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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
Business Angels

Reportagem da RTP sobre os Business Angels onde são destacados 2 projectos. A Ortik, empresa de que sou co-fundador e business angel, e a MyGuide.

 

 
 
A referida reportagem começa aos 15:10.
 


publicado por Francisco Banha às 18:08
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Estudo do impacto nas contas públicas de incentivo fiscal de 30%

Publicação de um estudo realizado pela Mazars em colaboração com a FNABA, sobre o impacto nas contas públicas de um benefício fiscal de 30% sobre investimentos de Business Angels, à semelhança do que acontece no Reino Unido.

Estas são as principais conclusões do estudo:

- O Estado recupera sempre o valor do benefício fiscal, não existindo qualquer perda de receita fiscal/despesa fiscal.
- O «pay-back» do Estado é de zero (0) meses, ou seja, o Estado recebe em impostos e contribuições para a segurança social mais que o valor do benefício antes de reembolsar o Business Angel
- O «pay-back» do Estado em termos temporais é idêntico em todos os cenários, não sendo afectado pelo sucesso ou insucesso da empresa onde o Business Angel investe, nem sendo alterado pelos valores de investimento nessa empresa
- O «pay-back» do Estado em termos temporais mantém-se estável para quaisquer valores de investimento
- «Rentabilidade» do Estado varia entre 108% e 6311%
- Porventura, a criação deste incentivo fiscal será das medidas com maior retorno para o Estado no relançamento da Economia

 



publicado por Francisco Banha às 16:44
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011
Evento sobre Business Angels em Faro, ultrapassou as expectativas

Pelo 3º ano consecutivo, o Algarve esteve na rota da Semana Nacional de Business Angels, organizada pela FNABA - Federação Nacional de Associações de Business Angels. Este ano o evento encheu o auditório principal da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve com cerca de 180 participantes.

 

Como oradores estiveram presentes no evento:

 

Professor Efigénio Rebelo (Director da Faculdade de Economia da Ualg);

Dr. Domingos Silva (Presidente da Algarve Business Angels);

Dr. João Mil-Homens (Quadro do CRIA);

Sr. João Rosado (Presidente da ACRAL);

Eng. Macário Correia (Presidente da Câmara Municipal de Faro).

Eng. Paulo Andrez (Vice-presidente da FNABA e administrador da DNA Cascais);

Eng. Paulo Bernardo (Director nacional da ANJE);

 

Conheça a Press Release sobre esta sessão da V Semana Nacional de Business Angels.

 



publicado por Francisco Banha às 17:49
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2011
V SNBA é um sucesso
 
A V Semana Nacional de Business Angels está a ser um sucesso!

A juntar às excelentes sessões de Cascais e Marinha Grande realizadas durante o dia de ontem, hoje a sessão de Lisboa já se encontra esgotada e Faro já conta com mais de 150 participantes.

Aproveito para lhe deixar o discurso de abertura da sessão de Cascais.
 


publicado por Francisco Banha às 12:48
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Domingo, 6 de Novembro de 2011
Entrevista à Regiões em Directo

O novo projecto empresarial Regiões em Directo entrevistou-me na qualidade de Presidente da Direcção da FNABA no âmbito da V Semana Nacional de Business Angels.

 

Aproveito para desejar à excelente Equipe desta TV na Web o máximo sucesso empresarial possível pois bem o merecem!!!!

 



publicado por Francisco Banha às 22:49
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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011
V Semana Nacional de Business Angels
Relembro que se inicia já na próxima 2ª feira a V Semana Nacional de Business Angels.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do site da V Semana Nacional de Business Angels.

