os business angels e outra sobre como combater o desemprego.

 



publicado por Francisco Banha às 18:29
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
A conjuntura global em 2010 e a actividade das PMES

A evolução da economia portuguesa ao longo de 2010 ao ser marcada pelo baixo crescimento da sua actividade e no aumento da taxa de desemprego a que se associou uma forte escassez de recursos financeiros, traduzidos nas restrições ao crédito bancário – para investimento e para a gestão corrente das estruturas empresariais e produtivas – e no aumento do custo do dinheiro, contribuiu naturalmente para uma diminuição geral do volume de negócios a que as empresas de serviços se vinham habituando a registar.

Por outro lado o reforço do processo de Globalização, apesar de se acreditar que a prazo permita uma melhoria global do bem-estar na economia, não deixa de implicar custos de transição muito importantes não só ao nível do País mas também ao nível de cada sector de actividade fazendo com que as empresas e os empresários tivessem necessidade de evidenciar um inusitado grau de resiliência e de adaptação a uma conjuntura altamente instável, que colocou em permanência novas ameaças e novos desafios, mas que ao mesmo tempo ainda nos inspira a acreditar que as oportunidades continuam a existir para quem tenha a sensibilidade para as percepcionar e capacidade para as aproveitar.

Num mundo dos negócios onde nada é garantido e onde tudo muda todos os dias, obrigando em cada dia a novas conquistas, a constantes “mind resets” e a uma luta tenaz para não se perderem clientes e quotas de mercado também a nossa empresa, não deixou de ser afectada por tão difícil conjuntura, tendo no entanto sido capaz de resistir, graças à sólida situação financeira construída ao longo dos últimos anos, à eficiência das medidas operacionais estipuladas e à rapidez da sua implementação, adaptando assim, a sua estrutura às difíceis condições de negócio.

Mesmo tendo presente uma diminuição do nosso volume de negócios e um nível de resultados insuficiente tendo em conta o esforço desenvolvido, podemos afirmar que o ano de 2010 não foi um Exercício negativo para a nossa Organização. De facto ao termos conseguido adaptar e melhorar os nossos processos, procurando sinergias e maximizando a eficiência integrada de toda a Organização, temos consciência de que adaptámos as nossas políticas à realidade, neste momento particularmente conturbado, e as nossas estratégias às exigências do mercado, do Sector e dos nossos Clientes.

Num exercício económico onde a actividade da nossa empresa foi particularmente influenciada em termos de afectação de recursos à implementação do novo normativo nacional – SNC – Sistema de Normalização Contabilística – instituído pelo decreto-lei nº 158/2009 e que simultaneamente revogou o POC - Plano Oficial de Contabilidade – sem que daí adviessem quaisquer proveitos financeiros, tornou-se fundamental a capacidade de adaptação da nossa Equipe não só às exigências técnicas do citado normativo mas fundamentalmente a agilidade e disponibilidade para continuarem a dar resposta, em tempo útil, aos requisitos de informação de gestão relacionados com o negócio dos nossos Clientes e ao fim e ao cabo a razão de ser da nossa Prestação de Serviços.

Mereceu igualmente uma atenção particular, no ano de 2010, a Gestão do Risco e de Controlo Interno, tendo a perspectiva contabilístico-financeira assegurado uma proactividade bastante acentuada na monitorização do desempenho económico e financeiro versus os objectivos do negócio contribuindo ao mesmo tempo para melhorar a produtividade dos colaboradores e conseguir um melhor foco no Cliente.

Como gestor e responsável da Gesbanha, do qual muito me orgulho, apercebo-me cada vez mais de que tenho de contribuir com o meu maior empenho para ultrapassar as dificuldades que se nos apresentam. À equipa que comigo constrói os objectivos a que nos propomos, não posso pedir menos do que o mesmo nível de exigência que a mim próprio exijo. Peço-o consciente das atitudes que como Organização temos de adoptar e que se traduzem em colocar a máxima competência em todo o nosso trabalho, em contribuir para a optimização dos recursos que empregamos e para proporcionarem uma organização mais flexível que saiba continuamente adaptar-se à realidade dos nossos clientes.

Os tempos não são fáceis mas é sobretudo a marca da esperança e do optimismo que pretendo incutir nesta mensagem, consciente que é possível desenvolver em cada um dos nossos competentes colaboradores atitudes empreendedoras que nos permitam continuar a aproveitar as oportunidades trazidas pelas novas tecnologias e pelas necessidades resultantes dos novos negócios que sempre surgem após as épocas de crise.

Termino reafirmando que é com confiança que na Gesbanha encaramos o futuro assim como é com determinação e rigor que continuaremos a enfrentar os nossos desafios quotidianos por mais difíceis que estes sejam.



publicado por Francisco Banha às 12:31
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011
A Europa vista por um Professor de Economia Chinês

O Professor chinês de economia Kuing Yamang, aclamado na comunidade científica, viveu alguns anos em França e partilha, nesta entrevista, a sua visão sobre a Europa e o seu modo de estar, concluindo que o Velho Continente está em vias de se auto-destruir...

 

 

 


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publicado por Francisco Banha às 11:02
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010
Encontros Gesventure


Os Encontros Gesventure têm tido momentos fantásticos como esta intervenção do Prof. Eduardo Catroga sobre a economia portuguesa.

Recorde essa intervenção.

 



publicado por Francisco Banha às 19:15
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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010
A saída para a crise passa por...



Artigo interessante sobre as propostas para sair da crise sugeridas por 35 gestores, economistas e empresários e compiladas pelo Expresso.

 

http://aeiou.expresso.pt/a-saida-para-a-crise-passa-por=f614001



publicado por Francisco Banha às 13:01
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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
Papel dos Business Angels na Dinamização da Economia

Ainda sobre a sessão de Lisboa da 3ª Semana Nacional de Business Angels, realizada no Salão Nobre da CGD, deixo-lhe aqui a minha intervenção "Papel dos Business Angels na Dinamização da Economia":

(...) "O tema da edição deste ano - “Chegou a hora dos Business Angels” teve como objectivo continuar a difundir a importância dos Business Angels, como elementos chaves na criação e na expansão do tecido empresarial português, através da transmissão das melhores práticas que se vem consolidando nos mercados mais evoluídos, dando assim sequência às recomendações da Comissão Europeia em fazer das Redes de Business Angels um dos principais dinamizadores no financiamento de projectos de elevado potencial de crescimento.

A III Semana Nacional de Business Angels é uma iniciativa que visa aproximar o público, e em particular os empreendedores, dos Business Angels de cada região, bem como sensibilizar potenciais investidores a conhecerem a actividade por estes desenvolvida.

Ao longo desta semana decorreram conferências, fóruns de discussão e apresentações públicas de projectos à procura de financiamento, bem como de projectos que já obtiveram financiamento de Business Angels e que pretendem partilhar a sua experiência como um exemplo a seguir.

A III Semana Nacional de Business Angels teve o alto patrocínio do IAPMEI e da Caixa Capital, entidades que têm ao longo dos últimos anos - em estreita parceria com a FNABA - manifestado o seu compromisso com a promoção da actividade dos Business Angels em Portugal." (...)

Leia a intervenção - ficheiro .pdf (0,30 MB)

 



publicado por Francisco Banha às 17:24
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Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010
"Manifesto dos economistas aterrorizados"

Um documento interessante com outras perspectivas sobre a crise e a economia:

 

Crise e Dívida na Europa:

10 falsas evidências, 22 medidas em debate para sair do impasse

Philippe Askenazy (CNRS, Ecole d’économie de Paris), Thomas Coutrot (Conselho Científico da Attac), André Orléan (CNRS, EHESS, Presidente da AFEP), Henri Sterdyniak (OFCE)

(Tradução de Nuno Serra; Revisão de João Rodrigues)

 

artigo completo no blog Arrastão, 3/10/2010

 


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Conclusão


DEBATER A POLÍTICA ECONÓMICA, TRAÇAR CAMINHOS PARA REFUNDAR A UNIÃO EUROPEIA


A Europa foi construída, durante três décadas, a partir de uma base tecnocrática que excluiu as populações do debate de política económica. A doutrina neoliberal, que assenta na hipótese, hoje indefensável, da eficiência dos mercados financeiros, deve ser abandonada. É necessário abrir o espaço das políticas possíveis e colocar em debate propostas alternativas e coerentes, capazes de limitar o poder financeiro e preparar a harmonização, no quadro do progresso dos sistemas económicos e sociais europeus. O que supõe a partilha mútua de importantes recursos orçamentais, obtidos através do desenvolvimento de uma fiscalidade europeia fortemente redistributiva. Tal como é necessário libertar os Estados do cerco dos mercados financeiros. Somente desta forma o projecto de construção europeia poderá encontrar uma legitimidade popular e democrática de que hoje carece.

Não é evidentemente realista supor que os 27 países europeus decidam, ao mesmo tempo, encetar uma tamanha ruptura face ao método e aos objectivos da construção europeia. A Comunidade Económica Europeia (CEE) começou com seis países: do mesmo modo, a refundação da União Europeia passará inicialmente por um acordo entre alguns países que desejem explorar caminhos alternativos. À medida que se tornem evidentes as consequências desastrosas das políticas actualmente adoptadas, o debate sobre as alternativas crescerá por toda a Europa. As lutas sociais e as mudanças políticas surgirão a ritmos diferentes, consoante os países. Os governos nacionais tomarão decisões inovadoras. Os que assim o desejem deverão adoptar formas de cooperação reforçadas para tomar medidas audazes em matéria de regulação financeira, de política fiscal e de política social. Através de propostas concretas, estenderemos as mãos aos outros povos para que se juntem a este movimento.»



publicado por Francisco Banha às 22:13
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Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010
Orçamento de Estado para 2011

A Direcção Geral do Orçamento tem já disponível no seu site para consulta o Orçamento de Estado para 2011.

Vai poder encontrar:

 

- Relatório

- Proposta de Lei

- Mapas da Lei

- Mapas Informativos

- Mapas com os Desenvolvimentos Orçamentais dos Serviços Integrados e dos Serviços e Fundos Autónomos

- Programas e Medidas Orçamentais.

 

www.dgo.pt/oe/2011/Proposta/index.htm



publicado por Francisco Banha às 11:29
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Quarta-feira, 16 de Junho de 2010
Houve um blogue que previu a crise da zona euro. Ninguém ligou

Partilho um curioso artigo que li no Jornal I de hoje, que mostra como a internetm os blogs e as redes sociais revolucionaram a forma como comunicamos e nos damos a conhecer:

 

 

Anteviu a crise do euro em textos que publicou durante anos em blogues. Não lhe deram ouvidos. Agora é convidado para dar conferências

Durante anos ninguém ligou aos avisos do tipo "o céu está prestes a cair-nos em cima" feitos por Edward Hugh (na foto), um bloguista britânico sociável e dedicado, economista autodidacta, que previu repetidamente que a zona euro não poderia sobreviver.

 

Vivendo uma existência bastante espartana com o seu salário de professor a tempo parcial, enviou posts sucessivos para a ciberselva. Era o cúmulo da cegueira política, alertava ele, pensar que uma sociedade envelhecida poupada como a alemã poderia coexistir com outras mais jovens e dependentes do crédito como a irlandesa, a grega e a espanhola, que com ela partilham o euro.

 

No entanto, agora que a crise da dívida soberana europeia está a abalar os mercados mundiais, a desvalorizar o euro quase diariamente e a lançar dúvidas sobre o futuro da união monetária, as suas substanciais elucubrações tornaram-se leitura obrigatória para todo um público influente, e cada vez mais internacional, entre o qual se contam muitos decisores da Casa Branca.