Conheça o programa das sessões que decorrerão durante a semana:

Cascais - 7 de Novembro, Auditório da DNA Cascais (www.dnacascais.pt)

Marinha Grande - 7 de Novembro, OPEN - Zona Industrial

Faro - 8 de Novembro, Faculdade de Economia sita no Campus das Gambelas da Universidade do Algarve

Lisboa - 8 de Novembro, Grande Auditório Banco Popular Lisboa

Covilhã - 9 de Novembro, Anfiteatro da Faculdade da UBI - Universidade da Beira Interior

Guimarães - 9 de Novembro, AVEPARK

Beja - 10 de Novembro, Auditório da ESEB - Campus do IPBeja

Coimbra - 10 de Novembro, Museu da Ciência

Porto - 10 de Novembro

Torres Novas - 11 de Novembro, Auditório do NERSANT


publicado por Francisco Banha às 20:12
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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011
Sessão de Lisboa da V Semana Nacional de Business Angels

 

Recordo que a sessão de Lisboa da V Semana Nacional de Business Angels terá lugar no dia 8 de Novembro, no Grande Auditório Banco Popular Lisboa, Rua Ramalho Ortigão, nº51, 1099-090 Lisboa, Portugal.

Relembro que as inscrições são gratuitas mas limitadas aos lugares existentes.

 

Deixo também abaixo o programa para esta sessão:

 

14:30   Recepção dos participantes
     
14:45   Boas Vindas
    Francisco Banha, Presidente da Direcção da FNABA e do Business Angels Club

Rui Semedo, Presidente do Conselho de Administração do Banco Popular
     
15:00   Experiência de um Business Angel Português
    Luis Nandim de Carvalho, Presidente da Assembleia Geral do Clube de Business Angels de Cascais
     
15:30   O Modelo Financeiro do Plano de Negócios
    Sérgio Póvoas, Partner da Gesventure e Director do Business Angels Club
     
16:00   Coffee break
     
16:30   A Incubadora de Start-Ups da Cidade de Lisboa
    João Vasconcelos
     
16:50   Estratégia de Comunicação de uma Start-up
    Rui Trigo, Presidente da Brandia Central e Business Angel
     
17:10   Capital de Risco vs Business Angels
    Walter Palma, Director de Participações Caixa Capital
     
17:30   Debate com perguntas e respostas e apresentação de projectos em Elevator Pitch
     
18:00   Encerramento
     


Para mais informações consulte o site da V Semana Nacional de Business Angels.



publicado por Francisco Banha às 17:09
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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011
Startup Sucess

Artigo "Startup Success: How 7 Top Angel Investors Do Business" de Bill Clark no Mashable.com onde sumariza as estratégias de alguns "anjos investidores" de maior sucesso.

Conheça as estratégias de:

- Ron Conway: Google, Twitter, Square and Paypal

- Reid Hoffman: LinkedIn, Facebook, Zynga, Flickr

- Chris Sacca: Photobucket, Twitter, Instagram, Turntable.fm

- Chris Dixon: Hunch, Skype, Milo

- Peter Thiel: Facebook, LinkedIn, Friendster, Yelp

- Mike Maples: Odeo, Twitter

- Ashton Kutcher: Flipboard, AirBnB, Skype

 



publicado por Francisco Banha às 18:01
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
SAFPRI
 
 
O COMPETE através do SAFPRI coloca à disposição das pequenas e médias empresas novas e inovadoras formas de financiamento, utilizando como veículo preferencial o FINOVA o qual participa no capital de outros fundos e dinamizará os instrumentos de financiamento.

O SAFPRI teve um papel determinante no lançamento das Linhas de Crédito PME Investe, que permitiram o financiamento total de 1,3 mil milhões de euros e beneficiando quase 4 mil empresas.

Nos instrumentos de capital de risco aprovou o financiamento de 54 sociedades de business angels na totalidade criadas e em funcionamento.

Saiba quem são os Business Angels envolvidos nessas 54 Sociedades e que Sectores de actividade estão no seu “radar” lendo a recente NL do Programa Compete.
 


publicado por Francisco Banha às 16:38
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011
V Semana Nacional de Business Angels
 
Locais: Cascais, Coimbra, Covilhã, Évora, Guimarães, Lisboa, Marinha Grande, Porto, Santarém

A V Semana Nacional de Business Angels inicia-se já no próximo dia 7. Não falte.