 

Edward Hugh tem até sido abordado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que lhe pediu recentemente que fosse a Madrid para dar o seu contributo à análise que este organismo está a fazer da economia espanhola.

 

"É até muito agradável", confessa Hugh, de 61 anos, com um ar divertido, recostado num carro de luxo a caminho da sua próxima palestra, organizada pelo Círculo de Economia, um grupo de pressão empresarial de Barcelona. "Encontro-me com toda a espécie de pessoas interessantes, que me pagam para almoçar com elas."

 

Noutros aspectos, a sua vida mudou muito pouco. A semana passada, teve de pedir dinheiro emprestado a amigos para comprar roupa e se apresentar condignamente perante a audiência da conferência composta por políticos e executivos espanhóis. As suas fontes de rendimento ainda são sobretudo as aulas de Inglês que dá há duas décadas.

 

"Acho que estou em contraciclo", graceja. "Durante os anos em que o boom durou, quanto toda a gente estava a dar-se bem, eu não era ninguém."

 

Porém, a ideia de que um economista pode ser uma celebridade pop - nos moldes de um Nouriel Roubini (cuja previsão precoce da inevitabilidade do desmoronamento do mercado imobiliário dos EUA lhe trouxe fama e fez dele uma "marca" na consultoria internacional), ou nos de um Paul Krugman (economista, Prémio Nobel e cronista do "New York Times") - ainda não está muito arreigada na Europa, e particularmente em Espanha.

No entanto, agora que se levantam questões sobre o modo como os governos europeus poderão escapar à armadilha do endividamento e regressar a uma situação de crescimento, Hugh, que há anos pensa sobre o tema, está pela primeira vez a ser abordado para fornecer ideias e partilhar a sua sabedoria.

 

A sua mensagem sombria em colunas de jornais e intervenções na televisão e rádio locais, bem como em reuniões com responsáveis governamentais, é quase sempre a mesma: uma vez que a Espanha e outros países da zona euro como a Grécia, Portugal, a Irlanda e a Itália não podem desvalorizar unilateralmente a divisa comum, resta-lhes enveredar pelo que seria, em essência, uma desvalorização interna de 20%. Isto significa que, em cada um desses países, os salários dos sectores público e privado têm de baixar aproximadamente nessa ordem de magnitude para os países poderem repor a sua competitividade, aumentar as exportações e obter o dinheiro necessário para pagarem a respectiva dívida.

 

"Por que razão esses países não convergiram com o resto da Europa?", pergunta o professor. "É uma questão demográfica. À medida que as populações envelhecem, vai havendo menos pessoas na casa dos 20 aos 40 a comprarem casa, por isso há mais poupança. Quanto mais jovem for um país, mais o seu crescimento depende do crédito."

 

A Alemanha, em que a idade média se situa nos 45 anos (e está a aumentar) e em que a população começa a diminuir, é um país de aforradores e a política governamental tem sido promover o controlo dos salários e estimular as indústrias exportadoras.

 

Em contrapartida, as populações da Grécia, da República da Irlanda e de Espanha, mais jovens, entraram num frenesim de endividamento, que se deveu principalmente ao aumento da procura de novas casas e de bens de consumo, que, em muitos casos, se transformaram em bolhas imobiliárias antes de rebentarem. Os salários foram impulsionados para cima, encorajando a despesa mas fazendo com que, rapidamente, as indústrias nacionais deixassem de conseguir competir com os poupados alemães, holandeses e outros europeus do Norte.

 

Em geral os economistas não viram o que ele considera ter sido um cenário facilmente previsível, acusa Hugh. E, acrescenta, "é por isso que estamos agora numa situação tão complicada".

 

A tese demográfica de Hugh não é à prova de bala: com efeito, o alvo dos seus primeiros ataques foi a Itália e não a Grécia.

Só que a Itália, talvez por causa do seu já grande nível de endividamento e do envelhecimento da população, seguiu um rumo de maior disciplina fiscal que os seus vizinhos e evitou uma bolha imobiliária.

 

Por outro lado, a principal solução preconizada por Hugh - a de que a Alemanha abandone o euro, o que faria cair quase imediatamente o valor da divisa, aumentando a competitividade dos países mais fracos, que permaneceriam na zona euro - tem de ser entendida mais como um post provocatório num blogue que como uma proposta séria.

 

Ainda assim, a súbita vulnerabilidade da zona euro e a procura desesperada de soluções por parte dos decisores políticos, investidores e economistas fizeram com que as suas obscuras divagações se disseminassem com a força de um vírus.

 

"Ele é uma fonte de informações que prezo muito", diz Brad DeLong, economista da Universidade da Califórnia em Berkeley, que trabalhou no Tesouro dos EUA durante a administração do presidente Bill Clinton e que é também um destacado bloguista.

 

Por outro lado, Hugh está decidido a resistir a algumas das novas tentações que se lhe atravessaram no caminho. Diz ter recusado ofertas lucrativas de hedge funds no sentido de fornecer consultoria exclusiva por não querer que as suas opiniões sejam monopolizadas por uma única entidade - embora diga que está a considerar o convite para integrar o grupo de consultores que trabalham para Roubini.

 

Natural de Liverpool, Hugh estudou na London School of Economics, mas sentiu--se mais atraído pela filosofia, pela ciência, pela sociologia e até pela literatura. O eclectismo dos seus interesses não só o impediu de obter o doutoramento como também lhe barrou o acesso a um lugar de docente a tempo inteiro.

 

"O director do meu departamento disse uma vez que eu era um 'ladrão' por ter aceitado uma bolsa de doutoramento e continuar a ler os livros e a frequentar os cursos da minha preferência", diz.

 

Considerando-se mais europeu que inglês, mudou-se para Barcelona em 1990. Os posts no seu blogue são reflexo dos seus interesses variados. Cita frequentemente Bob Dylan, Charles Bukowski, Jean-Paul Sartre, Friedrich Nietzsche e até o comportamento social dos seus queridos bonobos (chimpazés-pigmeu), a espécie de primatas mais aparentada com o homem.