As inscrições são gratuitas mas limitadas aos lugares existentes.
 


publicado por Francisco Banha às 19:20
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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
X Seminar Professor José Mª Veciana: Entrepreneurship & Business Angels
 
O meu amigo Professor Ricardo Hernández Mogollón, entusiasta do Empreendedorismo e Presidente do Clube de Business Angels da Extremadura, está a organizar o X Seminar Professor José Mª Veciana: Entrepreneurship & Business Angels, que irá decorrer no próximo dia 25 de Outubro em Trujillo.

Um evento com temas e oradores muito interessantes.

Participe e aproveite para conhecer a bonita cidade de Trujillo!!!
Conheça o programa e visite o site http://www.fundacionxavierdesalas.com/ para mais informações.
 


publicado por Francisco Banha às 17:36
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Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011
Medalha de Mérito Empreendedor do Concelho de Penela
 

O dia de ontem foi particularmente feliz para mim uma vez que tive a honra e o orgulho de ser homenageado pelo Município de Penela com a atribuição da Medalha de Mérito Empreendedor, numa cerimónia muito bonita e digna na qual estiveram presentes o Senhor Secretário de Estado da Administração Local e da Modernização Administrativa, Engº Paulo Júlio, o Presidente da Câmara de Penela, Sr António Alves e o Presidente da Assembleia Municipal de Penela, Dr Fernando Antunes, bem como outras individualidades como foi o caso do Senhor Reitor da Universidade de Coimbra.

Tenho consciência que não é um caminho fácil transformar um Concelho, em marcha lenta para a desertificação humana, num pólo dinâmico capaz de complementar a sua envolvente económica e de atrair os negócios certos e as condições certas para que os seus habitantes possam ser bem sucedidos.

Felizmente é esta resiliência que vejo na atitude e energia de todos os Penelenses, dos seus Responsáveis Autárquicos e particularmente da Visão e Pragmatismo de um dos seus principais representantes, o actual Secretário de Estado da Administração Local, que me faz continuar a acreditar ser possível, a nível local e regional, desenvolver Ecossistemas Empreendedores que contribuam para a criação, modernização e internacionalização das nossas empresas e, ao mesmo tempo, ajudando o nosso País a abrir as suas fronteiras e a sua mente aos desafios Globais com que diariamente somos confrontados.

 

 

"É o rosto de um vasto trabalho de dinamização do conceito de empreendedorismo enquanto marca fundamental no processo de criação de riqueza e consequente desenvolvimento de Portugal.

Presidente da Federação Nacional de Business Angels, é, desde 2007, um importante parceiro do Município de Penela na organização e realização do Fórum de Desenvolvimento Económico, contribuindo decisivamente para que este espaço de debate seja hoje uma referência nacional no que às questões de desenvolvimento diz respeito.

Porque o efectivo desenvolvimento de qualquer sociedade só será plenamente alcançado através de uma nova cultura de atitude, Francisco Banha, em parceria com o Município, desenvolveu em Penela o projecto pioneiro do Empreendedorismo na Escola, através do qual, professores e alunos são despertados para um conjunto de novas atitudes e novas formas de olhar a vida numa perspectiva empreendedora, assente no princípio de que cada problema com que nos deparamos pode ser sempre uma nova oportunidade.

Pela importância da sua acção concreta na disseminação de uma nova cultura de auto-responsabilização, de cada um pelo seu próprio futuro e pelo futuro da sociedade em que se insere, de que é apenas exemplo o trabalho desenvolvido no nosso concelho, Francisco Banha é credor do Mérito Empreendedor pelo Município de Penela."

- Município de Penela
 


publicado por Francisco Banha às 20:02
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Newsletter n.70 do Grupo Gesbanha
 
A Newsletter do Grupo Gesbanha na sua edição nº 70 dá especial destaque ao empreendedorismo e business angels.

Destaque ainda para o arranque do Programa Escolas Empreendedoras de Cascais, E-commarketing Show e às edições do programa "Comissão Executiva" da "Económico TV" com os temas "O sector da Energia" e "O Sector da Saúde".

Uma nota especial para a emissão experimental da Radio Empreender Portugal.


publicado por Francisco Banha às 18:07
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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011
Intervenção de Rui Pedro Batista no XI VCIT

Intervenção de Rui Pedro Batista, Director Adjunto do Económico TV, vencedor do Prémio Intrapreneur do Ano, no decorrer do XI VCIT.

 



publicado por Francisco Banha às 18:00
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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011
Os Business Angels em Portugal

1 - As dificuldades de acesso a financiamento às empresas contribuem para valorizar ainda mais o papel do capital de risco este ano?

Sem dúvida. Todas as empresas têm momentos críticos onde o recurso a capital externo é essencial. Temos no entanto de distinguir necessidades distintas de capital. Se a empresa necessita de capital porque está a vender menos, a ter dificuldades na cobrança ou outro problema relacionado com tesouraria de curto e médio prazo – problemas partilhados por milhares de empresas neste país, aí a banca continua a ser a fonte a que recorrer. É importante percebermos que o capital de risco não empresta capital (ou pelo menos não é essa a sua função de base). O capital de risco serve para ultrapassar carências relacionadas com o crescimento da empresa. Refiro-me ao reforço do Management, entrada em novos mercados, desenvolvimento de novos produtos, criação de activos intangíveis (ex. propriedade intelectual) entre outros motivos que podem levar a acreditar que esse capital é importante para a empresa chegar a outro nível de desenvolvimento.

Como todos sabemos, o financiamento tradicional – bancário – aumentou o grau de dificuldade dos seus critérios de atribuição de empréstimos e isso aplica-se quer ao financiamento rotineiro como ao financiamento para investimento. É essencialmente neste último aspecto que o capital de risco reforça a sua importância ao constituir uma clara alternativa a uma banca cujo perfil é precisamente o de se distanciar do risco.

 

 

2 - Como tem evoluído a oferta de financiamento de capital de risco nas diversas fases dos projectos? Em que fase de um projecto é mais difícil encontrar oferta disponível?

Historicamente existiu uma grande falha de mercado em Portugal para suprir as necessidades das fases mais iniciais de desenvolvimento. Refiro-me em particular a empresas sem registo de vendas, em período de teste de protótipo ou sem uma estrutura ainda bem solidificada. É neste segmento que estão os maiores ganhos potenciais mas também o maior risco. Se o sector público de capital de risco, sobretudo, ainda conseguiu imprimir uma certa dinâmica de investimento em start-ups, o mesmo ainda não aconteceu nos operadores privados.

É por isso que acredito que até 30 de Junho de 2013 essa realidade vai ser alterada nomeadamente através da participação activa que os business angels podem vir a ocupar, no financiamento das fases iniciais, através da gestão proactiva do seu Fundo de Co-investimento.

De facto o Fundo já está operacional e existem 200 business angels distribuídos por 54 veículos de investimento com capacidade para investirem um total de 42 milhões de euros em start-ups até ao primeiro semestre de 2013.

Acresce ainda que em 2011, 14 Sociedades de Capital de Risco portuguesas irão deter para aplicação em projectos, nas fases iniciais, mais de 100 Milhões de euros, muito por força do excelente trabalho realizado pelo Gestor do Programa Compete que conseguiu que fossem afectadas ao “early stage” verbas que possibilitaram às citadas SCR alavancarem os seus próprios fundos, o que faz acreditar que pela primeira vez se encontram criadas as condições para que os nossos empreendedores consigam materializar os seus sonhos empresariais. 

 

 

3 - Que influência exerce o actual contexto económico sobre os empreendedores?

O contexto actual é de mudança como referi e também de novas oportunidades. Mas apesar de na teoria serem os ingredientes para histórias de sucesso, na dura realidade os empreendedores deparam-se com muita incerteza por parte dos seus clientes, um apertado controlo no orçamento, o poder de compra das famílias (o consumidor final para muitos sectores) a diminuir com os cortes no sector público, o IVA a aumentar, as cobranças mais difíceis, só para referir alguns.

É possível contrariar isto e dar oportunidades às empresas emergentes para se afirmar.