 

Hugh tem a aparência pálida e descuidada de quem passa, há pelo menos dez anos, 12 a 14 horas por dia em frente a um computador, mas está longe de ser um recluso. O seu feitio alegre e sociável e a sua adesão religiosa aos princípios da reciprocidade e do intercâmbio fazem dele um adepto das redes sociais. A fácil adaptação aos usos e costumes de Barcelona (fala catalão fluentemente) deu-lhe também uma rede de apoio de donas-de-casa de meia-idade, algumas das quais lhe têm proporcionado um lugar para viver sempre que ele muda de casa.

 

Vive actualmente numa quinta numa aldeia do Norte de Espanha, onde escreve para uma série de blogues, entre eles A Fistful of Euros, Global Economy Matters, além de outros específicos sobre determinados países, que se centram na economia do Japão, da Hungria, da Letónia e da Grécia. Contudo, mais que qualquer outra coisa, lê e reflecte.

 

"Na Idade Média, a curiosidade excessiva era considerada um pecado", diz ele com mais uma gargalhada. "No entanto, com a internet, acho que posso fazer o que quiser. Tenho a impressão que posso de facto fazer alguma coisa útil."


Visite o blog de Edward Hugh em http://edwardhughtoo.blogspot.com/


 Artigo publicado hoje no  Jornal I/The New York Times



publicado por Francisco Banha às 16:16
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010
A matemática perversa da economia

Partilho convosco o artigo que o meu grande amigo Rui Moreira de Carvalho publicou hoje e gentilmente me cedeu para postagem no blog.

 

 

Uma matemática perversa para a economia pode acompanhar promoção das energias renováveis. Se, por um lado, é importante desenvolver a economia verde, por outro, o seu modelo de subsidiação está a influenciar de forma perniciosa a competitividade. 

A 22 de Março último, o jornal Expansión referia que em Espanha “as energias renováveis receberam em 2009 cerca de 6215 milhões de euros de subsídios”.  Como este valor não foi repercutido nos consumidores, o défice tarifário, em 2009, aumentou cerca de 4,2 mil milhões de euros. Ademais, o Governo espanhol estima que, com o actual plano energético, “as energias renováveis sejam responsáveis por cerca de 126 mil milhões de euros em subsídios nos próximos 25 anos”, pelo que a 21 de Abril “levantou a hipótese de cortar os incentivos de forma retroactiva”.

A Alemanha, já em 2004, reduziu os apoios às energias renováveis, introduzindo pragmatismo e racionalidade na sua política energética. Em regra, na estrutura de custos das empresas, os custos com a energia são cerca de três vezes superiores aos custos com o pessoal. A energia é, pois, um factor importante de competitividade. 

Para Portugal, o desenvolvimento da energia hídrica é estrutural. E uma operacionalização eficiente do cluster da biomassa de origem florestal pode mitigar os incêndios e as assimetrias económicas regionais. Importa transformar custos em investimentos. Estudem-se os diversos modelos de desenvolvimento da economia verde, e minimize-se a subsidiação. Na realidade, a economia, por vezes, pode tornar-se numa perversa matemática!

 

Rui Moreira de Carvalho

Professor Universitário



publicado por Francisco Banha às 09:55
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
A Economia Portuguesa na Encruzilhada: Que futuro para as finanças públicas?

O meu caro amigo José Marques da Silva, economista, escreveu o artigo que partilho consigo no final de 2002 no caderno de Economia do semanário Expresso. Este artigo mantém-se inabalavelmente actual. Por quantos anos mais se manterá assim? Sugiro que leia este artigo ignorando a data da sua publicação.

 

A economia portuguesa na encruzilhada:

Que futuro para as finanças públicas?

por José Marques da Silva

 

Depois da euforia generalizada com a entrada no núcleo fundador da moeda única, o Euro e de uma década de aproximação à média europeia, Portugal atravessa hoje um dos piores momentos da sua história económica recente.

É urgente tomar medidas de política económica que voltem a repor a economia e o país numa trajectória de desenvolvimento e convergência com a União Europeia, que nos permitam ultrapassar, o mais rapidamente possível, a actual crise, sob pena de passarmos os próximos anos a desperdiçar recursos e a divergir da Europa.

O progresso dos últimos anos, resultante da bem sucedida integração na União Europeia parece ter estagnado e não se vislumbra forma de ultrapassar essa letargia.

Pior ainda, dando crédito às previsões da Primavera da Comissão Europeia, tornadas públicas no passado mês de Abril, o país prepara-se mesmo para divergir da média europeia, já no corrente ano, o que aconteceria pela primeira vez, em fase de expansão, desde a adesão à então Comunidade Económica Europeia (CEE), a 1 de Janeiro de 1986.

 

Numa altura absolutamente crucial para o desenvolvimento da Europa e dos europeus, em que se prepara o alargamento a dez novos Estados-Membros, da Europa Central e de Leste - que aumentará a população da EU em 45% e o produto em cerca de 17% - e se discute o futuro da União, no seio da Convenção para o futuro da Europa, altura em que estrategicamente o país teria de estar bem preparado para enfrentar os desafios que se aproximam, é que a economia portuguesa revela as suas verdadeiras vulnerabilidades.

 

Portugal assistiu entre 1986 e 1990, com a adesão à então CEE, a um período de significativo crescimento e prosperidade, talvez um dos melhores períodos da economia portuguesa.

 

Concretizaram-se importantes reformas e modernizou-se a economia, particularmente em sectores como a banca, os seguros ou o mercado de capitais, os ganhos de competitividade foram significativos e a cadeia de valor saiu reforçada.

 

Entre 1990 e 1995, introduziram-se níveis pouco habituais de disciplina e rigor com o objectivo de preparar o país para a adesão à moeda única. Portugal ganhou credibilidade acrescida, ao ter conseguido cumprir os critérios de convergência nominal, que lhe garantiram um lugar no núcleo de fundadores da moeda única, mesmo contrariando as expectativas dos países do centro da Europa.