Recordo que tanto os EUA como mais recentemente a União Europeia através do “Small Business Act for Europe” recomendam que uma percentagem do orçamento das entidades públicas deva ser afecto exclusivamente a PMEs inovadoras como forma de financiar o seu desenvolvimento (nos EUA esta medida é mesmo obrigatória para alguns órgãos públicos). Este é apenas um dos exemplos do que se pode fazer adoptando uma política de “think small first”e que teria um impacto significativo em milhares de micro e pequenas empresas, o berço das empresas inovadoras de sucesso amanhã.

 

 

4 - E os investidores? Que impacto têm todas as notícias económicas do país sobre os seus posicionamentos?

Tal como os bancos analisam os pedidos de crédito de forma mais criteriosa, também os investidores olham com desconfiança para planos de negócio excessivamente optimistas e sabem reconhecer que apesar de os projectos serem bons, é preciso o mercado ter a capacidade de comprar os seus produtos e serviços.

Quanto à disponibilidade dos business angels julgo que, as citadas notícias, não tem grande influência, ainda para mais se considerarmos a alavancagem conferida pelo novo fundo de co-investimento que já referi. A disponibilidade do capital mantém-se porque quem se inicia nesta actividade confere sempre uma parte marginal do seu património líquido a estes investimentos de alto risco. Já as suas decisões de investimento serão certamente mais ponderadas pelos mesmos motivos de revisão de expectativas de crescimento do mercado.

 

 

5 - Que prioridades terá a FNABA em 2011?

A FNABA está muito empenhada em que o novo fundo de Co-investimento com o COMPETE seja um sucesso e que os business angels dêm um passo e frente e que com as novas condições sejam mais “atrevidos”. Lutámos muito por este fundo e é agora importante que ele chegue aos empreendedores e aos projectos com maior mérito e potencial.

Para além disso continuaremos a defender mais e melhores condições de investimento não esquecendo que o limite de abate dos investimentos em sede de IRS que tinha sido conquistado no orçamento de estado de 2010 foi revisto em baixa para 2011.

De facto numa altura em que se torna essencial à sobrevivência das empresas, e particularmente aquelas que agora iniciam o seu caminho, o reforço da sua estrutura de capitais próprios faria todo o sentido não limitar o citado benefício fiscal apenas a 100 euros???…, mas sim manter os valores de 2010 ou até mesmo aumentá-los premiando assim os investidores que arriscam o seu capital e o seu tempo em projectos que dificilmente serão financiados por outras classes de investidores, nomeadamente as sociedades de capital de risco.

A contínua sensibilização para a actividade dos business angels como classe alternativa de investimento e como opção para o financiamento das PME é e vai continuar a ser a nossa bandeira.

Acreditamos inclusivamente que o facto de a FNABA ter assumido responsabilidades, como um dos Vice-Presidente do Conselho Geral da CIP, irá permitir que as nossas ideias sejam mais fáceis de ser interpretadas pelos vários actores da Economia Nacional e desta forma podermos afirmar a nossa importância na criação de novas empresas quer a nível nacional quer internacional.

Acresce que numa altura em que tanto se fala de exportação e de internacionalização assume particular importância o papel que a FNABA possui nas Associações Europeia e Mundial de Business Angels, assumindo responsabilidades ao nível das respectivas direcções, o qual irá permitir que muitas das start-ups que agora iniciam as suas actividades possam vir a beneficiar das redes de contactos que há já vários anos vamos mantendo com diversos grupos de business angels espalhados por todo o mundo.

 

 

6 - Com a crise instalada, o seu conceito de business angel sofreu alterações? Como define, em pleno ano 2011, o papel do Business Angel?

Se por um lado os business angels revêem a sua forma de avaliar os projectos, talvez também seja importante avaliarem a sua própria performance e de que maneira podem melhor contribuir para o desenvolvimento das empresas em que participam. Estudos recentes no Reino Unido indicam que business angels que despendem pelo menos 20 horas de acompanhamento do projecto são mais bem sucedidos, o mesmo sucedendo aos que se envolvem apenas até um determinado ponto com a actividade da empresa. São factores que podem variar largamente mas que segundo os dados revelados demonstram que para além do dinheiro, a intervenção mais ou menos activa dos business angels tem consequências no desempenho do negócio.