 

Entre 1995 e 1999 a economia foi avançando, beneficiando da credibilidade do Euro e do processo de convergência, designadamente da redução das taxas de juro e da estabilidade macroeconómica, determinante para um crescimento sustentável.

 

Com a entrada em vigor do Euro a economia perdeu a sua “capa” e as vulnerabilidades, sempre presentes, começaram a fazer-se sentir de forma dramática, empurrando o país para uma situação bastante difícil.

 

Para relançar a indispensável modernização da economia e do país, é necessário ultrapassar os seus tradicionais factores de estrangulamento: desordem nas finanças públicas, falta de produtividade e de competitividade, ausência de projectos estruturantes e de factores de inovação, ineficiências do sector público, falta de mão-de-obra qualificada, de investimento eficiente e reprodutivo, entre muitos outros.

 

Na análise que se segue debrucemo-nos sobre o caso particular da deterioração das finanças públicas e sobre as suas principais implicações para o processo de consolidação e crescimento económico do país.

 

A Situação das finanças públicas

O desequilíbrio das contas públicas é um dos maiores problemas estruturais da economia portuguesa. Sem finanças públicas sãs e equilibradas não há crescimento económico sustentável nem potencial de crescimento a longo prazo.

 

Portugal não pode viver permanentemente acima das suas possibilidades, é necessário e urgente pôr fim ao verdadeiro “descalabro” em que se encontram as finanças públicas, ao ciclo vicioso de mais impostos para financiar mais défice, alimentando o “monstro” enquanto se subtraem recursos ao sector privado.

 

Apesar da unanimidade entre economistas e responsáveis políticos, quanto ao diagnóstico e à terapia a seguir, até então pouco se terá feito para inverter a situação. A manter-se a trajectória orçamental do primeiro trimestre deste ano, sem as medidas de austeridade e o Orçamento Rectificativo entretanto apresentado pelo novo Governo, Portugal chegaria ao final de 2002 com um défice público superior a 4% do produto.

 

Seria, de resto, o défice mais elevado da UE, bastante acima dos 3% previstos no Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), correndo-se o risco de perder os fundos estruturais ou sofrer pesadas multas impostas por Bruxelas.

 

O relativo sucesso do processo de convergência e de ajustamento estrutural da economia portuguesa rumo ao Euro, caracterizado pela estabilidade macroeconómica, crescimento do produto acima da média da UE, num ambiente de descida acentuada da taxa de juro, foi ocultando a forte tendência despesista que se instalara na economia em geral e no sector público em particular, não se aproveitando esse enquadramento favorável para fazer as reformas estruturais de que o país tanto precisa.

 

Entre 1995 e 2001 o montante de juros da dívida pública portuguesa desceu quase quatro pontos percentuais, de 6,2%, para cerca de 3% do PIB - cada ponto percentual na descida da taxa de juro representava para o OE uma poupança suplementar de cerca de 500 milhões de Euros, sensivelmente o mesmo valor que o Governo espera arrecadar, em receitas suplementares, com o aumento da taxa média do IVA em 2%, de 19% para 21%.

 

Ao mesmo tempo, a percentagem de receitas do sector público, no conjunto da economia, fruto do crescimento económico, cresceu outros quatro pontos percentuais, passando de 40% para 44%.

 

Pelo efeito conjugado destes dois fenómenos, entre 1995 e 2001, o anterior Governo viu as suas disponibilidades financeiras adicionais aumentarem cerca de oito pontos percentuais, sem que melhorias na qualidade dos serviços se tivessem notado, ou ganhos de eficiência fossem visíveis aos contribuintes.

 

Para se compreender a verdadeira dimensão do desperdício, refira-se que esse valor representa quase o dobro do impacto que os fundos estruturais, transferidos pela UE, têm na economia portuguesa (cerca de 4%).

 

Tal como nos dizem os manuais de Finanças Públicas, esta fase positiva do ciclo deveria ter sido aproveitada para:

§ Promover uma consolidação orçamental saudável;

§ Melhorar a qualidade dos serviços públicos;

§ Reduzir a carga fiscal sobre as empresas e as famílias;

§ Promover a competitividade fiscal do país face aos seus concorrentes;

§ Lançar reformas de fundo que nos tornassem um país viável e com futuro para as suas gerações.

 

Lamentavelmente nada disso foi feito, seguiu-se o caminho mais fácil e optou-se por aumentar ainda mais a despesa corrente primária (gastos públicos sem os juros da dívida) que passou de 33,4% para 37,5% do produto, numa política orçamental expansionista e pró-cíclica, que colocou Portugal como o único país da UE a aumentar a despesa pública corrente, nesse mesmo período.

Essa situação é tanto mais grave se atendermos ao facto de cerca de 60% dessa subida se destinar a alimentar a massa salarial da função pública e as transferências para as autarquias e regiões autónomas, quando o ciclo inverter e a factura vier alguém terá de pagar a conta.

Recorde-se que as Leis das Finanças Regionais, Locais e da Segurança Social, aprovadas em 1998/9, determinam transferências automáticas do OE, sem correspondência directa com os objectivos nacionais de consolidação orçamental, sendo aqui que se encontra o verdadeiro problema da rigidez das finanças públicas, deixando-se muito pouca margem de manobra para reduzir o défice público.

 

O “monstro de apetites vorazes” de que nos havia falado o Prof. Cavaco Silva há dois anos atrás, parece afinal estar bem vivo!

 

Aqui fica o registo de mais uma oportunidade completamente perdida para a economia portuguesa.

 

A situação de descontrolo, nas finanças públicas, foi tão grande que se instalou uma guerra de números entre o actual, o anterior Governo e a CE sobre a situação exacta do défice. O que levou o actual Governo a nomear uma “Comissão tripartida”, formada pelo Ministério das Finanças, o Banco de Portugal (BdP) e o Instituto Nacional de Estatística (INE) para avaliar, com rigor, a situação das finanças públicas portuguesas e o verdadeiro valor do défice público de 2001, a apresentar por Portugal em Setembro do corrente ano no âmbito do reporte dos défices excessivos à CE.

 

O processo de contabilização das transferências para as Autarquias Locais motivou uma correcção que se traduziu num acréscimo de 0,2% no défice. A “reclassificação estatística” das transacções de capital entre o Estado e as empresas públicas - que motivou um esclarecimento público por parte da anterior equipa das Finanças - agravou em 0,3 pontos percentuais o défice de 2001.

 

Feitas as contas com base nos 2,2% do PIB comunicados à CE, para efeitos do acompanhamento da situação portuguesa no âmbito do PEC, os dois acréscimos/correcções referidos - de 0,2 e 0,3 pontos percentuais – colocariam o défice português de 2001 nos 2,7%, contudo os valores definitivos só serão conhecidos no próximo mês de Setembro.

Para tentar corrigir a trajectória de divergência das finanças pública e respeitar o tecto de 3% para o défice público previsto no PEC, o actual Governo propôs um conjunto de medidas que alteram a Lei do OE para o ano 2002 e que é suposto colocarem o défice nos 2,9% do PIB a 31 de Dezembro de 2002.

 

Medidas económicas propostas pelo novo Governo: o inevitável aumento dos impostos

O país conheceu assim pela mão do novo Governo, num ambiente de dramatismo mediático e político, o seu primeiro Orçamento Rectificativo do ano de 2002, que não retoma as medidas preconizadas em ambiente de campanha eleitoral, como o designado “choque fiscal” e a prometida redução de impostos, mas que contém um conjunto de medidas de curto prazo, que visam a redução da despesa pública e mais importante ainda, dão um importante sinal ao mercado do sentido de mudança da política económica, numa estratégia clara de gestão de expectativas dos agentes económicos, as mais importantes:

 

1. O aumento da taxa do IVA em 2%, dos actuais 17% para os 19%;

2. A extinção de cerca de 30 organismos públicos e a fusão de outros 40;

3. A suspensão de admissões na função pública, com a criação de um quadro de supranumerários;

4. O fim na bonificação dos juros para o crédito à habitação (para as escrituras a realizar após 30 de Setembro de 2002);

5. Limitação do endividamento líquido das autarquias.

 

A generalidade dos fiscalistas concorda com as medidas apresentadas, atendendo à rigidez que caracteriza a despesa pública portuguesa e à necessidade de obter um aumento da receita a curto prazo.

Interessará sobretudo discorrer sobre a subida da taxa do IVA que só se torna efectiva, neste ano fiscal, em quatro meses para o regime mensal e uma vez para o regime trimestral.

Em termos de aumento das receitas, estima-se que uma subida de dois pontos percentuais na taxa do IVA possa gerar entre 400 e 600 milhões de Euros de receita suplementar e permita reduzir o défice em cerca de 0,4%. No entanto, é de esperar também, pelo menos temporariamente, uma retracção do consumo privado e consequentemente uma possível redução no crescimento da economia e por consequência um efeito negativo induzido pela quebra do consumo.

 

Por outro lado, ao incidir sobre 75% dos produtos que compõem o cabaz de produtos utilizados para calcular a evolução da inflação, provocará inevitavelmente um aumento na inflação - diferentes estudos estimam este efeito entre 0,2% e 0,6%, mas o Banco de Investimento Morgan Stanley, acredita que esse valor possa chegar a 1% - embora esse impacto se faça sentir de uma só vez, não se traduzindo em futuras pressões inflacionistas e o verdadeiro impacto dependa, em qualquer dos casos, do grau de contenção salarial que se vier a observar.

 

Alguns analistas acreditam também que a subida da taxa provocará uma degradação nas condições de competitividade dos produtos portugueses, designadamente no mercado ibérico, com particular gravidade no designado cross-border shopping.

 

Se a diferença actual de um ponto percentual na taxa máxima do IVA - a taxa em Espanha é de 16% - gera uma diferença favorável de 2,5% em termos de taxa média para a Espanha, uma subida de 2% da taxa máxima em Portugal não deixará de ter consequências mais graves sobre a competitividade da economia, particularmente grave poderá ser a situação do sector do turismo em que esse diferencial é ainda maior.

 

Mas como dizia, em síntese, o ex-ministro das Finanças Hernâni Lopes: “O IVA é o imposto menos estúpido de todos, é fácil de gerir e é sempre cobrado”. Certamente argumentos não despiciendos a que as Finanças não se mostraram indiferentes.

 

O aumento dos impostos que o Orçamento Rectificativo uma vez mais nos trouxe aparece, de novo, como a solução milagrosa para conter o défice, no entanto não se podem negligenciar as consequências desastrosas que essa solução implica para a economia portuguesa.

 

É absolutamente necessário tomar medidas que promovam o acréscimo de eficiência da economia no seu conjunto e que contribuam para resolver os problemas estruturais de falta de produtividade, de competitividade e de ausência de expectativa positiva para o futuro, tão importante ao crescimento potencial da economia.



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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
O Top 20 das Profissões do Futuro

 

Dentro de 20 anos não se admire se o seu filho ou neto quiser ser Gestor de Nuvens, Advogado Virtual ou mesmo Gestor de Avatares. A ciência, a tecnologia e a inovação abrem toda uma janela de oportunidades para os mais jovens na economia vindoura. Surpreenda-se com o Top 20 das profissões do futuro em http://fastfuture.com/, no relatório “The Shape of the Jobs to Come”.



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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
O Pai da Economia Moderna: Paul A. Samuelson (15.5.1915-13.12.2009)

O pai da Economia Moderna, Paul Anthony Samuelson, faleceu ontem aos 94 anos na sua casa em casa em Belmont, Massachusetts.

Professor do MIT- Massachusetts Institute of Technology desde 1940, foi o primeiro americano a receber o Prémio Nobel da Economia, em 1970.