Os business angels têm um papel crítico na cadeia de financiamento de negócios inovadores. Todos os nomes sonantes que conhecemos como o Google, o Facebook, a Amazon, a Body Shop, só chegaram ao patamar em que estão hoje porque nos momentos críticos iniciais de desenvolvimento tiveram o apoio de business angels. Se estes não tivessem surgido quando eram necessários o seu crescimento teria sido mais lento ou não sobreviveriam até chegarem ao patamar seguinte de financiamento.



publicado por Francisco Banha às 11:47
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Intervenção de Rita Anunciação no XI VCIT

Intervenção de Rita Anunciação, Medbone, empresa vencedora do Prémio Internacionalização, no decorrer do XI VCIT.

 



publicado por Francisco Banha às 11:44
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Terça-feira, 13 de Setembro de 2011
Como trazer um Business Angel para seu parceiro de negócio

INTRODUÇÃO

Actuando na maioria das vezes na fase inicial de um projecto, a aproximação e a negociação com os B.A assumem por vezes contornos que não se verificam com uma sociedade de capital de risco (SCR). Eis algumas nuances:

1 - Os B.A financiam normalmente os projectos na sua fase de criação e arranque, onde os montantes de investimento são, na sua maioria, pouco avultados. Tratam-se de projectos que para arrancar não necessitam de muito esforço financeiro, ás vezes o mais necessário são os contactos e a experiência que um B.A possa trazer.

2 - Nem todos os B.A são iguais, é preciso conhecer as características de cada um deles antes de se apresentar um projecto. Uma boa escolha dos B.A aos quais se apresente o projecto é meio caminho andado para um possível sucesso da operação, quer em termos de presente, quer em termos de futuro.

3 - A fase embrionária do projecto. Sendo na sua maioria projectos com pouco ou nada demonstrado, em que por vezes, pouco mais existe que a ideia com grande potencial, ao B.A colocam-se uma série de reticências que convém tornear e resolvê-las da melhor maneira.

4 - Um grau de risco elevado. Ao serem projectos na maioria em fase seed (capital semente), o grau de risco associado é maior, quando comparado por exemplo com a fase de capital desenvolvimento. São projectos em que existem muito poucas certezas, donde o risco é maior, mas a rentabilidade e os ganhos que daí podem advir são também superior.

Tudo isto leva a que, a montagem financeira de uma operação junto de um ou mais B.A se revista de particularidades para as quais o empreendedor domine e esteja preparado, sob pena de lhe poder ver fugir uma boa possibilidade de ajuda num momento crítico para o seu projecto – a fase de arranque.

DA IDEIA.... AO PROJECTO PILOTO

Muitas vezes, chegam projectos ás mãos dos investidores, e isto acontece muito em projectos de novas tecnologias, em que nada mais existe que uma ideia. Assim, é mais difícil ter-se êxito no financiamento.

Ninguém investe numa ideia, se não houver pelo menos um protótipo, algo de palpável para se poder avaliar o seu potencial.

Ninguém investe numa ideia, se não houver por detrás uma massa crítica capaz de levar a ideia avante.

Ninguém investe numa ideia, se o empreendedor não tiver algo demonstrado.

Assim, e antes de tudo, leia-se antes da elaboração de um business plan, há que ter algo para demonstrar, é aí que os investidores avaliam a sua capacidade. Ter ideias muita gente as tem, colocá-las em prática é algo mais complexo. Daí muitos empreendedores estarem neste momento a recorrer à incubação, e muitas das grandes consultoras mundiais estarem a fazê-lo nas suas organizações.

Teve uma ideia com elevado potencial, detectou um pequeno nicho de mercado, detectou uma lacuna de mercado? Já tem algo para demonstrar?

Se respondeu afirmativamente, então está em condições de passar à fase seguinte, a elaboração de um business plan.

A 1ª APROXIMAÇÃO AOS BUSINESS ANGELS

Depois de ter em atenção todos os pontos atrás referidos, a primeira aproximação ao(s) B.A escolhidos faz-se com um documento, que vulgarmente se chama de Business Plan, ou Plano de Negócios.