Quando foi distinguido com o Nobel, no segundo ano em que se entregou o prémio, a Academia sueca justificou a escolha pelo facto de Samuelson "ter feito mais do que qualquer outro economista contemporâneo para aumentar o nível de análise científica da teoria económica". Ao longo da sua carreira de várias décadas - em 2000 ainda estava no activo -, o economista sempre defendeu a importância da matemática para a análise económica.

Samuelson lançou em 1948 a obra que o consagrou e pela qual é conhecido do público em geral, Economics (Economia)- é o manual mais lido e traduzido em todo o mundo, com mais de 4 milhões de cópias vendidas, em 40 idiomas e que já vai na 19ª edição. Qualquer estudante ou profissional de ciências sociais e económicas da segunda metade do século XX estudou a partir desta “Bíblia”.

De ascendência polaca e oriundo de uma família judaica abastada, Samuelson nasceu em 1915 na cidade de Gary, no Estado americano de Indiana. A sua primeira esposa, a economista Marion-Crawford Samuelson, faleceu em 1978. Samuelson casou-se novamente em 1981 com Risha Samuelson. Deixa seis filhos e 15 netos.

Ingressou na licenciatura em Economia aos 16 anos, mas o jovem Paul despertou para os problemas económicos depois de o seu pai ter perdido parte significativa do património familiar nos anos pós-I Guerra Mundial. Ainda no liceu, começa a estudar o mercado accionista. A tal ponto que, no boom bolsista dos anos 20, é ele quem faz a lista de investimentos do seu professor de Álgebra.

Samuelson ou “PAS”, como se chamava a si mesmo, estudou na Universidade de Chicago e realizou o mestrado e doutoramento na Universidade de Harvard. Nesta última universidade, em 1947, desenvolveu uma tese que viria mais tarde a publicar, sob o título de Fundamentos da análise económica e que lhe garantiu o Prémio de melhor tese da Universidade de Harvard sobre Economia.

Na Universidade de Chicago conhece Milton Friedman, dando início a um dos mais titânicos combates intelectuais do século XX. Mesmo discordando de quase tudo, Samuelson e Friedman mantiveram-se amigos.

Principiou a sua carreira como professor no MIT em 1940 e desde aí que estabeleceu uma longa e profícua parceria com a universidade, que tornou seu curso de Economia famoso no mundo. Foram seus alunos expoentes de peso da Economia actual, como Paul Krugman e Joseph Stiglitz, ambos vencedores do Nobel. Ben Bernanke, Presidente da Reserva Federal Americana (FED), Christina Romer, Directora do Concelho de Assuntos Económicos da Casa Branca, entre muitos outros foram alunos deste génio da Economia.

No nosso país, ex-ministro da Economia, Luís Campos e Cunha, foi aluno do mestre Samuelson e o antigo ministro das Finanças Braga Macedo, conheceu-o pessoalmente.

«Foi o pai da moderna teoria económica, tem contribuições decisivas em praticamente todas as áreas da economia, nas finanças públicas, no comércio internacional e, portanto é de facto um dos grandes economistas de todos os tempos», destacou Luís Campos e Cunha.

O “titã da Economia”, foi conselheiro dos presidentes norte-americanos John F. Kennedy e Lyndon Johnson. Depois de ter sido eleito em 1960, o presidente democrata Kennedy pediu 40 minutos com o professor. Antes, um almoço a bordo de um iate que desiludiu o economista: "Esperava uma refeição sumptuosa mas comemos salsichas com feijão"- revelando o seu lado divertido.

Alongo das suas oito décadas de carreira, escreveu centenas de artigos e teve uma coluna de opinião durante anos na revista Newsweek.

Como muitos de sua geração, Samuelson era um seguidor do economista britânico John Maynard Keynes, que propôs que as nações precisam de um governo intervencionista, capaz de estimular baixas taxas de desemprego através da política fiscal e monetária, mesmo que isso signifique a ocorrência de déficits ocasionais.

Para uma economia moderna na era pós-Keynesiana, as políticas fiscais e monetárias podem definitivamente prevenir depressões crónicas", escreveu Samuelson, em 1970.
Notavelmente versátil - "tinha a agilidade de um Nijinsky e a endurance de um corredor de corta-mato", como escreve o "The New York Times" -, Samuelson remodela o pensamento académico: "A matemática já era usada pelos cientistas sociais, mas Samuelson trouxe a disciplina para o mainstream, mostrando como chegar a sólidos modelos teóricos a partir de simples assunções matemáticas."
"Paul Samuelson transformava tudo o que tocava: os fundamentos teóricos de sua área, o modo como a economia foi ensinada em todo o mundo, as práticas de investimento do MIT, e as vidas de seus colegas e alunos", disse Susan Hockfield, Presidente do MIT, ao comunicar a morte de Paul Samuelson.
O funeral será reservado aos familiares, mas o MIT prepara uma homenagem ao seu académico mais conhecido, que deu a conhecer a Economia ao mundo.

Fontes: Público, Jornal I, Sapo, Wikipedia

 



publicado por Francisco Banha às 16:24
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009
Capital de Risco, Economia e Sociedade

Periodicamente somos confrontados com informação proveniente de diversas organizações internacionais sobre o impacto do Capital de Risco na Economia e na Sociedade. Apesar de na maioria dos casos as conclusões serem consensuais quanto ao efeito positivo deste instrumento de financiamento, não quero deixar de aproveitar o facto de ter tido conhecimento de um estudo realizado pela ASCI - Associação Espanhola de Entidades de Capital de Risco (www.asci.org), para reflectir com os leitores do D.E. sobre o porquê do nosso Governo dever continuar a apoiar o desenvolvimento do sector de Capital de Risco (C.R.) no nosso País.