O que é que deverá conter um Plano de Negócios?

Devidamente estruturado, e com um sumário executivo logo ao início, de modo a que o investidor em pouco mais de um minuto conheça as linhas mestras do seu projecto, ele deverá fazer referência:

- ao mercado alvo » a quem se destina o produto ou serviço;

- às projecções financeiras » principais indicadores de viabilidade económica e financeira do projecto;

- à concorrência » quem são os concorrentes, e quais as nossas vantagens competitivas;

- ao conceito » características do produto ou serviço;

- à missão » qual o objectivo ao colocar o projecto no mercado;

- à equipa de gestão » quem são, e quais as qualificações das pessoas que estão por detrás do projecto, e que vão pô-lo em marcha;

- à oportunidade de mercado » quais as vantagens que o projecto trás para os potenciais clientes;

- ao montante de capital que se procura » qual o montante de capital que o empreendedor pretende angariar junto dos investidores.

Estas são pois algumas das informações que devem figurar num Plano de Negócios. Informações que devem estar bem estruturadas e redigidas de modo a que capte a atenção do investidor, e o leve a sentar-se consigo em privado.

Outro dos pontos importantes, é o Plano de Negócios ser o mais realista possível. Não vale a pena elaborar um Plano de Negócios que não corresponda à realidade, pois o processo de “due diligence” (recolha de informação) que o B.A vai levar a cabo, pode desmentir alguns dos dados que se possam ter mostrado.

Um Plano de Negócios deve sem dúvida fazer sonhar o investidor, mas também deve transmitir segurança e solidez. Só assim, podemos pensar na entrada deste parceiro não institucional.

Captado então que está o interesse pelo nosso projecto por parte de um ou mais B.A, entramos numa fase mais técnica, ou seja, entramos na chamada negociação e montagem financeira da operação.

A NEGOCIAÇÃO E MONTAGEM FINANCEIRA DA OPERAÇÃO

Como já referi anteriormente, nestes casos não estamos a tratar de montantes muitos elevados, até porque os projectos encontram-se na sua fase inicial. Contudo, existe uma série de particularidades que convém ter conhecimento, quando estivermos perante uma negociação com B.A.

Tendo então demonstrado interesse pelo projecto, o(s) B.A vão agora iniciar a fase da negociação com o empreendedor.

A negociação tem a ver essencialmente, com a repartição do capital, com as condições em que esse capital irá entrar na sociedade, com as funções que cabem a cada um dos sócios, com as relações futuras entre empreendedor e B.A, com os termos de saída, com o atingir de certos objectivos, etc, etc.

Tudo isto, normalmente contemplado no pacto de accionistas, é tido em linha de conta aquando do momento da participação, e por se tratarem de facto de projectos mais arriscados, exige que se recorra por vezes a determinados instrumentos, de forma a que os B.A se sintam um pouco mais seguros do seu investimento, mas o empreendedor não perca os seus direitos.

Cláusulas como o “earn out” por exemplo, são importantes, na medida em que incentivam o empreendedor a atingir as metas a que se propôs no Plano de Negócios.

A forma do capital entrar na sociedade, uma parte por capital social directamente, mas a outra por prestações suplementares (remuneradas ou não) por exemplo, que posteriormente se podem transformar em acções é outra das soluções que se podem apresentar, no sentido de, por um lado não prejudicar o empreendedor no seu financiamento e na sua quota, e por outro levar a que o investidor tenha alguma segurança adicional no investimento que faz.

Outra das questões que se costuma levantar, é a própria valorização da empresa. É óbvio que quando um B.A financia uma empresa, ou seja, coloca capital por determinada percentagem de participação na empresa, estamos a valorizá-la implicitamente. Exemplifiquemos:

- A empresa Xis, recém criada, com um Plano de Negócios profissional, e um modelo de negócio inovador, possui neste momento dois B.A interessados numa participação efectiva.

- O jovem empreendedor, já com provas dadas no seu protótipo, no qual gastou todas as suas escassas economias, não possui neste momento qualquer capital (dinheiro) para aportar ao projecto.