Nesse sentido começo por dar a conhecer que o citado estudo cobriu um universo de 1463 empresas que foram financiadas por C.R. no período compreendido entre 1993 e 2004, as quais se encontravam nos mais diversos estágios de desenvolvimento, isto é, desde as fases iniciais, de expansão ou em processos de buyouts ou de substituição. Por sua vez, foram identificadas empresas compativeis com as constantes do citado universo, mas que não receberam C.R., tendo em vista estabelecer um grupo de controlo que servisse de contraste aos resultados por aquelas alcançados.

Desde logo a primeira conclusão a retirar deriva do facto de as empresas alavancadas por C.R. criarem emprego a um ritmo anual de 14,7% contra apenas 5,7% alcançado nas empresas que não beneficiaram da citada alavancagem. Em termos absolutos, o estudo demonstra que foram criados, no período em análise pelas empresas alvo de C.R., cerca de 100.000 empregos, isto é, cinco vezes mais do que o criado pelas empresas que serviram de base ao referido grupo de controlo.

Noutra perspectiva o C.R. foi responsável por cerca de 6% de todo o emprego criado na economia espanhola e isto sem considerar os empregos indirectos gerados pelas suas empresas participadas nem o facto da citada criação de emprego ocorrer nas empresas em fases iniciais, logo em negócios de forte pendor tecnologico.

A segunda conclusão importante permite constatar que o C.R. tem um forte impacto ao nivel das competencias de gestão das empresas participadas, uma vez que os seus volumes de negócios e resultados brutos cresceram a uma média anual de 24,7% contra apenas 8,6% e 8,9%, respectivamente, das empresas que não tiveram acesso ao C.R. De referir que este incremento de facturação em termos reais, foi quatro vezes superior ao obtido pelas empresas similares não financiadas com C.R. Quanto ao indicador Activo total, as empresas financiadas por C.R viram o mesmo sofrer um acrescimo anual de 23,4%, enquanto os activos intangíveis foram incrementados em 37,1%, ou seja, entre cinco e dez vezes mais que as empresas não participadas por C.R.

Naturalmente que o alinhamento dos interesses das Equipes de Gestão, das empresas participadas, com os Investidores, a disciplina financeira exigida e com forte ênfase na geração de fluxos de caixa positivos, o valor acrescentado e conhecimento que aportam, os profissionais que gerem os fundos dos investidores, na vertente operacional, financeira e da sua rede de contactos são factores fundamentais na obtenção dos resultados alcançados pela generalidade das empresas que mereceram investimento por parte das S.C.R a operar em Espanha.

A terceira e última conclusão foi de cariz fiscal e demonstrou que as empresas apoiadas por C.R. obtiveram um incremento anual e acumulado estimado em 24,3%, muito acima dos 12,6 % calculados para empresas comparaveis não participadas por empresas de capital de risco.

Em resumo podemos concluir que, se duvidas houvesse ainda, as empresas alavancadas por C.R. estimulam fortemente a economia, e sendo empreendimentos de rápido crescimento, criam emprego a um ritmo mais elevado que as demais empresas, investem mais em activos, o que por sua vez, permite incrementos de produção, nomeadamente a nivel internacional.

Em face do exposto não é de admirar que o C.R. esteja a ser um dos grandes protagonistas do sucesso alcançado pela economia espanhola nos ultimos anos, nem que a nível europeu só seja ultrapassado pelo Reino Unido, França e Alemanha.
 



publicado por Francisco Banha às 12:16
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
Dossiers temáticos da Ordem dos Economistas



Encontram-se disponíveis os seguintes artigos de Temas de Economia e de Gestão no site da Ordem dos Economistas.

Temas da Actualidade

1. Sem solução, sem recapitalização
2. Apoios Para o "SIM" a Lisboa continuam a crescer
3. Dupla Cruz Azul
4. O Estado Ingovernável
5. Os pedidos de hipotecas (EUA) aumentaram 2.3% com a baixa das taxas de juro
6. Milionários alemães disponíveis para pagar mais impostos
7. A forma da retoma (V, U, L, ...?)
8. Equilíbrio europeu
9. Spleen europeu
10. A Europa e a China celebram o reencontro
11. China e União europeia retomam em Praga um diálogo laborioso
12. A reconciliação é a marca do relato europeu
13. China, quinto detentor de ouro do mundo
14. Geni e o Zepelim
15. Contratar a competitividade
16. Sinais de melhoria
17. Produtos da banca para ajudar os desempregados

Grandes Temas

1. Está a economia indiana no seu melhor momento?
2. Luz ao fundo do túnel
3. Um mundo desglobalizado?
4. Os últimos dias do dólar?
5. Segredo Bancário: Luxemburgo assina acordo com Estados Unidos
6. O que o FMI diz da América Latina
7. A economia, ciência (in)humana
8. Banda larga para a competitividade
9. Transporte intermodal
10. Lançado Programa de Colaboração com Harvard para Investigação Clínica
11. Google entra nas cabeças dos seus talentos, para os manter

Para aceder a esta informação, clique em "Dossiers", no site da Ordem, http://www.ordemeconomistas.pt
 



publicado por Francisco Banha às 13:27
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Terça-feira, 5 de Maio de 2009
Previsões Económicas da Comissão Europeia - Primavera 2009

Relatório Completo


 



publicado por Francisco Banha às 13:01
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
OECD Interim Economic Outlook, March 2009
                                            

The OECD Economic Outlook Interim Report takes account of the deepest and most widespread recession in the OECD and world economies for more than 50 years. It analyses recent developments and focuses on policy actions required to foster a sustained recovery.

The Report covers the outlook to end-2010, providing detailed economic projections for the major seven (G7) economies and the OECD area as a whole. Developments in major non OECD economies are also evaluated.

The Economic Outlook Interim Report provides a unique tool to keep abreast of world economic developments at times of profound change.

The Report also contains a chapter entitled “The Effectiveness and Scope of Fiscal Stimulus”, which provides cross-country comparable data on fiscal responses related to the crisis in OECD countries.

 

[See the complet article and the report in OECD site or click here]

 

 



publicado por Francisco Banha às 10:23
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