- O montante de capital necessário é de 50.000 euros, para colocar o conceito no mercado, para o tornar visível, para comercializá-lo em larga escala.

- O empreendedor pretende ficar no mínimo com 51% do capital da empresa, depois da entrada dos dois B.A.

Perante este cenário, qual é a valorização que vai estar aqui implícita ?

Ora, se os B.A estiverem dispostos a colocar na empresa 50.000 euros por 49% do capital, estamos a avaliar a empresa em cerca de 98.000 euros, é o que se costuma designar de valor post money.

É que, uma coisa é certa, se os B.A nunca chegarem a aportar capital a esta empresa, ela vale praticamente zero, no limite vale o que o empreendedor gastou ao desenvolver o protótipo, este é o seu valor pré money.

A montagem financeira tem pois algumas, para não dizer muitas, particularidades que convém reflectir e ter conhecimento antes de se querer trazer um B.A para o nosso negócio. Pois a verdade é que estas são normalmente pessoas com grande know how na matéria, e que querem sem dúvida negociar ao máximo a sua posição.

Para isso, e tal como acontece no contacto com as SCR’s, é conveniente o empreendedor rodear-se de profissionais, que o ajudem em todas estas etapas do seu financiamento via capital de risco, e mais concretamente via B.A.

CONCLUSÃO

Para finalizar, só queria deixar uma pequena nota a todos os empreendedores e/ou empresas que possuem neste momento projectos necessitados de financiamento para se tornarem realidade.

- O Capital de Risco pode de facto ser uma boa alternativa, aos meios de financiamento tradicionais, e ao contrário do que muitos possam pensar, não está confinado a projectos de novas tecnologias, embora sejam estes que podem de facto proporcionar maiores retornos de capital no mais curto espaço de tempo.

- O investimento via B.A, faz todo o sentido, para projectos que necessitam de capitais para a sua de criação e arranque. Não estamos a falar de grande quantidade de capital, daí serem uma figura que normalmente aparece antes dos investimentos das SCR’s, os chamados investidores institucionais.

- Para que tenham êxito no seu financiamento via capital de risco, têm que ser projectos de elevado potencial e que subscrevam os chamados 4 M’s (Magic, Money, Market, Management).

- Não pensemos as SCR’s como “hospitais de empresas” (já lá vai o tempo). Não pensemos os B.A, como grandes capitalistas que investem em projectos a todo e qualquer custo.

Existem de facto muitos B.A (estima-se em 1 milhão em toda a Europa), com capacidade financeira, com experiência em vários sectores de mercado, com uma vasta rede de contactos, que estão realmente dispostos a investir, e em serem seus parceiros de negócio. O seu projecto preenche todos os requisitos aqui mencionados?



publicado por Francisco Banha às 15:15
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011
Intervenção de João Crispim no XI VCIT

Intervenção de João Crispim do Centro Empreendedorismo UAC no decorrer do XI VCIT

 



publicado por Francisco Banha às 14:29
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011
Newsletter n.69 do Grupo Gesbanha
 
 
A Newsletter do Grupo Gesbanha na sua edição nº 69 dá especial destaque ao artigo "Capital de Risco: Dinheiro vs Competências de Quem o Gere..." e a uma entrevista sobre o tema "Crowdfunding".

Destaque ainda para o arranque do Programa Escolas Empreendedoras dos Açores 2011/2012, E-commarketing Show e mais vídeos das intervenções no decorrer do XI Venture Capital IT.


publicado por Francisco Banha às 18:02
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Business Angels regressam ao E-commarketing Show

Organização proporciona o ponto de encontro entre empreendedores e a maior rede de investidores privados: business angels

E-commarketing Show, exposição profissional de comércio electrónico e publicidade interactiva, em parceria com a Gesventure irão organizar o Fórum de Investidores de Negócios Online.

Este evento irá decorrer no âmbito do e-commarketing Show que se realiza no Centro de Congressos de Lisboa, nos dias 13 e 14 de Outubro.

 

Mais informações - ficheiro .pdf (0,27 MB)



publicado por Francisco Banha às 17:57
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